quinta-feira, 30 de junho de 2011

A VIDA É UMA INCÓGNITA



          Como está você? Eu estou um pouco cansada, mas nada me impede nesse mundo de eu vir aqui deixar algumas palavras.  Aliás, desculpe, vim porque  Deus permitiu. Não sei porque tudo o que eu digo que nunca farei, faço.É terrível! Agora imploro a Deus que não permita eu fazer as coisas que digo que nunca mais farei e que termino fazendo. Língua falou...pagou! Nunca vi igual! Por  isso nunca diga dessa água não beberei, pois é dela que mais  bebemos. Essa “terra do nunca” não existe, só na fantasia do Peter Pan,  mas aqui na terra, ninguém tem esse poder de falar que jamais fará qualquer coisa, o “nunca” não é resposta para os humanos, só Deus pode. Precisamos ser humildes  com as palavras e com pessoas. Podemos construir passo a passo o nosso futuro, mas jamais saberemos se vamos concretizá-lo. A vida é uma eterna incógnita, principalmente porque vivemos no mundo que está cheio de gente mal-humorada e cínica que  vive repetindo que a vida é uma grande decepção. Na verdade, elas próprias se decepcionaram repetidamente. Quem é verdadeiro consigo mesmo e batalha  pelos seus sonhos, ignore qualquer um que tente desencorajá-lo Quem não acredita em si, teme tudo  nesse mundo, não ousa, não tem coragem pra nada, com certeza viverá vendo a banda passar, sem tocar nenhum instrumento. Conquistar fantasias  e renová-las, alicerçando com esforço, porque vencedor enfrenta qualquer dificuldade com pensamento positivo. A coisa mais importante na vida é ser otimista, olhar para o horizonte e ter a certeza de saber escolher a trilha certa. Sabe o que mais temo desde a minha infância, por causa da minha avó: inveja e  olho grande – quem perceber que alguém tem o olho gordo em você, dê uma cabeça de alho, assim dizia ela - Não acredito em macumba, adivinhos, magia negra, cartomante, não creio que Deus tenha dado essa capacidade ao ser humano, senão não estariam lendo o futuro de ninguém, estariam ricos, acertando na loteria toda a semana, por esses motivos, todos têm que irem a luta pelos seus instintos e partilhar sonhos, só com pessoas do bem, amigos anjos que torcem por nós e possuem muita fé em Deus.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

