sexta-feira, 26 de setembro de 2008

A COMUNICAÇÃO, CULTURA E EDUCAÇÃO





COMUNICAÇÃO, CULTURA E EDUCAÇÃO
*Maria de Deus Oliveira de Siqueira Alves

“O homem é o princípio de todas as coisas”.
(Protágaras, a/C.)

Resumo:
Este artigo tem por objetivo relevar a importância da comunicação como produtora de cultura e educação. A postura assumida pelo homem dentro do contexto social através do processo educativo, é a única responsável pela perda ou ganho da conquista da sua cidadania.

Palavras-chave: Comunicação, cultura, educação.

É muito difícil determinar quando se deu à primeira intenção da comunicação humana Os primeiros sons produzidos pelo homo sapiens, eram onomatopéicos, isso é, reproduziam os ruídos gerados pela natureza e se utilizam também mímica. Como homo loquens criou a linguagem para exteriorizar seus sentimentos, desejos, idéias, necessidades etc. Isso foi marcante para a história da humanidade que diferenciou o homem do ser irracional. Historicamente a comunicação só existe, quando há uma troca de saberes e isso ocorreu paulatinamente, de forma progressiva, enriquecida através das gerações. No século XXI, ainda é utilizado o modelo clássico tricotômico definido por Aristóteles, a/C, fundamentado na formulação da teoria para os estudos da comunicação. Esse sistema linear perdura até os dias de hoje:
FONTE: Locutor – a pessoa que fala (quem).
MENSAGEM: Discurso – o que é dito (diz o quê)
RECEPTOR: Ouvinte – a audiência (a quem). A história da comunicação segundo Cloutier, (apud/SOARES, 1975) divide-se: Interpessoal, quando o homem utiliza os meios apresentativos – os gestos e a voz para se expressar. Inicia-se num período que não existia ainda suportes materiais para a divulgação. É necessária a presença dos ouvintes e do locutor que se utilizava de gestos e palavras num mesmo espaço e momento. Ela permanece até os dias de hoje, exemplo: as salas de aulas, palestras, seminários etc; De elite: inicia com o advento da escrita. Por muitos séculos foi privilégio de uma minoria. Depois exigiu o conhecimento de uma aprendizagem especial, estabelecendo regras gramaticais e tornou-se um saber que até hoje não é do domínio de todos. De massa: a oralidade sempre foi a mais importante cultura das massas. A alfabetização dessa categoria só ocorreu com a evolução da imprensa. Quando Johann Gutenberg girou lentamente as manivelas de sua primitiva prensa de madeira, para imprimir com tipos móveis os primeiros exemplares de sua famosa “Bíblia de Mezarino”, talvez não lhe tenha ocorrido que sua invenção acrescentaria um importante elemento cultural ao crescente acúmulo tecnológico ocorrido na sociedade ocidental, e que redundaria séculos mais tarde no aparecimento e no desabrochamento da comunicação de massa. A tipografia amplifica uma passagem de uma configuração que estava circunscrito a um reduzido número de receptores para um âmbito extremamente elevado. O século XIX foi marcado das grandes invenções, primeiro pelos sons e depois pelas imagens: telégrafo, telefone, transistor, cinema, televisão etc; Individual: é o espaço aberto que permite a expressão dos distintos discursos, isso é, o poder do homem em expressar seu pensamento e emitir opiniões, e ainda o último episódio que inicia em 1960, nos Estados Unidos, marcante na atualidade, a comunicação em ambiente virtual.
Para que aconteça uma comunicação perfeita, entre duas ou mais pessoas, é necessário que se conheça profundamente o vocabulário e saber como aplicar a palavra correta dentro do contexto, para sermos bem interpretados, pois nenhuma comunicação pode existir se o receptor da mensagem não souber interpretar o discurso de quem escreve ou fala. A comunicação não se dá apenas através da língua falada e escrita. Existem outros meios e que são fortemente aproveitados pela mídia para lançarem no mercado as propagandas de forma direta ou sublimar e que contêm apenas um objetivo nessas mensagens, atingir e aguçar um dos nossos sentidos e assim nos seduzir ao consumo, tudo muito bem elaborado pelo marketing do “capitalismo”, uma herança do regime ditado pelo americano dos Estados Unidos, o ex-presidente Ronald Reagan e a ex-Primeira Ministra inglesa Margareth Tatcher, a dama de ferro, que trouxe a voga uma nova forma de se valorizar o homem, muito mais pelo ter, possuir bens, do quê pelo “ser”, detentor de valores morais. O legado que deixou para as populações dos países do terceiro mundo foi o desamparo aos menos privilegiados, tornado-os mais miseráveis do que antes e prestigiando apenas aos donos do ‘capital’. A busca pela comunicação aconteceu nos tempos primórdios e só através dela se desenvolveu a cultura, que a princípio era apenas a transmissão de costumes adotados por uma classe social e impostos ao respeito e a imitação dos mais novos. A essa aceitação das normas ditadas pelos mais antigos, foi denominada de educação, depois denominada de educação básica e que até hoje é muito valorizada como os princípios de uma cultura familiar, da comunidade, da Igreja etc e que deve ser respeitada pelas escolas como a bagagem cultural particular de cada indivíduo. Os meios de comunicação cada dia vão se aprimorando e tornando-se mais sofisticados, como: livros, jornais, revistas, rádios, televisão, telefone, correios etc e finalmente a Internet, uma rede que liga todos os países ao mesmo tempo, tornando a informação instantânea e globalizada de forma virtual e que está ao alcance de todos, basta que para isso possa ter acesso e saiba utilizar o computador. Esses instrumentos se tornaram os principais transmissores da cultura de um país e ao mesmo tempo transformadores dessas condutas, isso é, um padrão cultural diferente que acontece nas mudanças que se dá quase inconscientemente, influenciando as gerações para cada vez mais utilizarem o mais moderno. É preciso estar bem atento para proteger a nossa cultura porque os dominadores de culturas, escraviza a alma, e o escravo, arrisca-se a perder sua identidade que esta ligada a sua independência econômica, política e cultural, que são valores que estão interligados e que garantem a soberania de um país. Os noticiários ocupam 10% de toda a comunicação, os comerciais 30% e os outros 60%, para as demais matérias: novelas, filmes, esportes, shows etc. As notícias são os mais importantes formadores de opinião pública como também da formação ideológica, por esse motivo a primeira coisa que se deve considerar é a maneira como as pessoas se colocam diante dos meios de comunicação, qual a sua atitude? De credulidade ou mantêm uma atitude crítica ou cética? A busca pela verdade, dá-se o nome de espírito crítico. Há pessoas ingênuas que acreditam em tudo que a mídia fala ao quê os outros falam. Essas são facilmente manobradas pelos interesses dos alienadores. Vivem de ‘cantadas’ e de mentiras. É doloroso ver, a alienação dos ser humano, numa doação para o nada e em busca de não sei o quê e a aceitação de tudo que lhe é imposto, muitas vezes é ilícito, imoral e que pode levar a escravidão, à servidão, enfim, a degradação do homem. Existem mecanismos para se descobrir às mentiras: o mecanismo de seleção e da combinação, exemplo: em uma sala de aula ocorre um problema? Observe como o professor e os alunos contam esse impasse, se estiverem sidos contados de forma bem diferentes, a verdade não está em nenhum dos lados, porque cada um, vai procurar relatar da forma mais convincente e cheios de artifícios que necessita para se defender. Assim são os jornais, os rádios, revistas etc, favorecem ao sensacionalismo para garantir a venda da matéria, e tanto a mídia como o povo, sofrem da síndrome do sadismo e morbidez.. Veneram as fontes que anunciam o derramamento de sangue e mortes, quanto mais bárbaro seja o crime ou o acidente, ou mesmo por morte natural de pessoas notáveis ou populares, as TVs, ficam o dia inteiro, focalizando e narrando repetidamente o mesmo texto, o acontecimento está em qualquer canal ou rádio que você utilize, como ocorreu na morte de Ayrton Senna, a princesa Diane, o Papa e outros.
Há dois tipos de comunicação publicitária: a informativa racional e a denotativa. A primeira está fundamentada na informação objetiva da coisa e procura apenas delinear as características essenciais e mais importantes de qualquer objeto. Essa descrição é absolutamente necessária para o funcionamento da nossa sociedade e fatores de progresso e desenvolvimento de nossos dias. A segunda está ligada à comunicação afetiva, inconsciente e conotativa. Baseada nas implicações do ego, como: realização pessoal, auto-estima, desejo de amar e ser amado, ascensão, prestígio, aceitação, de ser identificado e aceito como pessoa humana. Todos nós temos esses desejos e essa é uma comunicação inconsciente e baseada na natureza humana. A força desses informativos é tão violenta, que as pessoas ficam aprisionadas e até beijam os seus grilhões. Ocorre de várias formas: Mutação: imitamos as pessoas mais importantes e de fora para dentro; Sugestão ou auto-sugestão: é um ato psicológico, se inspira na idéia por métodos quase hipnóticos; Persuasão: é a insistência sobre a sensibilidade que ataca uma série de motivações afetivas, às vezes conscientes, mas pouco lógicas, mesmo quando se apresentam com razões; Pressão moral: é o processo pelo qual se leva alguém a fazer algo, apelando para o sentimento de culpa; Percepção sublimar: é proibida por lei e exercer grande influência, mas estão espalhadas pelos milhares out-doors, principalmente nas cidades e muitos nas estradas, através da apelação visual que é muito mais receptiva. No início do século XXI, quando as viagens espaciais está se tornando um fato corriqueiro e até sendo explorada para o campo do turismo, as sociedades cada vez mais ricas de informações através do avanço das tecnologias, é lamentável o diagnóstico de que uma parte significativa da humanidade ainda é analfabeta e reflita com o Prof. Soares:
A simples introdução dos meios e das tecnologias na escola pode ser à forma mais enganosa de ocultar seus problemas de fundo, sob a égide da modernização tecnológica. O desafio é como inserir na escola um ecossistema comunicativo que contemple ao mesmo tempo: experiências culturais heterogêneas e o entorno das novas tecnologias da informação e da comunicação, além de configurar o espaço educacional como um lugar onde o processo de aprendizagem conserve o seu encanto. (Apostilha da USP, 2003)
Muitas instituições educativas ainda utilizam a repressão, discursos vazios e sem significados e não permitem a liberdade de expressão e a expansão da imaginação, matando a criatividade e reprimindo a comunicação entre os sujeitos e dos seus saberes populares tradicionais e impondo um ensino sistematizado quê não condiz e nem provoca o interesse por parte do ouvinte. É de responsabilidade da escola, construir sujeitos críticos e de saberes múltiplos. Criativo e com valores morais e éticos. Capaz de pensar, refletir, discernir e não robôs provocados pela rotina e automatização do ensino. O diálogo, a discussão construtiva, são formas de liberdade de expressão que deve ser construída com consciência e seriedade e conduzindo o ser humano com humanismo, respeito pela diferença, solidariedade e à medida que isso é exercitado, possa fazer parte da personalidade do indivíduo tornando-o um homem de procedimento positivo, “capaz de pronunciar a sua palavra, ouvir sua voz, escrever seu pensamento. Temos direito a uma comunicação ativa e não apenas passiva. Temos diretos de sermos sujeitos e não apenas objeto da comunicação. Isso é fundamental”. (GUARESCHI, 2001, p.157).

