sábado, 10 de janeiro de 2009

SOBRE O AMOR






A indiferença é a causa maior do distanciamento entre as pessoas. O que existe hoje de mais comum, são casais dividindo a mesma cama fisicamente, entretanto, espiritualmente ou mentalmente não há nenhuma sincronia. O olhar busca o teto, a TV etc., nunca um do outro. Não há mais qualquer esboço de prazer em se tocarem ou simplesmente conversarem. Entram em qualquer ambiente, “mudos e saem calados”. É como se houvessem habitantes de planetas diferentes entre quatro paredes.
Na maioria das vezes isso ocorre porque não queremos aceitar a outra pessoa como ela é, e essa, não quer ser aceita se não for pela maneira particular de ser, não a marionete que pretendem que ela seja. Defeitos? Todos nós temos, e assim as barreiras vão surgindo de tal forma que as pessoas preferem não enxergarem-se mais.
Muitas vezes acontece um fato no mundo e nos emocionamos até às lágrimas, mas, esquecemos de chorar pelo nosso próprio leite derramado, dores das pessoas que convivem conosco. Sem percebermos colocamos altos muros e intransponíveis entre os corações e mentes. Não damos à mínima importância se o que elas estão passando é digno ou não de choro. Não estamos nem aí! Por quê? Podem explodir-se, desaparecerem do mapa para dar lugar a alguém mais interessante, benevolente e que paparique nosso ego.
Quer anular o afeto e criar um longo distanciamento estando-se bem próximos? Use a indiferença. Ela mata qualquer sentimento em doses homeopáticas, enquanto o amor atencioso, mantém unidos, lado a lado, pessoas que se encontram dezenas e dezenas em quilômetros de distância.
Será que o fato de convivermos diariamente com uma pessoa, esse hábito, não nos deixa percebe-las e nem nota-las mais, ao ponto de considerar sem importância até enfeitar uma mesa para o almoço ou jantar? Joga-se pratos, talheres e panelas na mesa, de qualquer forma ta bom. Isso é tão contraditório para quem antes sonhava com jantares românticos à luz de velas.
Não caprichar na aparência, não se perfumar, não ter alegria em ser percebido nem notado por algo renovado para alegrar o olhar de quem nos vê constantemente? Também nem arriscar um rabo de olho para ver as transformações que o outro está exibindo? É um caminhar doloroso.
Como podemos querer mudar o mundo para melhor se estamos acomodados a uma vidinha sem sorrisos, sem charme, sem humor, sem atrativo algum, e principalmente sem luta nenhuma pelo que almejamos? Não tentar melhorar subjetivamente para os que nos cercam, não nos permite mudar o rumo do futuro, levantar a bandeira em prol da paz e ajudar a transformar a humanidade, se está arraigado o início de todos os problemas do universo, dentro da nossa casa: o desamor, a falta de solidariedade e boa vontade.
Precisamos nos enxergar melhor para nos verem com bons olhos. Conversar muito, nos unir mais, criar elos para laçar nossos corações, erguendo pontes entre eles, não permitindo que sejam construídas sobre safenas, porque assim esse órgão vital e palpitante ficaria bastante avariado. Demonstrar afeto, carinho, atenção, preocupação, quebra o gelo e destrói a indiferença.
O amor é transformador. Não morra de solidão e nem deixe ninguém morrer a míngua de carinho estando perto de você. Dar o braço a torcer é o primeiro passo, o segundo dar as mãos e o terceiro é o sorriso capaz de quebrar o gelo do orgulho que não leva a nada e a caminho nenhum. Goste de estar em sua casa com seu parceiro. O contato, a sedução, um cafuné, comidinhas especiais para depois do amor, podem ajudar a reestruturar qualquer sentimento ou relacionamento abalado, mas é preciso desejar acender a chama do desejo para o reencontro, promover a paixão de forma quê mude a rotina. A monotonia será substituída pelo prazer de dividir novas experiências e aventuras.
Procurar analisar o outro com um novo olhar, respeitando as diferenças e buscar sintonia. Rir bastante juntos, mesmo se a piada não tiver graça, o importante é estabelecer o diálogo contagiante e interessante para ambos.
É difícil recomeçar? É bem mais complicado do que começar, porque se começa no escuro. Só a convivência debaixo do mesmo teto é que mostra tudo às claras, como realmente somos. Mas se não tentarmos nunca como vamos saber? Ninguém tem bola de cristal para prever os acontecimentos.
Não se recupera o tempo perdido e não se deve gasta-lo perdendo mais coisas boas que poderíamos usufruir. É preciso alcançar os corações que se foram e os que querem partir por nossa total negligência. É de nossa exclusiva responsabilidade essa reconquista, porque sempre haverá tempo para amar, porque o amor não envelhece, não enferruja, não é volátil, mas pode evadir se não soubermos segura-lo.
A indiferença é igual à sede que temos diante do mar. Nunca saciaremos com aquele líquido salobro. Podemos morrer sedento com tanta água sobrando e bailando na nossa frente, porque só serve para ser admirada, usada, mas jamais consumida.
Busque a felicidade perdida. Recupere a magia dos primeiros encontros e deixe fluir novamente a sedução, o aconchego, o querer, o desejar e o tesão, porque, onde houve fogo de palha, qualquer centelha pode acender novamente a paixão e perpetuar o amor. Com certeza voltaremos a ser uma pessoa melhor e consciente que merecemos uma vida em harmonia com o mundo e paz com a nossa consciência.
Autor: Maria de Deus Oliveira.

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Temas variados: trabalhos escolares orientados por mim e/ou assuntos que despertam a minha curiosidade, estudo e elaboro através de pesquisa. Trabalhos de outros pesquisadores. Em paralelo, a literatura, coisas que gosto de escrever, em diversos gêneros literários.

Nós os mais velhos somos os responsáveis por essa juventude que dominará no futuro nosso mundo, portanto, mãos a obra: Quem ama educa e nunca machuca!
Amar significa educar com liberdade vigiada até que o jovem possa dirigir sua vida com autonomia. É preciso aprender a valorizar o “SER”, porque as coisas se deterioram e a essência transcende. Infelizmente a vida é um enigma e nada podemos afirmar, porque se não houver vida após morte, morremos e nem saberemos quando isso acontecer, entretanto não custa nada ser bom, honesto, preservar a natureza para os nossos herdeiros, pois eles merecem viver num universo saudável como viveram nossos ancestrais.
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Maria de Deus Oliveira de Siqueira Alves.
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