CADA UM TEM QUE FAZER A SUA PARTE

 Maria de Deus Oliveira
          Na verdade nós somos responsáveis por nossas escolhas e se às vezes elas não correspondem ao nosso ensejo, é porque ninguém tem bola de cristal para adivinhar o que nós desejamos. É  preciso que se jogue limpo e diga ao outro o que se quer. Cada um de nós hoje, infelizmente, está preocupado bem mais consigo próprio e esquece que o partilhar é muito mais gratificante do que a mesquinharia. Muitas vezes fazemos uma festa na nossa casa e não convidamos todos os amigos por medo de que o planejamento não dê para todos e no final da festa quando sobram tantas coisas, ficamos a nos lastimar: - Por que não convidei FULANO? Ele é tão divertido; - E SICRANO? Canta tão bem!; – Estou arrependida de não ter convidado BELTRANO! Vixe!  Ele é um luxo! Ia ser um espetáculo! Tarde demais para arrependimentos. O  tempo não volta atrás e perdemos de usufruir tantas coisas boas  e tantos momentos há mais de alegrias, por conta do nosso egoísmo e haja desencontros. Mas uma coisa eu tenho certeza que ninguém faz isso de propósito, a vida tem nos negado tantas oportunidades de sermos felizes, que cada um está  a procura desvairada de ser feliz, não importa como. Nem sempre a proposta que fazemos ao outro lhe traz felicidade, alegria, bem estar, pois cada um tem sua maneira de ser e de pensar, então não aparece, inventa uma desculpa qualquer para não ser grosseiro, mas some e nós ficamos só fazendo conjecturas do quê  afastou aquela pessoa tão querida de perto de nós. É necessário que sejamos abertos aos  questionamentos e contra propostas quando formos planejar alguma coisa. Temos que ter a certeza que é do desejo de  todos e para isso existe o consenso. Não podemos agradar gregos e troianos, mas como vivemos numa democracia, pelo menos o voto da maioria tem que vencer. Se não fizermos isso e insistimos em ser radical, naquilo que só é gratificante para nós, corremos o risco de entramos numa barca furada e ninguém tem culpa no cartório se o desejo dele não é igual ao nosso porque cada um é ser único e seu programa pode não ter nenhum adepto. Para haver compatibilidade na felicidade, precisa-se de trocas, cada um fazer a sua parte, mas também não devemos exagerar na preocupação de agradar normalmente, nem sempre temos que dizer sim, quando se quer dizer não.  Viver é  muito complicado e mais ainda quando encarnamos um personagem que não é o nosso verdadeiro eu para conseguirmos alguma coisa. Um dia a carapuça cai e com ela afunda todos os planos, por isso temos que ser autênticos conosco e com os outros. Se não gostarem, deletem-nos!  Não vamos morrer por isso, estamos vivos, temos a chance de procurar aquilo que queremos e realmente nos faz feliz, embora que para isso tenhamos que promover um acordo entre as partes e de mãos dadas, para não nós perdermos um dos outros durante a caminhada, usufruir cada instante com prazer, vivenciar muito carinho, amor, respeito, sentindo satisfação e responsabilidade em promover um a felicidade do outro. Não posso assegurar que assim seremos felizes, mas é uma alternativa coerente, pois desejo que eu e você encontremos os princípios básicos que asseguram uma vida mais saudável, compreensão e com mais amor.

AGRADEÇO A DEUS POR TER AMIGOS!!


        Todo dia agradeço a Deus pelos meus sentidos e através deles sentir o cheiro das pessoas, de suas almas perfumadas, meus amigos reais e os virtuais. Esses últimos  fortalecemos nossos laços de amizade pela presença diária no meu correio,  deixa-me alegre, feliz, com tantos ensejos de felicidade e alegria, pela sensatez, confiança, que se estabelece a cada contato. Na beleza lida nas palavras que trocamos, nos permite ouvir o som da música do afeto  nas mensagens de todos os meus amigos. Fico impressionada com o talento dessas pessoas que escrevem essas mensagens. Cada dia uma mais bela do que a outra e que atinge em cheio ao nosso coração,  emoções, sentimentos e nos deixa mais leve, mais consciente do que queremos, nos aconselha e nos mostra trilhas a seguir, espelhos da vida que nos leva a refletir. Outras são verdadeiras orações a Deus, a natureza, a amizade, amor e acompanhadas por recadinhos nos desejando o que pode haver de melhor nesse mundo. Agradeço a Deus por ter amigos, por ser lembrada, tenho a consciência que sou querida por essas pessoas e por elas, tenho um sentimento real amigo e como diz canção, "amigo é para se guardar debaixo de sete chaves", isso é para protegê-lo de todos os males, porque amigo de verdade mesmo é aquele que não é preciso estar preso a nós por algemas, chaves, presença, nada, porque amigo, é aquela pessoa que faz muitas às vezes o papel de pai, outras vezes de mãe, muitas vez de filho, na maioria das vezes de um grande irmão que nos da o ombro para chorar as dores de um grande amor ou de uma mágoa sentida, e finalmente faz papel de namorado, nos segura pela mão e nos levanta para nos mostrar quê, está ali para o que der e vier, que somos importantes sim, pelo menos para ele. Assim nos sentimos fortes novamente, porque decepção não mata, fortalece pelo aprendizado. Por essas e outras coisas mais, só o fato de saber que, UM AMIGO EXISTE, já me deixa contente. Que Deus abençoe a todos nós amigos, pais, mães, filhos, irmãos, amores, namorados, noivos, enfim, todas as pessoas, com muita saúde e fé, nos familiares e amigos, que através de Deus, serão sempre o nosso porto seguro para nos consolar. Desejo também SAÚDE, saúde, muita Saúde e  mais amizades, pois sem elas não somos nada. E aqui vai uma reflexão que sempre faço comigo mesmo: Pense que sempre há uma saída! E quando Deus nos fecha uma porta é para nos motivar, nos tirar da monotonia, da rotina, renovar nosso ser, porque viver de verdade, exige sonhos, lutar, ter fé e esperança. Então quando iniciamos a jornada, as janelas começam a se abrir uma por uma, para um novo sol iluminar a nossa vida e renascermos para um novo tempo! 