Referências

BARBOSA, Ierecê. Comunicação intra e interpessoal no processo educativo. UEA – Universidade do Estado do Amazonas. Programa de Pós-Graduação e Ensino das Ciências. Pós- Graduação em Pesquisas Educacionais. Livro 3 – BK Editora – 2005.
GUARESCHI, Pedrinho A Sociologia Crítica. Alternativas de mudança. 50º ed. Porto Alegre - 2001.
RODRIGUES, Alberto Tosi. Sociologia da Educação. [o que você precisa saber sobre ...]. 2ª ed. De Paulo Editora Ltda. Rio de Janeiro. 2001.
SHIROMA, Eneida Oto. Moraes, Maria Célia M. de. EVANGELISTA, Olinda. Política Educacional. [o que você precisa saber ...] 2ª ed. De Paulo Editora ltda. Rio de Janeiro. 2002.
SOARES, Prof. Dr. Ismar de Oliveira. Comunicação – Educação. A emergência de um novo campo e o perfil de seus profissionais.
Apostila.ECA/USP.2003http://www.lerparaver.com/amigos/leonardo_comunicacao.html

COMO ELABORAR UM PROJETO DE PESQUISA














REFERÊNCIA COMO AUTORIA: BACK


Como elaborar um Projeto de Pesquisa!

1. Introdução
1.1. Contextualização
Inicie seu trabalho, contextualizando, de forma sucinta, o tema de sua
pesquisa. Contextualizar significa abordar o tema de forma a identificar a
situação ou o contexto no qual o problema a seguir será identificado. É uma
introdução do leitor ao tema, onde se encontra o problema, de forma a
permitir-lhe uma visualização situacional do problema.
1.2. Problema
A seguir afunile a visão macro do tema, para o problema a ser pesquisado.
Concentre-se somente no seu problema e identifique-o claramente. Delimite
que aspectos ou elementos do problema você irá tratar. Seja claro e preciso
nesta parte. Lembre-se, a identificação e delimitação clara do problema é o
primeiro passo para aprovação do projeto e êxito na sua execução.
1.3. Problematização (hipóteses / perguntas de pesquisa / pressupostos)
Depois de definido o seu problema de pesquisa este poderá ser
desmembrado em hipóteses, perguntas de pesquisa, pressupostos ou em
indicadores. Estes irão determinar as relações entre as variáveis que deram
origem ao problema de pesquisa.
2. Objetivos
Aqui você indica, clara e exatamente, o que você quer fazer, que metas você quer alcançar
com a sua pesquisa, desdobrando em:
2.1. Objetivo geral:
Indique de forma genérica qual objetivo deve ser alcançado.
2.2. Objetivos específicos:
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Como elaborar um Projeto de Pesquisa!
Arrole o(s) objetivo(s) específico(s) que deverão ser alcançados pela
execução da proposta de pesquisa.
3. Relevância ou Justificativa
Apresente neste parágrafo, a relevância técnica. Em outras palavras, justifique técnica,
científica e socialmente sua proposta. Arrole e explicite argumentos que indiquem que sua
pesquisa é significativa, importante ou relevante.
4. Glossário / Termos considerados relevantes (opcional)
Por fim, se você usou algum termo com sentido diferente do usual, ou alguma expressão
com sentido específico, não logicamente dedutível destas, arrole um glossário daqueles
termos e/ou expressões.
5. Revisão Bibliográfica
A revisão bibliográfica deve permitir saber o que já tem sido feito na área de sua pesquisa.
Isto permitir-lhe-á consubstanciar cientificamente sua proposta. A revisão bibliográfica,
assim, constitui-se na análise comentada dos trabalhos realizados na matéria de enfoque
de sua pesquisa.
6. Metodologia
Aqui você desenha sua pesquisa. Em outras palavras, indique como pretende executá-la.
Isto é, se for uma pesquisa qualitativa, de que maneira você pretende coletar e analisar os
dados qualitativos (observação/entrevistas,etc). Se for uma pesquisa quantitativa, de que
maneira pretende coletar dados. Apresente em linhas gerais o método a ser utilizado para a
execução da pesquisa. Conforme área de atuação, utilizar os seguintes:
População e amostragem: você deve identificar a população da qual você está
retirando a sua amostra. Por exemplo, se sua pesquisa envolve os ex-alunos de
Administração de 1970, sua população é o número total destes ex-alunos de
Administração, por exemplo 75 alunos. Se você decide então fazer uma
amostragem, digamos de 30%, então sua amostra para fins de sua pesquisa será de
23 alunos.
Coleta de dados: neste item você indica como irá operacionalizar a coleta dos dados
(enviando questionários por Correio, ou pessoalmente; anotando os resultados da reação
em tempos pré-determinados, etc).
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Como elaborar um Projeto de Pesquisa !
Análise e Interpretação dos Resultados: descreva neste item como você vai analisar os
resultados da pesquisa (se a pesquisa for qualitativa, as respostas podem ser interpretadas
global ou individualmente, se a pesquisa for quantitativa, você provavelmente irá utilizar a
estatística descritiva ( média, mediana, moda, desvio padrão, tendência central) ou
estatística inferencial (regressão linear bivariada, multivariada, etc).
7. Cronograma Físico
Neste item você identifica cada parte ou fase de sua pesquisa e relaciona com o tempo necessário
para executá-la.
8. Plano de Trabalho do Bolsista (depende da área)
Explicite aqui o plano de atividade do bolsista, atendo-se às etapas do cronograma de atividades
da proposta de pesquisa. Neste plano deve estar claro o envolvimento direto do aluno com a
pesquisa, suas principais responsabilidades e funções.
9. Orçamento
É importante que você se acostume a projetar um orçamento para a sua pesquisa. O orçamento
projeta nível de grandeza em R$ (reais) do projeto. Uma idéia interessante pode tornar-se de
súbito totalmente desinteressante ou inviável, quando associada ao custo de execução, se você
não tiver de onde buscar os recursos. Lembre-se que o PIPe não remunera o projeto, apenas torna disponível material de consumo e equipamentos já existentes, através dos Departamentos,
Centros e/ou Institutos, viabilizando somente 20 (vinte) créditos mensais ao bolsista. Arrolar o
que está disponível na unidade e o que pode disponibilizar.
Em Material de Consumo, arrole todo o material necessário que irá ser consumido na
execução. Por exemplo, material de escritório ou laboratório (papel, lápis, reagentes
químicos, etc..).
Em Material Permanente, arrole equipamentos e/ou infra-estrutura física necessária para
executar o projeto.
E, finalmente, em Outros Serviços e Encargos, discrimine fotocópias, transportes,
alimentação, hospedagem e quaisquer outros serviços necessários para o projeto a serem
prestados por pessoas jurídicas.
10. Referência Bibliográfica
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Como elaborar um Projeto de Pesquisa !
Todas as citações feitas no texto deverão ser arroladas no final da proposta (após o item
Orçamento). Utilize a Norma ABNT-UFPr - Referências Bibliográficas - para padronizar sua
lista de Referências Bibliográficas.
OBS.: na digitação da Proposta de Pesquisa, deverá ser utilizada: fonte (letra) TIMES
NEW ROMAN, tamanho 12, espaçamento entre linhas 1,5, SOFTWARE WORD FOR
WINDOWS 6.0 ou superior. As margens deverão ser: superior 3,0 cm, inferior 2,0 cm,
direita 2,0 cm e esquerda 3,0 cm.

FUNÇÃO DE UMA PESQUISA



AUTOR: MARIA DE DEUS OLIVEIRA DE SIQUEIRA ALVES

UM OLHAR CRÍTICO-REFLEXIVO SOBRE O PROJETO DE PESQUISA
UMA ANÁLISE DE TEXTO

Conforme Monteiro, (2006, p. 212) A PESQUISA deve ser o mais objetivA possível e que A INVESTIGAÇÃO atenda a intenção do pesquisador: Ou seja, “com ele mesmo, com o programa institucional, com o desenvolvimento social no qual se insere” (idem). É interessante que esteja atrelado aos programas de intervenção da instituição.
É importante formular o problema, sob forma de pergunta e através de um esforço metódico a possibilidade de se alcançar a conclusão da temática e racionaliza-la na práxis elabora a sua elucidação Mediante a problematização, deve-se estabelecer vários questionamentos que devem ser feitos ao tema: O quê? Como? Por quê? Onde? Quando? Quais? E que um destes, ou a somatória de todos, resultem na finalização da determinação da pesquisa. È limitar o campo de atuação, categorias que vai trabalhar e delimitação do tema e diante da magnitude, desse é necessário à criação de um sub-tema para melhor se chegar a diretrizes do tema.
Devem ser observados cinco critérios , (LAKATOS/2000/apud/idem. p. 214): Viabilidade, relevância, novidade, exeqüibilidade (chegar a uma conclusão válida?), e oportunidade ; atende a interesses particulares ou generalizados.
Formular questões norteadoras ou hipóteses; a Justificativa em defesa do projeto; os Objetivos divididos, Geral, elaborados por verbos como compreender, analisar, avaliar que sinalizam possíveis desdobramentos e articulam a necessidade de objetivos específicos que demonstram ações menores: identificar, apontar, comparar, relacionar etc. e que da idéia da elaboração do projeto de pesquisa. O referencial teórico que dará suporte a pesquisa, fazer a re-leitura desse material e selecionar o essencial. Todos os tópicos devem ser trabalhados de forma concisa.
1) TEMA: Conteúdo que vai ser abordado a um conjunto de conceito de uma área de conhecimento. Quais as diferenças e semelhanças da reflexão concreta.
DESENHO DA PESQUISA: As explicações citadas, de acordo com o : DR. GHEDIN, sobre um objeto de estudo: a contradição: onde coincidem e onde divergem.
2) PROBLEMA: O QUÊ. A problematização que surge por meio de uma contradição de uma “coisa” que não se conhece e quer se conhecer. Coloca-se a pergunta: o quê, porque o tema é um problema que se questionar o tema.
4) a) QUESTÕES NORTEADORAS: COMO? Retira-se o verbo dos objetivos específicos e se indaga. Praticidade de se elaborar as questões a serem direcionadas aos objetivos.
b) HIPÓTESES --------------------------------------
3) JUSTIFICATIVA: PORQUÊ? (Justificativa social, institucional e científica).
5) OBJETIVOS:
a) GERAL – Definir a meta abordada
b) ESPECÍFICOS: Três atividades ou ações. Exemplo: Verificar, analisar, etc.
6) a) REVISÃO DA LITERATURA: Verificação do conteúdo necessário e de utilidade para a pesquisa. Seleção de um conjunto de obras que tratam da temática,.
b) FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: Estrutura do conhecimento por meio da leitura e seleção de conteúdos científicos essenciais embasar cientificamente o tema e que auxilia ao pesquisador a interpretar a realidade.
7) PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS: O método é escolhido de acordo com o objeto de estudo, como ter acesso A metodologia são os meios utilizados: os procedimentos para o alcance do objetivo.
8) CRONOGRAMA DE EXECUÇÃO: Tempo utilizado para a pesquisa explícito de forma ordenada.
9) ORÇAMENTO: Previsão de gastos ou a totalização dos gastos ao término.
10) FONTES FINANCEIRAS. Financiador da pesquisa.
11) REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Citar todas as fontes do trabalho com a bibliografia de acordo com as regras da ABNT.
A pesquisa precisa ter relação direta entre objeto e o sujeito de investigação. Solidez, estética, estrutura, clareza, finalidade, isto é, ter um objetivo e alcança-lo, seja de natureza educativa, escolar, e sua essência filosófica, social etc., deve ter como aplicativo a transformação de uma realidade.
É importante a escolha de formatação do texto: dissertação, narração ou descrição e com início meio e fim, o método a metodologia e o referencial todo explicito e apresentar todos os tópicos de forma ordenada e sem omitir nenhum item e finalmente, formatar nas regras exigidas pela ANBT.
REFERÊNCIA:
GHEDIN, Evandro. MENEZES, Amarildo (Orgs.) Prolegômenos a uma epistemologia da Pesquisa em educação. Pós-Graduação em Pesquisas Educacionais. UEA. AM. BK Editora. 2005, p. 211 – 223.