domingo, 26 de junho de 2011

OUÇA - SAIBA OUVIR


MARIA DE DEUS OLIVEIRA
    O ato de ouvir é algo fascinante para quem ouve – aprendemos alguma novidade, coisas, mesmo com quem não tem nenhum grau de estudo - e gratificante para quem é ouvido, mas infelizmente nos esquecemos disto com frequência. Ouvimos muito pouco nossos filhos, amigos, alunos, pais, amores etc., principalmente as pessoas com as quais convivemos diariamente. Somos fluentes ao falar, mas na hora de colocar as orelhas para funcionar, devaneamos, não prestamos atenção, abanamos simplesmente um não, ou pior, fazemos “ouvido de mercador”. É bom saber para quem não conhece, é leigo no assunto,  que a gagueira é causada pelos próprios pais que utilizam aquela obsoleta frase: “Cala a boca menino”! A continuada intercepção da fala da criança vai entrecortando a voz e esta  perde a espontaneidade, assumindo uma atípica timidez no final desta repressão. É um despautério de relaxamento que prejudica o desenvolvimento do pequeno falante e tragicamente resulta numa voz gaga!  Olha a responsabilidade gente, não seja inconsequente, seja solidário, amigo, condescendente e faça feliz quem quer expor seus pensamentos, seus desejos, precisa de apoio e partilhar suas emoções!                                                                                      É possível que seu navegador não suporte a exibição desta imagem.Saber ouvir é mais que uma arte, é interagir com o pensamento de alguém e todos nós merecemos ser ouvidos mesmo que sejamos muito desafinados e só o amor pode afinar qualquer instrumento num passo de mágica e como recompensa  terá sempre maravilhosos dias, finais de semana, fazendo dueto, trio, quarteto enfim, harmonize o seu compasso, pois embora tenhamos todo mundo ritmos diferentes, quando na dança um guia e o outro acompanha é um show à parte e assim parece um só corpo flutuando. Então, radar antenado para captar e interpretar o som do amor, contidas nas palavras de quem ouvimos. Mantenha atenção e as almas  que releva e comungam essa atenção irá se deliciar em aplaudir todos os atores dessa obra maravilhosa chamada vida inteligente que pensa, reproduz os pensamentos através da sonoridade e mantêm diálogo construtivo de aprendizagem, porque uma peça só faz  sucesso quando tem uma sedutora  anjinho e um seduzido bandido, ou vice-versa, senão vira monótono! Ai! Desculpa um monólogo! Pode ser o melhor ator do mundo, mas é um saco, ou seja, ovário ...sei lá!  Depende de ouve, portanto, partilhe e apóie o que for devidamente correto, ensine o que é preciso corrigir. Quem discursa agradece ao ouvidor que ao escutar e partilhar de suas dúvidas, complexos, torna sua vida alegre e harmoniosa. Seja tolerante e nem um pouquinho mesquinho na generosidade de saber ouvir sempre.