PROPOSTA DE TRABALHO PARA O ENSINO DE MANAUS/AM



Autor: Maria de Deus oliveira de Siqueira Alves

RESUMO DO ANÁLISE DE ESTUDO
Os dados aqui analisados neste trabalho giram em torno de três eixos principais: a identificação dos fatores de risco no ambiente escolar e familiar; a determinação das causas da evasão escolar e o estabelecimento de relação causal entre os fatores de risco e as causas do indivíduo. O respeito pelo outro por meio do princípio da alteridade, através de uma pedagogia da presença, perseverante. A resiliência, terminologia que as Ciências Humanas também emprestou da física para explicar o fenômeno estimulante e resistente as adversidades da vida, ainda pouco conhecida, mas que aplicada à prática pedagógica de forma apropriada, para vencer obstáculos que parecem intransponíveis, pode modificar o futuro dos jovens, entre 12 a 16 anos de idade da periferia da cidade de Manaus, que vivem à margem da sociedade e raro atingir o nível universitário, pela desleal concorrência da grande imigração da classe média de outros Estados e alunos dos colégios particulares de alto nível da cidade, esses não conseguem uma colocação no mercado de trabalho, ocupados na maioria por imigrantes brasileiros de classe média, e acima dessa, que vêm prestar vestibular, já tão disputado pelos discentes dos colégios renomados da cidade de Manaus.
INTRODUÇÃO
Este trabalho tem como finalidade de investigar os fatores de risco na evasão escolar na rede pública, de 1º grau, com os jovens com a idade entre de 12 a 16 anos, visando à redução do fracasso escolar nas escolas de periferia da cidade de Manaus/AM, para que esses alunos atinjam o nível do terceiro grau, porque as Universidades desta cidade, as suas vagas no compito geral, são ocupadas por migrantes a partir da classe média, deixando a população nativa sem expectativas para o futuro.
Percebe-se um esvaziamento em sala de aula porque essa se configura apenas como um espaço escolar de letramento, sem nenhum envolvimento social com os alunos e preocupação com a coletividade. Nosso questionamento é, além da precariedade nesse ensino do primeiro grau, não existir uma preocupação na qualificação desse indivíduo nessa faixa etária que proporcione uma atividade remunerada e que não prejudique a aprendizagem desses estudantes, mas poderem corroborar com as despesas familiares e com certeza haveria uma grande redução no abandono aos estudos. Haveria mais incentivo por parte dos pais que em sua ignorância não planejam o futuro, mas sim, vive um presente mal fadado devido ao contingente social a que pertence, o desnível da distribuição de riquezas no país, e o momento, urge a ação da força produtiva de trabalho por todos os participantes da família, que não são recompensados com a mais valia.
A preocupação do adolescente em partilhar e dividir com a família os proventos, é do seu próprio interesse, pois chegar em casa depois de uma grande jornada de atividades durante o dia e não encontrar alimento, um lugar pelo menos apropriado para dormir, lugar conveniente para suas necessidades fisiológicas e o cansaço que ultrapassa a necessidade de momentos de afetividade familiar, desestimula qualquer cidadão a estudar. Buscar cultura? Não resolve seu problema e o leva a conjecturas, de que ter direito a aprendizagem, é um privilégio das classes mais favorecidas. Então muitas vezes nem retorna para casa e com os amigos vão buscar muitas vezes ocupações nefastas.
É preciso que os professores que atuam no dia-a-dia com esses adolescentes, pratiquem uma pedagogia que envolva uma política de alteridade e que estimulem a resiliência por parte desses indivíduos para que consigam resistir a tantos percalços. O Ensino Fundamental deve ser encarado com grande responsabilidade, pois assim como a Educação Básica é o pilar de sustentação para o primeiro grau, esse por conseguinte é a base para edificar o conhecimento científico e que deve ser elaborado de tal forma que garanta ao aluno, confiança em suas possibilidades de enfrentar as dificuldades não só na aprendizagem e mas no seu cotidiano social e superá-las até atingir a Universidade.
Manaus, capital do Amazonas que em pouco tempo pulou da categoria de médio porte para metrópole, porque apenas em um ano, de 2001 a 2002, registrou o maior índice de crescimento populacional do Brasil, 2,54%, conforme o IBGE, enquanto o mais próximo dele foi a cidade do Recife que registrou 0,83%, guarda em si todos os problemas que essa condição traz, registra 213 matrículas para cada mil habitantes da cidade, no Ensino Fundamental, um indicador muito melhor do que o das prefeituras de Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais. A ampliação da sua rede física entre 2004 e 2005, foi de 11 novas escolas e ampliadas outras oito, totalizando 117 novas salas com capacidade para atender 20 mil alunos. Aos professores da rede pública Municipal, foi oferecido gratuitamente o curso de terceiro grau, e esse ano de 2005, foram formados 1.950 profissionais habilitados para ensinar no Ensino Fundamental.
A imigração na cidade é constante. Há uma grande circulação por parte dos habitantes da periferia da cidade devido ao desemprego e a ausência das políticas públicas, não só para área na educação. No Ensino Fundamental há uma grande evasão escolar de 30% e nos projetos para equivalência da faixa etária de idade, como EJA e Acelerar, 21%. Este trabalho, está dirigido averiguar as causas mais prováveis ausência escolar por parte dos alunos do ensino fundamental, principalmente por aqueles que ultrapassaram a sua faixa etária escolar, entre 12 a 16 anos de idade, e a forma de combatê-la através de uma pedagogia da presença, reabilitadora e provedora da consciência da necessidade do sujeito atingir sua cidadania.
TEORIA
O compromisso da Educação com a cidadania, surge em 1972, indo de encontro com os desmandos da ditadura militar. A Comissão de Justiça e Paz, de São Paulo, elegeu como prioridade de seus trabalhos, em 1987, a educação direcionada para a garantia dos direitos humanos, baseada nas idéias de Paulo Freire, em sua Teologia da libertação que teoriza sobre as necessidades e adverte sobre o exercício da ética para a humanização do ser humano.
Humanizar é um processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais, como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção da complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. Humanizar alguém, diz Severino, é saber mediar os aspectos existenciais: inserir o aluno no âmbito das três práticas produtivas: a natureza + trabalho, o poder e a produção e fruição da cultura. Educar, portanto, é humanizar.
A educação para os direitos humanos tem início no respeito pela identidade, pela cultura e pela liberdade do aluno, a alteridade. Ser altero é saber respeitar o outro, é se colocar no lugar do outro. O escritor Dalton Trumbo, escreveu que “amar é deixar o outro livre”. Portanto o professor precisa repensar que as suas atitudes são fundamentais para a educação em direitos humanos. Precisa re-descobrir-se enquanto indivíduo, único e irrepetível, e como patrimônio da Humanidade. Repensar sobre a questão de postura, do ser no mundo.
Os direitos humanos se trabalham através de exemplos e o conceito se sustenta na realidade, diante da prática educativa, portanto é preciso aprender a objetivar, transcender a subjetividade para descobrir o outro, o diferente. Especialmente ter presente as idéias de Freire em A pedagogia do Oprimido, que mostra que a fragmentação do ensino foi elaborada para melhor dominar. O silêncio dos dominantes e a ausência do pragmatismo na colaboração pela união e organização que sintetiza a cultura e a reconstrução do conhecimento foi programada para excluir os dominados de ter acesso ao saber.
Educar pela aquisição dos direitos humanos é possibilitar ao aluno o confronto das diferentes representações do real, procurando sensibilizá-lo com a questão da construção do conhecimento, descobrindo o véu que encobre as relações de poder no discurso competente. Os direitos humanos não constituem uma disciplina porque são princípios que embasam ou deveriam embasar as mais diversas áreas do conhecimento do homem e do mundo, bem como a postura do ser no mundo.
A prática da educação em direitos humanos se dá em três níveis: numa metodologia participativa baseada no diálogo interdisciplinar, no conhecimento e discussão dos textos fundamentais dos Direitos Humanos, e, na reflexão sobre a história recente do respeito ou desrespeito aos direitos humanos. Assim, há uma necessidade de se rever os conteúdos, sua relação com realidade, pois é esta que deve ser objeto de estudo e dar significado aos conteúdos.
É necessário selecionar conteúdos significativos que permitam a reflexão sobre a realidade concreta. Os conteúdos não são uma finalidade, mas meios que nos permitem explicar e desvelar a realidade, podendo assim modificá-la. A nível de Comissão Justiça e Paz de São Paulo este trabalho e estas reflexões tiveram início com o Seminário Internacional de Educação em Direitos Humanos, em 1987, que teve lugar na Faculdade de Direito da USP, com a presença de muitas pessoas que lutaram para legitimar esses direitos pleiteados.
Alguns cursos foram oferecidos para a rede estadual de ensino, em São Paulo, em vinte e duas escolas-piloto na região de Mogi das Cruzes. Um curso foi oferecido para as comissões Justiça e Paz do Brasil. Mas o trabalho mais expressivo foi a participação do Projeto Educação em Direitos Humanos nas atividades da Secretaria Municipal de Educação da Cidade de São Paulo, no período de 1989 a 1992, tendo seu projeto baseado nas idéias de Paulo Freire e a secretaria contou com a sua assessoria, com quatro prioridades: A primeira, o acesso à escola, não só maior números de vagas, mas dar condições ao aluno de permanência em uma escola de qualidade até o final do curso. A Segunda consistiu na implantação de uma gestão democrática no ensino, através de colegiados, conselhos de escolas e grêmios estudantis que possibilitassem a participação de todos. A terceira prioridade foi à alfabetização de jovens e adultos, através de convênios, em parceria com os movimentos sociais, concretizados na existência de 626 núcleos de alfabetização. A Quarta prioridade, a implantação de um ensino de qualidade através de formação permanente dos educadores e do movimento de reorientação curricular, por via da interdisciplinaridade.
O movimento de reorientação curricular se deu através da adesão do grupo escola às mudanças, manifestada sob a forma de trabalho da equipe técnica do conselho de escola e da maioria dos professores, por série ou por período. O trabalho coletivo, organizou um horário efetivo para formação permanente dos professores, por representação. O Grupo de Assessoria Universitária e o Grupo de Reorientação Curricular pela via da interdisciplinaridade, com representantes dos Núcleos de Ação Educativa-NAEs, e as antigas delegacias de ensino, a nível de Departamento de Orientação Técnica-DOT foram todas integradas por meio da Comissão Justiça e Paz.
O Projeto de Formação Permanente dos Professores, foram agraciados com quatorze cursos, dos quais sete para as escolas envolvidas no Projeto de Reorientação Curricular, de palestras avulsas, seminários, mesas-redondas etc. Foram realizados encontros com os alunos-educadores para acompanhamento e intercâmbio dos trabalhos em andamento, através de relatos de prática. Um curso foi oferecido ao público em geral na VI Conferência Brasileira de Educação, em 1991. A Comissão participou, ainda, do I e do II Congresso Municipal de Educação. Alguns NAEs e algumas escolas organizaram seus próprios cursos, multiplicando a sensibilização para o projeto.
Diversos membros e amigos da Comissão participaram dos cursos e conferências promovidos e a preocupação com uma ética dos direitos humanos relevou profundas mudanças em muitas escolas onde o Projeto se desenvolveu.
Como resultados concretos observou-se uma mudança nas relações sociais, inter e extra-escolares. A interação com a comunidade levou a mobilizações populares e à aliança com outros setores da população, redundando em conquistas tais como linha de ônibus na porta de escola, melhoramentos em favelas onde vivem alunos etc. Por outro lado, as escolas abriram seus espaços para a comunidade, nos fins de semana, para reuniões de entidades como associações de amigos de bairro, atividades esportivas ou sociais, passaram a ser vistas como propriedade de todos e não do Estado, e verificou-se um grande zelo pelo patrimônio.
A mudança de postura, o entusiasmo, a crença na construção coletiva do conhecimento e a crença no aluno como sujeito da construção do seu próprio conhecimento indicam que o trabalho alcançou, por alguns momentos, em algumas escolas, o seu objetivo porque o educador é competente, comprometido com a construção de uma sociedade democrática na qual saber e poder tenham equivalência enquanto elemento de interferência no real e enquanto organização de relações de solidariedade e não de dominação entre os homens.
O educador em direitos humanos precisa deixar acontecer o novo, o ato criativo, a liberdade, pois esta educação se dá, especialmente, através da dialogicidade, entre o saber instituído e o saber formal. De um lado o saber elaborado, pela produção científica, epistemé, sujeito a uma revisão permanente, porque é necessário validar sua significação em um sistema que justifique empiricamente uma hipótese diretriz. De outro lado o saber resultante da vivência cotidiana dessa opinião, baseada em relações perceptivas e afetivas, irrefutáveis.
O que pode ser verdadeiramente apreendido da alegria ou da tristeza do outro? Se possível, ser polifônico, onde as vozes dos OUTROS, tenham a chance de serem ouvidas. É necessário recuperar a esperança na alteridade de múltiplas possibilidades e não mais uma diretriz única e inexorável. O pós-modernismo traz uma proposta de práticas culturais identificadas com o pacifismo, a ecologia, o feminismo, os movimentos de liberação sexual etc. Nisto tudo reside o anseio por justiça que possa ser sensível ao pequeno, ao incompleto, ao múltiplo, à condição de irredutível diferença que marca a materialidade de cada elemento da natureza, de cada ser humano, de cada comunidade, de cada circunstância, ao contrário do que ensina a metafísica e o positivismo oficial.
É preciso desenvolver uma nova sensibilidade, criar espaço para o humor, para o prazer, para a contemplação, sem outra finalidade, além da satisfação própria que o homem sente em experimenta-las. O pós-modernismo, momento cultural em que vivemos, se apresenta apenas como um castelo de areia, frágil, inconsistente, provisório, tal como todo ser humano e isso remete para a idéia de sonho utópico, lembrando que a utopia não se refere a algo irrealizável, significa algo ainda não realizado. Assim, na educação em direitos humanos, precisamos resgatar o direito ao sonho em direção para uma sociedade justa e fraternal na qual o homem tenha direito à vida com dignidade, na plena vigência dos seus direitos e dentro dos princípios da alteridade.
O que é alteridade? É a capacidade de apreender o outro na plenitude da sua dignidade, dos seus direitos e, sobretudo, da sua diferença. Quanto menos alteridade existe nas relações pessoais e sociais, mais conflitos ocorrem porque a tendência do homem de poder e saber, é colonizar o outro, ou partir do princípio de que sabe mais que o outro e portanto precisa ensinar para ele, porque ele não sabe, não compreende, é incapaz de pensar, então o que se pensa sabedor, pensa pelo outro e determina as coisas por saber melhor tomar melhores decisões, consciente de que detém o conhecimento e o outro é uma tabula rasa, sem conceito algum assimilado.
Eu sei melhor e sei mais do que ele. Toda a estrutura do ensino no Brasil, criticada pelo professor Paulo Freire, é fundada nessa concepção. O professor ensina e o aluno aprende, um ensino bancário, é a cultura do silêncio e a mortandade das idéias. É evidente que todos sabem algumas coisas e têm alguns predicados, habilidades e mesmo aqueles que não foram à escola, sabem outras tantas, e graças a essa complementação é o que faz sobreviver uma sociedade, porque ninguém sabe tudo, e a junção dos saberes é que identifica e se estabelece uma comunidade, um grupo social etc. Como disse um operário num curso de educação popular: "Sei que, como todo mundo, não sei muitas coisas".
Numa sociedade como a brasileira em que o racismo e a discriminação é tão arraigada, predomina a concepção de que aqueles que fazem serviço braçal não sabem nada e no entanto, os que foram formados como anjos barrocos da Bahia e de Minas, que só têm cabeça e não têm corpo, não sabem fazer trabalho algum com as mãos. Podem ter um doutorado ou Ph.D., porém não sabe cozinhar, costurar, trocar uma tomada ou um interruptor, identificar um defeito do automóvel e se consideram perfeitos eruditos.
O que é pior disso tudo, é não ter o equilíbrio emocional para lidar com as relações de alteridade. Daí por que, agora, substituíram o Q.I. para o Q.E., o Quociente Intelectual para o Quociente Emocional. Por quê? Porque as empresas estão constatando que há, entre seus altos funcionários, uns meninões infantilizados, que não conseguem lidar com o conflito, discutir com o colega de trabalho, receber uma advertência do chefe e, muito menos, fazer uma crítica ao chefe, se bem, nem ser preciso falar de empresa, basta conferir a relação entre casais. Haja reações infantis e que são notoriamente vistas como coisas de principiantes ou leigos.
Quem dera fosse levada à prática a idéia de, pelo menos a cada três meses, um setor da empresa fazer uma avaliação, dentro da metodologia de crítica e autocrítica. E que ninguém ficasse isento dessa avaliação e ter a coragem de perguntar ao seu grupo o que os subalternos pensa sobre ele e como eles próprios o consideram. Quem, na cultura ocidental, melhor enfatizou a radical dignidade de cada ser humano, inclusive a sacralidade, foi Jesus. O sujeito pode ser paralítico, cego, imbecil, inútil, pecador, mas ele é templo vivo de Deus, é imagem e semelhança de Deus. Isso é uma herança da tradição hebraica. Todo ser humano, dentro da perspectiva judaica ou cristã, é dotado de dignidade pelo simples fato de ser vivo. Não só o ser humano, todo o Universo. Paulo, na Epístola aos Romanos, assinala: "Toda a Criação geme em dores de parto por sua redenção".
Dentro desse quadro, o desafio que se coloca para é como transformar essas cinco instituições pilares da sociedade em que vivemos: família, escola, Estado (o espaço do poder público, da administração pública), Igreja (os espaços religiosos) e trabalho. Como torná-los comunidades de resgate da cidadania e de exercício da alteridade democrática? O desafio é transformar essas instituições naquilo que elas deveriam ser sempre: comunidades. E comunidades de alteridade..
Aqui entra a perspectiva da generosidade. Só existe generosidade na medida em que percebo o outro como outro e a diferença do outro em relação a mim. Então sou capaz de entrar em relação com ele pela única via possível ¬ porque, se tirar essa via, caio no colonialismo, vou querer ser como ele ou que ele seja como sou - a via do amor, se quisermos usar uma expressão evangélica; a via do respeito, se quisermos usar uma expressão ética; a via do reconhecimento dos seus direitos, se quisermos usar uma expressão jurídica; a via do resgate do realce da sua dignidade como ser humano, se quisermos usar uma expressão moral. Ou seja, isso supõe a via mais curta da comunicação humana, que é o diálogo e a capacidade de entender o outro a partir da sua experiência de vida e da sua interioridade.
A alteridade conforme Abbagnamo, (2003, p. 34), “ser outro, colocar-se ou constituir-se como o outro. A alteridade é um conceito mais restrito do que a diversidade e mais extenso do que a diferença”.. Freire insiste numa ética “Universal do ser humano, que condena o cinismo do discurso neoliberal, que aprisiona, o espaço dos homens, que são os seus meios de coexistência para produção e do seu tempo, que é o meio de sucessão, totalmente dominado pelo domínio capitalista.
Dentro da complexidade humana, surge outra ferramenta pedagógica a serviço de um projeto político inovador denominado de resiliência, que deve pertencer a todos e nunca a um discurso ideológico, considerada pelos seus estudiosos como uma pedagogia da presença, numa abordagem psico-antropológica.
Etimologicamente resiliência, significa saltar para trás, voltar, ser impedido, recuar, encolher-se, romper. Mas uma vez as exatas, no caso da alteridade, o termo é emprestado de um princípio matemático e a palavra resiliência, vem da física, ambas emprestando o seu nome para denominar causas relativas as Ciências Humanas.
Um ser resiliente, designa a capacidade que tem o hoem de resistir flexivelmente às adversidades da vida, seja no campo pessoal, profissional ou social. Segundo Yunes (2001), a origem inglesa do termo, resilient, remete à idéia de elasticidade e capacidade rápida de recuperação.
No dicionário brasileiro do Houaiss (2001), contempla dois sentidos: o primeiro é físico e tem o significado – propriedade que alguns corpos apresentam em retornar à forma original após terem sido submetidos a uma deformação elástica. O segundo, é humano – capacidade de se recobrar facilmente ou de se adaptar à má sorte ou às mudanças, podendo-se através do processo educativo alterar o grau de resiliência nos seres humanos, sendo esse estudo no plano humanístico, muito novo, cerca de trinta anos, sendo utilizado em 1966, como uma conotação psicológica, sinalizando que o indivíduo resiliente seria aquele capaz de reconhecer a dor, perceber o seu sentido, tolera-la até resolver os seus conflitos de forma construtiva.
Em 1993, Broffenbrenner (apud/MORAES & RABINOVICH), utilizou o conceito de resiliente como referência aos sobreviventes dos campos de guerras, dos campos de concentração nazistas que tiveram a capacidade de reconstruírem suas vidas, passando por cima dos traumas sofridos, enquanto outros não conseguiram, sucumbiram a depressão ou tornaram-se neuróticos e que os sujeitos resilientes pós-guerra conseguiram passar às novas gerações um sentimento muito forte de esperança no futuro e que isso tornava mais firmes, confiantes e autônomos.
Tavares (2001), tem uma visão sob três aspectos resilientes: o físico, o médico e o psicólogo. No físico, a resiliência é a qualidade de resistência de um material ao choque, à pressão, a qual permite voltar, sempre que é forçado ou violentado, à sua forma ou posição inicial, conforme o exemplo: as fibras de um tapete de nylon pode ser um exemplo simplificado dessa ação – elas recuperam a forma assim que acabam de ser pisadas e amassadas. No médico, a resiliência seria a capacidade de resistência de um indivíduo a certas enfermidades ou a uma intervenção cirúrgica, por si mesmo ou com a ajuda de medicação e finalmente o psicológico, estaria relacionado com a capacidade de resistência que certos indivíduos apresentam, no sentido de resistirem a situações adversas sem comprometer o equilíbrio emocional.
Yunes & Szymansky, afirmam que em relação ao aspecto psicológico a definição não é clara e nem tampouco precisa como a física, pois os fatores e as variáveis que devem ser levados em conta no estudo dos fenômenos humanos são complexos e múltiplos, e utilizam-se de uma figura de linguagem, a metáfora, para explicar melhor tal complexidade,
Para apenas usar uma metáfora, poder-se-ia dizer que a relação/pressão com deformação não-permanente do material corresponeria à relação situação de risco/estresse/experiências adversas com respostas finais de adaptação/ajustamento no indivíduo, o que ainda nos parece bastante problemático, haja vista as dificuldades em esclarecer o que é considerado risco e adversidade, bem como adaptação e ajustamento (2001, p. 16).
Tavares preceitua que o desenvolvimento da capacidade de resiliência passa pela questão da auto-estima e da determinação, no sentido do indivíduo ativar as suas capacidades de ser, estar, ter, poder e querer. Este autor considera importante,
[...] ajudar as pessoas a descobrirem as suas capacidades, aceita-las e confirma-las positiva e incondicionalmente é, em boa medida, a maneira de as tornar mais confiantes e resilientes para enfrentarem a vida do dia-a-dia por mais adversa e difícil que se apresente (2001, p. 52)
O Ensino Fundamental deve ser encarado com grande responsabilidade porque a adaptação do aluno e o seu bom desempenho desenvolverá interesse para prosseguir em busca de conhecimento Assim como a Educação Básica é o pilar de sustentação para a Educação Fundamental, essa por conseguinte é a base para edificar o aprendizado do Ensino Médio e que deve ser elaborado de tal forma que o aluno garanta uma variedade de possibilidades, para que esse não enfrente dificuldades de aprendizagem quando ultrapassar as primeiras etapas do conhecimento sistematizado. Os principais fatores de risco familiar: densidade habitacional elevada, 10,3% pessoas em média por família; 62,2% das famílias percebem menos de um salário mínimo, apresentando um nível de escolaridade muito baixo, sendo que 50,0% dos chefes de família cursaram apenas 1º grau menor (primário) e 60,8% dos cônjuges são analfabetos. O tipo de ocupação é predominantemente rural (50,0%) e 16,2% não possuem renda. A habitação é bastante precária e 45,9% das famílias residem em casa de taipa ou palafitas, sendo 52,7% cobertura de palha e apenas 9,5% com piso coberto por cerâmica. O lixo, 51,4% e os dejetos, 55,4% são jogados a céu aberto chegando às proximidades das casas e contaminando os igarapés de onde retiram água para beber, umas das causas da proliferação de doenças parasitárias e outras bem mais graves, como dengue, malária, rábica, raiva e outras, penalizando não só o bem estar mas a própria saúde já bastante precária por falta de uma alimentação adequada e que a merenda escolar não é suficiente suprir as necessidades básicas do estudante principalmente das crianças vítimas de abandono e que fazem da rua seu espaço de luta pela vida, até mesmo a moradia. Outros adolescentes são vítimas de abuso, negligência e maus tratos e muitas são exploradas sexualmente. Outros são ameaçadas ou violados em seus direitos e com prejuízos da integridade física, psicossocial ou moral de crianças e adolescentes que são vítimas de exploração do trabalho infantil. Por outro lado, o único material educativo no lar é representado pela televisão, 51,4%, também fonte de programas raramente educativos e que trazem violência e muitas vezes evidenciam situações que são contras o bom comportamento social. Apenas 10,8% possuem livros de estórias infantis. A dinâmica das relações pessoais e sociais na família é representada por brigas constantes envolvendo 32,4% dos membros, violência paterna 32,4% e o descaso materno, atinge a faixa de 23,0%. Esta instabilidade familiar é afetada em 62,2%, pela renda familiar. Quanto ao uso de drogas por membro familiar, 43,2% dos pais são alcoólicos e 9,4% das crianças estudantes fumam maconha. O padrão alimentar dessas famílias apresenta-se bastante deficiente: 62,0% fazem duas refeições diárias. No meio ambiente escolar, as instalações físicas, sanitárias e de funcionamento mostraram-se também insatisfatórias porque o discurso do professor sobre a questão de higiene, não corresponde com a realidade da escola, que não oferece copo descartável, sabão para lavar as mãos depois de utilizar o sanitário e em muitas escolas não há papel higiênico, tudo isso, indo em desencontro com a cidadania do aluno que não se vê como um ser privilegiado pelo ensino, mas sim, um obstáculo para sociedade, já que a disparidade social é notória, principalmente no dinamismo das relações escola/família, apresenta-se enfraquecida porque a escola não questiona as causas do abandono escolar no domicílio, na comunidade e na própria escola. O aluno some e não há uma preocupação da coordenação ou orientação pedagógica responsável pelo resgate do indivíduo e muitas vezes é festejado pela escola que rotula o estudante como ovelha negra, um incapaz, incompetente de conviver no contexto social. Com referência às causas do abandono escolar, 31,3% das crianças ingressam precocemente no mercado de trabalho, 24,3% sofrem maus-tratos, 13,5% apresentam problemas de saúde graves que os impedem de participarem de vida escolar, 12,1% teve rendimento escolar insuficiente, 8,1% gravidez precoce, 5,4% mudanças de endereço e 4,8%, abuso sexual. A violência também tem seu lado negativo e influenciador para a desistência, quando os jovens formam grupos de “galeras” e alguns se sente ameaçados e ficam desestimulados, com medo saem da escola e conforme cita a pesquisadora brasileira, Cleo fante, que lançou o livro "Fenômeno bullying - como prevenir a violência nas escolas e educar para a paz". Bullying, é um conjunto de atitudes agressivas intencionais e repetitivas, sem motivação evidente, cometidas por um ou mais alunos contra outros, causando dor, angústia e sofrimento. A publicação oferece um panorama mundial sobre bullying, destaca a realidade vivida hoje no Brasil e apresenta um programa a ser aplicado nas escolas – o Educar para a Paz, que já vem sendo desenvolvido em alguns estabelecimentos de ensino. O programa é fundamentado em valores como tolerância, respeito alunos através do diálogo, baseados no princípio da alteridade e a resiliência. Os resultados evidenciam a existência freqüente dos fatores de risco no meio ambiente escolar e, principalmente familiar, estabelecendo uma relação significativa de causa/efeito entre os fatores de risco e as causas do abandono escolar, os quais agiram direta ou indiretamente, conforme o modelo epidemiológico estabelecido por Goldber (1990), concluindo-se que o dinamismo das relações pessoais e sociais entre crianças-escola-família, associado à pobreza extrema das famílias, são fortes fatores determinantes para a evasão, porque as crianças se sentem discriminadas e rotuladas pelo contexto escolar pelo estado de prostração que demonstram. Como a migração na cidade é constante, há uma grande circulação por parte dos habitantes da periferia da cidade devido ao desemprego e mais a ausência das políticas públicas para a educação nessa área tem provocado uma grande evasão escolar, portanto este trabalho, está dirigido averiguar as causas mais prováveis que levam os alunos, principalmente do ensino fundamental, na faixa entre 12 a 16 anos de idade, a evadirem sumariamente da escola e partindo para uma vida à margem da sociedade. Na cidade de Manaus, há 389 escolas municipais e 128 estaduais para todos os níveis de ensino, Fundamental e Médio. Estão registrado 213 matrículas para cada mil habitantes da cidade, no Ensino Fundamental, um indicador muito melhor do que o das prefeituras de Curitiba, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e outras capitais. A ampliação da sua rede física entre 2004 e 2005, foi de 11 novas escolas e ampliadas outras oito, totalizando 117 novas salas com capacidade para atender 20 mil alunos. Aos professores da rede pública Municipal, foi oferecido gratuitamente o curso de terceiro grau, e esse ano de
Todavia, isso não é suficiente e os maiores problemas que afetam a cidade de Manaus, é o mesmo que ocorre nas outras cidades grandes. Falta uma política austera, um método adequado na implantação de serviços públicos coletivos centralizados para cada local do bairro, como escolas, postos de saúde, entre outros, e a utilização de modo racional desses equipamentos. Só o fato de ser necessário pagar transporte para a criança freqüentar a escola, vinte dias no mês, para uma família que se sustenta com um salário mínimo, já é um dos importantes fatores de sua desistência pois é inviável para um pai que ganha salário mínimo, desembolsar R$ 36,00 com passagem mensalmente para cada criança, há não ser que, as famílias tivessem esses passes estudantis gratuitos de acordo com os seus rendimentos, buscando reduzir as despesas com o custos transporte. Após uma avaliação da atual política de distribuição e utilização dos equipamentos coletivos de educação e saúde no Brasil foi realizada uma análise dos conceitos relativos às ferramentas de apoio a problemas e decisão, de caráter especial, particularmente, sobre os adolescentes de idade entre 12 A 16 anos, num cenário que falta planejamento e ausência de bases de dados estruturadas e atualizada
Ainda, como proposta adicional, procurar incorporar como ferramentas de apoio ao sistema escolar do Ensino Fundamental, algumas técnicas emergentes que, embora relativamente pouco utilizadas no planejamento urbano até o presente momento, porque na cidade só existe uma escola técnica e uma agrícola para o Ensino Médio, mas que apresentam grande potencial a ser obtido, o que confirma de que é possível se utilizar às diversas ferramentas de planejamento na gestão de modo integrado desde 5ª série do Ensino Fundamental, a partir de uma metodologia com um investimento em desenvolvimento de habilidades e confiável é, sem dúvida, o ponto crucial para a execução de projetos potencialmente bem sucedidos, seria a criação de escolas de nível fundamental que capacitasse o aluno a uma profissão e que pudesse ser aperfeiçoada gradativamente e localizadas estrategicamente em todas as comunidades. Com programas diferenciados, para alcançar uma variedade de possibilidades, para que todos os alunos pudessem ter o livre arbítrio de escolhas em adquirir uma ocupação profissional que lhe proporcionasse produzir trabalho e qualifica-lo como ser competente dentro da sociedade e dentro da própria escola, essa funcionasse num horário como escola e no segundo horário, além da prática de esportes, também uma oficina de trabalho, em sociedade com todas as outras escolas, funcionando num sistema de cooperativa, que os lucros fossem divididos com igualdade e produzidos uma variedade de produtos essenciais, práticos e de rotatividade de consumo, com produtos de qualidade, como por exemplo: vassouras, artigos de marcenaria, enfim, há tantos manufaturados que podem ser elaborados por jovens, sem que seja um trabalho escravo que os explore, mas sim com a finalidade de participar e valorar o trabalho em equipe. A escola funcionaria num sistema de semi-internato, com merenda escolar e mais uma boa refeição no horário de almoço, vales transportes e um salário para que os alunos pudessem contribuir com as despesas da família.
Consolidar a vida desses jovens de maneira mais generosa está ao alcance das relações entre o Poder público e a Sociedade civil, em construir espaços públicos institucionais inovadores na gestão das escolas públicas para solucionar a problemática da sustentabilidade das comunidades periféricas da cidade que possuem uma realidade contraditória com o que está estabelecido por lei na Constituição. É uma forma para se buscar a cidadania que é um privilégio de tão poucos, particularmente daqueles que não conhecem seus direitos pela ignorância, e que é a escola, a responsável em propagar, que todos sem exceção têm direitos à educação, saúde e bem estar social, e que só se obtém status, por meio da educação, do saber e da competência profissional. O contexto escolar tem como obrigação de conseguir um espaço para o aluno dentro da sociedade como ser participativo, trabalhando e cumprindo os seus deveres de cidadão, e, não ser, uma escola, para servir de aparelho ideológico do poder e permitir que o indivíduo seja alienado as teorias positivistas contemporâneas de sociedade civil, mas sim, que todo o ser tenha possibilidades de produzir e fazer parte do sistema, basta que o Estado tenha a responsabilidade em colocar todos os seres como elementos qualitativos e promovam o entendimento dos moradores urbanos nas práticas sociais que o vinculem dentro da grande sociedade.É necessário o planejamento concreto para um grande projeto, com empenho e obstinação por parte do governo e do sistema escolar, para que a algumas escolas se tornem, escolas/empresas. Urge que isso seja pensado e que os governantes tenham a determinação de proporcionar a esses jovem um outro tipo de vida, sem miséria, sem fome e fomentar a esperança de um Brasil melhor e mais justo.
O ponto central dessa abordagem deve ser pensado e formulado dentro de uma perspectiva de cultura social, sobre as formas como a população resolve o que deve ser mais adequado para ajuda-los a enfrentar ou resolver os problemas de sobrevivência e quais os meios para obtê-la, centrada na dimensão da subjetividade dos alunos em verificar o grau de aproximação e do distanciamento do exercício da cidadania e da participação no contexto sócio-político atual, a cadeia de relações entre o que a população identifica ou não identifica, e que razões orientam as atitudes tomadas na procura de soluções dos mesmos. É importante verificar se existe por parte da população a informação adequada em torno das inter-relações necessárias entre meio ambiente e qualidade de vida e, nas ações necessárias, no envolvimento e qual o nível de compreensão em torno do mesmo para conhecer o potencial e propiciar um nível de engajamento ou relacionamento com a formulação de demandas políticas e as formas de ação face aos problemas ambientais e o impacto na transformação das suas condições de vida, onde convivem com as formas tradicionais de gestão e as experiências inovadoras que começaram a se legitimar e se modificarão diante da participação popular com uma nova gestão pública e as transformações qualitativas na relação Estado/Sociedade civil, um reforço para as políticas públicas centradas na ampliação da cidadania ativa que decorre da necessidade sentida de aprofundar a reflexão em torno de um tema que, dada a sua atualidade, exige análises sobre os seus alcances e limites, mas principalmente sobre a potencialidade implícita na constituição de uma esfera pública não estatal. Isto se consubstancia através da criação de instituições voltadas para a produção e reprodução de políticas públicas que possui um caráter indutivo, fiscalizado e controlado pelo Estado. O desafio que colocamos é de analisar de um lado, os impactos de práticas participativas que apontam, a partir da manifestação do coletivo para uma nova qualidade de cidadania, que institui o cidadão como criador de direitos para abrir novos espaços de participação sócio-política, e de outro os aspectos que configuram as barreiras que precisam ser superadas para multiplicar iniciativas de gestão que articulam eficazmente a complexidade com a política essencialmente democrática. Observa-se que a análise das práticas participativas traz à tona, na maior parte das vezes, uma leitura que oscila entre a apologia e o voluntarismo de um lado, a indiferença e a subestimação, do outro. Isso ocasiona falhas na contribuição aos problemas essenciais, complexos e diversificados dos processos em curso a serem analisados e colocados em pauta como uma premente necessidade, a cidadania. Existe, portanto, uma crescente necessidade de entender as ambigüidades dos processos sociais e os arranjos possíveis, mas principalmente os limites, tendo como referência uma análise qualitativa das práticas sociais e das atitudes dos diversos atores envolvidos, tanto nas experiências que inovam na gestão da coisa pública, como nas que mantém inalteradas as práticas tradicionalmente desenvolvidas. Os temas aqui discutidos como a alteridade, a resiliência e uma oportunidade ao adolescente de se perceber cidadão dentro da organização do Estado, estão organizados de forma a introduzir o leitor dentro de um universo de questões que, apesar da sua multiplicidade, se centram na associação entre cidadania, democracia participativa, governabilidade e sustentabilidade . A análise se centra em torno do fortalecimento do espaço público e na abertura da gestão pública à participação da Sociedade civil na elaboração de suas políticas públicas; e na sempre complexa e contraditória institucionalização de práticas participativas inovadoras que marcam rupturas com a dinâmica predominante, ultrapassando as ações de caráter utilitarista e clientelista, a partir de uma parceria firmada entre a Secretaria Municipal da Infância e da Juventude (SEMINF) e a rede de Ensino Fundamental, seja pertencente ao Estado ou a Município e a sociedade em geral, por meio de políticas públicas de assistência aos menos privilegiados, para que operem e se somem valores humanos e não a marginalidade para a cidade de Manaus, metrópole do Amazonas.
Calculamos que apresentamos um trabalho com boas perspectivas de sucesso, com base nas análises desenvolvidas, uma reflexão sobre os alcances e limites da participação. Isto é feito a partir dos resultados dos estudos que analisam a gestão como um todo pela voz dos atores intervenientes, com particular ênfase no impacto das engenharias institucionais inovadoras e o significado das mudanças qualitativas introduzidas no cenário político brasileiro, e pelo significado das percepções dos moradores em torno de problemas sócioambientais e os alcances de práticas pautadas por uma lógica que estimula a sustentabilidade. Analisados sejam, num futuro que lhe pertence, parte componente de um cotidiano mais saudável , democrático e justo nas nossas cidades.

RELEVANTE FUNÇÃO NA SINTAXE: O PREDICADO



AUTOR: MARIA DE DEUS OLIVEIRA DE SIQUEIRA ALVES

1 - DELIMITAÇÃO DO TEMA

Este projeto de pesquisa se fundamenta na observação utilizada durante o curso de pós-graduação, da necessidade do estudo aprofundado sobre as funções sintáticas das palavras. Observamos que é essencial aos professores especializados na área e que primam pela relevância do conhecimento em sua plenitude, da Língua Portuguesa, não poder se furtar a excelência dinâmica da sintaxe, em especial o Predicado e Predicativos que são essencialmente importantes na composição de frases e orações porque contemplam o sujeito, verbo e o objeto com um sentido de valor.
2 – JUSTIFICATIVA
É preciso competência dos docentes, ao ministrarem aulas sobre este assunto que exige uma grande versatilidade e compromisso com uma construção sólida de saberes para que possa através de artífices metodológicos e recursos pedagógicos ministrar os conteúdos sintáticos de forma que haja apreensão de saber e compreensão científica por parte dos discentes.
Não se poderia fazer um estudo sobre os “Predicativos”, valor que se dá ao sujeito, ação e/ou objeto, sem se ter conhecimento filosófico sobre a axiologia, (palavra derivada de axioma que significa dignidade pelos escolásticos e Vico.) denominada como a “Teoria dos valores” para evidenciar o enunciado declarativo que Aristóteles chamava de apofânico, (negação) e de princípio, por Santo Tomas de Aquino, e os estóicos (apud/ABBAGNANO, 2003). Existem valores que são considerados universalmente positivos, como a vida, liberdade, dignidade, amor, solidariedade etc. Outros têm valores relativos às necessidades imediatas do ser humano, ou da sociedade, como exemplo: alimentação, trabalho, prestígio, produtividade, lazer etc. Em ambos, é na concretude do contexto que elas têm significados que variam de pessoa para pessoa ou de sociedade para sociedade. A abordagem axiológica em educação focaliza como tema principal, o comportamento ético-moral do educador.
Pautado no estudo filosófico da educação no texto da LDB/96, Título II, 2º parágrafo, extraído de Cury (2002). Dos princípios e fins da Educação nacional – Art. 2º: A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Esses são os conceitos, dos Princípios, em que se baseia a Lei da de Diretrizes e bases para a Educação: Liberdade, solidariedade, cidadania e trabalho que colocaram acima dos demais, atribuindo-lhe um significado, no sentido positivo, que denomina-se de valorar.
O valor é uma atribuição dada por um sujeito a um significado (positivo ou negativo). Existem várias categorias de valores, como: valores morais, do bem e do mal; valores lógicos, do verdadeiro ou falso; valores sociais, justiça e injustiça, valores vitais, repouso e atividade; valores religiosos, sagrados ou profanos etc. Quantos aos valores relacionados às necessidades humanas, podemos classifica-los como: Valores éticos, que atendem as necessidades de convivência: responsabilidade, honestidade, lealdade, solidariedade Valores de lógicos, atendem às necessidades de inteligibilidade: coerência, ordenamento, seqüência etc; Valores estéticos, atendem as necessidades de criar e/ou admirar o belo natural ou produzido: a arte, a harmonia, o pôr-do-sol, o canto dos pássaros, o amanhecer e o horrível, uma erupção vulcânica, incêndio, enchente, furacão; Valores religiosos, que atendem as necessidades de relacionamento com transcendência: sacralidade, pecado, perdão, caridade, humildade etc; Valores sociais, atendem às necessidades na inserção no grupo social: amizade, educação, cultura, urbanidade, trabalho, cidadania, autonomia etc. Valores vitais, atendem as necessidades somáticas: o alimento, higiene pessoal, do meio ambiente e outros.
O educador tem por obrigação de conhecer, praticar e levar o educando a refletir sobre a necessidade da prática dos bons valores e negar os maus, não só no dia-a-dia escolar, mas no cotidiano da vida, porque o conhecimento desses conceitos fazem parte da formação integral. Qualquer cidadão deve saber conceituar, valorar e também fazer o paralelo do que é benéfico ou maléfico, compreendendo o sentido que os bons princípios representam na vivência dentro a sociedade. O bom mestre, é àquele que serve como espelho e reflete com propriedade o que é compromisso, responsabilidade, respeito etc, servindo como grande exemplo, buscando abstrair dos alunos o desejo de viver com justiça, moralidade e dignidade, porque a educação é uma prática social histórica e ninguém pode ficar isento dela, se quer partilhar de uma comunidade, grupo social ou do mundo é preciso saber respeitar a hierarquia e as situações concretas na inter-relação homem-homem e homem-mundo.
Daí a importância do estudo dos predicados. Uma forma interdisciplinar de se transmitir conhecimentos integrados o nível social, educacional, disciplinar e a tarefa mais apropriada para a atualidade, a humanização.
3 - OBJETIVOS
Objetivo geral: Apreender a função sintática dos predicados e predicativos aliados à interdisciplinaridade da educação social e humanista.
Objetivos específicos: Estimular o conhecimento e aprendizagem da análise sintática. Conhecer as funções do predicado.
Aprender todas as formas de predicativo.
Socializar o conhecimento sintático do valor de predicado aliado aos valores dos princípios morais e éticos.
4 - METODOLOGIA
A pesquisa pela sua extensão sintaxe gramatical, será delimitada ao estudo sumário dos predicados e suas funções sintáticas por meio de investigação bibliográfica etnográfica qualitativa, utilizando-se todos os recursos de fontes primárias e secundárias.
5 - TEORIAS
Como sempre as Ciências Exatas empresta para área das Humanas as suas terminologias, nesse caso O PREDICADO, vem da teoria matemática que denomina de predicativo a uma teoria que exclui por princípio as definições impredicativas ou o cálculo proposicional baseado nessa exclusão e como paradoxo de antinomias, são chamadas as contradições propiciadas pelo uso da noção absoluta de todos em matemática,conhecidas na Antigüidade porque fizeram parte dos raciocínios insolúveis ou conversíveis de que se compraziam megários e estóicos e que também chamavam de “dilemas”. Conforme Sacconi (1996, p. 540), s.m (o): 1. Qualidade acidental exigida de pessoa ou coisa para ser tida como válida ou verdadeira. 2 . Em gramática, tudo aquilo que se atribui ao sujeito. (predicação: substantivo feminino). Predicativo (idem) adj. E s. m. (o) Que ou termo nominal que se liga logicamente ao sujeito ou ao objeto, indicando-lhe qualidade, estado ou condição, ou seja, tudo aquilo que modifica o “ser” e as coisas.
Predicativo é derivado da palavra predicado. Para a lógica Aristotélica a preposição consiste em dois termos essenciais: afirmar ou negar algo de alguma coisa ou de pessoas: Ex: Platão é branco. Branco é o predicado do sujeito. O predicado pode ser próprio. Quando nascemos recebemos de batismo um nome e sobrenome que vai nos identificar, José, João, Maria e etc, ou simplesmente acidental, como os apelidos que fazem alusão a deformidades, qualidades, sobrenomes, qualificação, patentes etc.
Na lógica contemporânea, com a crise da concepção predicativa da proposição, segundo a qual a proposição consiste na atribuição de um predicado a um sujeito, o termo predicado passou a ter uso oscilante. Russel (apud/ABBAGNANO/2003. p, 510), dá o nome de predicado às funções proporcionais de primeira ordem, que contêm somente variáveis individuais substituíveis apenas por nome próprio que denotam indivíduos. No uso clássico, entende-se propriamente por predicado o functor de uma proposição funcional qualquer com uma ou mais variáveis. Analogicamente, mas, com maior precisão, usa o predicado para indicar o símbolo de propriedades ou relação atribuídas a indivíduos e o predicativo numa definição que não poderia ter sentido se usada como exclusão.
Predicado é tudo aquilo que se informa sobre o sujeito e é estruturado em torno de um verbo. Ele sempre concorda em número e pessoa com o sujeito. Quando é um caso de oração sem sujeito, o verbo do predicado fica na forma impessoal, 3ª pessoa do singular. O núcleo do predicado pode ser um verbo significativo, um nome e/ou ambos. Os tipos de predicado podem ser: Verbal, Nominal e Verbo-nominal.
1 - O Predicado verbal é aquele que tem como núcleo um verbo significativo, nocional que traz uma idéia nova ao sujeito (transitivo ou intransitivo), ou seja, a palavra mais importante, da frase, isso é o destaque, ex: Presidente anuncia renúncia. Anuncia é o núcleo, o verbo significativo é o nocional. O verbo significativo pode ser: transitivo direto (VTD), transitivo indireto (VTI), transitivo direto e indireto (VTDI) ou intransitivo (VI).Ex.: Paulo comprou muitas camisas. (VT). Paulo gosta de camisas. (VTI). O diretor prefere melhores condições de trabalho a aumento de salário. (VTDI). O diretor viajou. (VI).
2 - Predicado nominal é aquele cujo núcleo é um nome (predicativo). O verbo não é significativo, funcionando apenas como ligação entre o sujeito e o predicativo. O significativo nesse momento é o nome. Ex.: Eles são bonitos. Núcleo: bonitos (predicativo).
3 - O Predicado verbo-nominal possui dois núcleos: um verbo significativo e um predicativo do sujeito ou do objeto. Ex: O juiz julgou o réu culpado. Núcleos: julgou - verbo significativo culpado- predicativo do objeto (o réu).
Na classificação gramatical do predicado, o Predicado Nominal, é aquele que tem núcleo que geralmente indica “estado” ou “qualidade” do sujeito. É formado por verbo de ligação mais o predicativo do sujeito. Verbo de ligação (VL): Predicado nominal. Função do VL: Liga o sujeito ao predicado e não é significativo.
Predicado Verbal: É aquele que tem núcleo um verbo que geralmente expressa a idéia de ação. Apresenta sempre um verbo significativo. Verbo transitivo direto (VTD), indireto (VTI, direto e indireto (VTDI) e verbo intransitivo: Predicado (verbo nominal também). Os verbos são significativos ou nocionais (ação).
Predicado verbo-nominal: É aquele que tem dos núcleos que indica ação e um nome que indica qualidade ou um estado do sujeito ou do objeto. É formado por um verbo significativo mais um predicado ou do objeto. VTD, VTI, VTDI, VI: Ação + Estado. O predicado verbo-nominal com predicativo do sujeito: O homem comia o sanduíche satisfeito; O predicado verbo-nominal com o predicativo do objeto: Eu acho Maria sincera.
Há uma observação: O predicativo do objeto ocorre somente com os seguintes verbos: achar, acusar, eleger, imaginar, julgar, tornar, considerar, encontrar (apelidar, nomear) e sinônimos. Podemos antepor o predicativo a ser objeto. Quando houver verbo de ligação, o predicado será necessariamente nominal e quando houver predicativo do objeto, o predicado será verbo-nominal sempre. É relevante o estudo dos tipos de verbos transitivos, intransitivos e de ligação, para se classificar o predicado, sem esse conhecimento será muito difícil identifica-lo.
Existe três tipos de Predicados: Verbal, quando o núcleo é um verbo significativo, nocional que traz uma nova idéia para o sujeito, através de um verbo transitivo ou intransitivo; Nominal, quando o núcleo do predicado é um nome (predicativo) e o verbo não é o significativo, funcionando apenas como um elo de ligação entre o sujeito e o predicativo e o Verbo-Nominal que contém dois núcleos: verbo significativo e um predicativo.
É preciso observar que quando houver um verbo de ligação o predicado será necessariamente nominal e quando houver predicativo do objeto, o predicado será sempre verbo-nominal. Nesse caso também para se classificar o predicado é indispensável o estudo dos três tipos de verbos: transitivos, intransitivos e os de ligação.
Na análise morfológica de frase ou oração, o termo predicado, é substituído por “adjetivo”, ou locução adjetiva, quando precedido por preposição. Assim como o predicado, o adjetivo é a palavra que modifica o sujeito, por esse motivo temos que conhecer todas as funções sintáticas para podermos situar os predicados e os predicativos dentro dos textos:
4 – Funções Sintáticas
4.1.
Frase, oração e período
4.2.
Sujeito
4.2.1.
Tipos de sujeito
4.3.
Predicado
4.3.1.
Verbos
4.3.2.
Predicado nominal
4.3.3.
Predicado verbal
4.3.4.
Predicado verbo-nominal 4.4. Predicativo
4.5.
Complementos verbais
4.5.1.
Objeto direto
4.5.2.
Objeto indireto
4.5.3.
Objeto representado por pronome oblíquo
4.5.4.
Objeto pleonástico
4.6.
Agente da passiva
4.7.
Complemento nominal
4.8.
Adjunto adnominal
4.9.
CN X Adj. adnominal
4.10.
Adjunto adverbial
4.11.
Aposto ,
4.12.
Vocativo
4.5.4.
Objeto pleonástico
4.6.
Agente da passiva
4.7.
Complemento nominal
4.8.
Adjunto adnominal
4.9.
CN X Adj. adnominal
4.10.
Adjunto adverbial
4.11.
Aposto ,
4.12.
Vocativo
O silogismo que na sua palavra de origem enquanto Platão era cálculo e empregada para o raciocínio em geral, para era em Aristóteles foi adotada para elaborar o raciocínio dedutivo para definir o discurso de caráter imediato, do fato de ser a contrapartida lógico lingüística do conceito metafísico de substância que em virtude disso, a relação entre duas determinações de uma coisa é necessariamente sua substância, como por exemplo, para decidir se o homem tem uma determinação “mortal”, só pode se levar em consideração a substância do homem (aquilo que o homem não pode não ser e raciocinar da seguinte maneira: “todos animais são mortais; todos os homens são animais; logo todos os homens são mortais; isso significa que o homem é mortal porque é um animal. A animalidade é a causa ou a razão de ser da sua mortalidade. Nesse sentido, diz-se que a “noção” animal desempenha a função do termo médio do silogismo. Obviamente que o termo médio é indispensável no silogismo, porque representa a substância , ou a alusão a substância e somente ela possibilita a conclusão Portanto o silogismo tem três termos a saber: sujeito, predicado e o termo médio mas é a função dele que determina as diferentes figuras do silogismo, chamado de premissa. Aristóteles além das figuras distinguiu várias espécies de silogismo. Ele é por definição uma dedução necessária, portanto sua forma primária e privilegiada e necessária que o filósofo chama também de demonstrativo, ou científico ou silogismo universal. O fundamento aristotélico do silogismo é a teoria da estrutura da substância necessária ao ser que garante a ligação entre as determinações do ser. A necessidade dessa ligação é expressa na universalidade da predicação que serve de base para o silogismo perfeito, que segundo Aristóteles, dizer que uma coisa está contida na totalidade de outra coisa é o mesmo que dizer que um termo é predicado por todas as coisas que existe no outro termo.
Nesse sentido trará à tona os também os chamados Juízos: de Valor e de Realidade, que é uma operação intelectual que consiste em saber fazer a relação entre idéias, conceitos e fatos e que a todo momento, estamos emitindo: O vestido é bonito. Marta agiu errado. São juízos de valor, pois estamos atribuindo um significado positivo ou negativo a algo. A televisão caiu da mesa. Maria bateu a porta. São Juízos de realidade, afirmando e negando algo, mas é preciso frisar que muitas vezes a negação também pode ser uma afirmativa, na existência factual de algo.
Dois conceitos básicos e preponderantes na questão axiológica: A Ética, que é a parte filosófica dos fundamentos morais pertinentes ao agir humano, consciente, livre e responsável e A MORAL, que se refere ao conjunto de costumes e normas que regem o comportamento humano de um grupo social e em dado momento dessa sociedade. Há um significado e abrangências para as palavras, Ética e Moral, que normalmente são confundidas como sinônimo, entretanto a Ética está ligada a própria consciência do “ser”, uma postura virtuosa assumida pela verdade. Essa práxis do bem comum universal é totalmente independente da interferência do meio. A Moral, diz respeito às leis, direitos e deveres sociais a que está submetido o homem e quando esse descumpre algum tipo de paradigma do seu meio, sofre sansões e repreensões, já pré-estabelecidas, e devidamente especificada, por cada norma ditada pela sociedade, em dado momento histórico. O ético e o moral, se impõe por si mesmo e não é preciso argumentos racionais nem discurso reflexivo para ponderar, mas força e virtude para explica-los, como relata Paviani em 1988,
Não é a ausência de um código de ética que nos impede de refletir sobre o comportamento ético do professor. Ao contrário, até o exame da raiz morfológica e da origem semântica dos termos profissão e professor dizem a mesma coisa: Isto é, o professor enquanto é aquele que professa, também, neste exato sentido, o profissional por excelência. Por isso, o professor como profissional da educação não apenas acrescenta às suas atividades técnicas e científicas uma dimensão ética, mas realiza uma atividade essencialmente ética. Sua ação como educador expressa uma escolha que influencia o comportamento do estudante (apud/PELOSI, p. 59)
Daí porque a reflexão crítica e radical do comportamento ético-moral na práxis pedagógica do professor torna-se fundamental, já que a educação é constituída como uma prática social, envolvendo atos que consubstanciam o procedimento moral e que podem e devem ser examinados e postos em vigência sob o ponto de vista ético-profissional, para influenciar e ter como retorno gratificante, um comportamento ético/ moral do educando, porque os conflitos não se apresentam nos postulados científicos, mas sim na ação e convivência diária da sala ou fora dela, que devem ser contornados e bem orientados, porque a educação moral é o objetivo mais perseguido pela escola e a sociedade.
Cabe ao professor demonstrar um bom relacionamento com os alunos, colegas, escola e seus administradores. Ensinar educação moral como uma das metas da escola, ele deve ser totalmente imparcial. Tomar decisões, escolhas, o tráfego de influências, controles de comportamento através da ética, sem discriminação ou privilégios. É uma tarefa delicada, porque apesar de mexer com emocional humano, mas que se deve deixar a razão prevalecer, porque incidirá como um bom exemplo para criar de maneira saudável, uma mentalidade moral e ética, nos que ainda de certa forma, estão aprendendo a avaliar o que é certo e errado para a sua formação pessoal buscando bons predicados para a sua existência.
REFERÊNCIAS
ABBAGNANO, Nicola. Dicionário de Filosofia. SP: Martins Fontes, 2003.
BECHARA, Evanildo. Moderna gramática portuguesa. 37 ed. RJ: Lucerna, 2004.
SACCONI, Luiz Antonio. Minidicionário Sacoconi da Língua Portuguesa. 6ª. SP: Atual, 1999.
BRASIL, Secretaria de Educação. Médio. Parâmetros curriculares nacionais. Brasília: MEC, 1997.
Facci, Maria Gonçalves Dias. Valorização ou esvaziamento do trabalho do professor? Um estudo crítico-comparativo da teoria do professor reflexivo, co cosntrutivismo e da psicologia vigotskiana. Campinas. Autores Associados, 2004.
HUSSEL, Henrique. D., Caminhos da libertação Latino-Americana. (volume IV: Interpretação Ético-Teologica) SP: Paulinas, 1985.
CHAUÍ, Marilena. Convite à filosofia. 12ª. SP: Ática, 1999.
CEGALLA, Domingos Paschoal. Novíssima gramática da Língua Portuguesa. 46ª ed. SP:Nacional, 2005.
LAMPREIA, j. Martins. Técnicas de comunicação: publicidade, propaganda e relações públicas. Portugal: Publicações Europa-América, 1988.
MORIN, Edgar. Sociologia – A Sociologia do Microssocial ao Macroplanetário, Lisboa: Europa-América, 1998.
GAARDER, Josttein. O mundo de Sofia: Romance da História da Filosofia. SP: Cia das Letras, 2001.
PEUKERT, Helmunt. Crítica Filosófica da Modernidade. 6ª ed.,
Concillum, Petrópolis. 1992.
WEBER, Max. Sobre algumas categorias da sociologia compreensiva. Em Metodologia das Ciências Sociais (parte 2) SP: Editora da Unicamp, 1995.
Em caso de dúvidas, VER morfologia/classes de palavras/verbos e sintaxe/termos ligados ao nome/predicativo.

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