AMOR E PAIXÃO





 Maria de Deus Oliveira

As pessoas apaixonam-se loucamente, unem-se. Vem a rotina e abala as estruturas, cada um sentindo-se infeliz e a querer trazer de volta, aquele encantamento vivido no passado. Sentir a mesma paixão avassaladora que abalava as estruturas mental, corporal, espiritual e que  deixa no rosto um sorriso à toa e permanentemente afogueado, contabilizando com ansiedade os minutos para tocar, sentir o roçar da pele invadindo o seu ser, por meio dos múltiplos e frenéticos desejos. O amor entre os amantes não sobrevive sem paixão, mas apenas tão somente a paixão não  sustenta o relacionamento porque precisa de base sólida, acompanhada por muitos pilastes de carinho, afeto, respeito, lealdade, companheirismo, a cumplicidade, um pacto velado, mas apaixonado, de um fazer feliz ao outro. A paixão deixa os seres completamente loucos, surdos, mudos e cegos. Só enxergam o objeto de desejo e nada mais, enfim, quando ela acaba, cai à venda e quando se enxerga a olho nu o objeto da antiga fantasia, é terrível constatar como surgem repentinamente milhões de defeitos. É como antes de se colocar os óculos, vê-se tudo plano perfeito, mas quando o coloca, percebe-se todas as falhas, ou até mesmo, acredita que nunca conheceu aquela pessoa, era outra e que essa nunca existiu. Escafedeu-se? Ao amar se vê os defeitos, mas os acata, respeita a diferença e a individualidade. Não se deixe enganar pelo brilho. Sempre quando formos dar um passo que envolva sentimentos amorosos, todo cuidado é pouco para não pisarmos em falso, pois  lá adiante é que se percebe que  todos nós somos iguais  e a única diferença está na digital, ela é que coloca marcas profundas ou leves, verdadeiras ou falsas em nossa carne e espírito. É preciso ouvir à razão?  Ou ouvir o coração?  Colocar na balança os prós e os contra? Quem fez infeliz quem? Onde foi que eu errei? Onde foi que o outro errou? Onde erramos todos nós? A vida é um gira-mundo onde até as pedras se encontram. Não devemos nos entregar sem ter a certeza de que é para sempre, isso é leviandade,  porque O AMOR é o maior prêmio que se pode tirar na loteria, mas se não soubermos  administrar, nós perderemos  em primeiro lugar  os lucros e depois vai-se a falência total. Voltar de um profundo despejo de emoções torna nossa avaliação mais crítica ou totalmente cética, por isso para se ter equilíbrio emocional depende de um perfeito planejamento para se viver bem durante todas as horas, dias, semanas, etc. Se  não podemos ser nós mesmos diante do nosso par e se tivermos que passar um dia inteiro preso ao mesmo, sem  poder ter um minuto de suspiro sozinho, se isso nos dá ânsia ou tédio, causa sensação de pânico, corramos então bem rápido atrás da nossa enseada, estamos num terrível remanso. Deus nós acuda! O amor não é  coisa do outro mundo. É real quando somos essencialmente nós, transparentes, sem máscaras ou subterfúgios. A parceria com o outro deve ser clara, pura, confortável, sabendo dividir, partilhar e principalmente se doar por inteiro, sem temores de ser infeliz. A felicidade é colhida, quando plantada como se faz uma colcha de pequenos retalhos e que só acabamos de alinhavá-la quando nos restar apenas o último fio de boa vontade de  vida para o arremate final e dá o nó do amor que atará todos nossos bons sentimentos um ao outro. Assim, acho que vale a pena viver a dois, dividindo a cama, travesseiros, o lençol, os sonhos, os sorrisos, O AMOR, A PAIXÃO, debaixo do mesmo teto!      
 

"O HOMEM É A MEDIDA DE TODAS AS COISAS” - Protágoras, 480/410 a.C.


 Maria de Deus Oliveira
         Deus fez o homem a sua imagem e semelhança  e todos nós cristãos cremos nisso. ELE, permitiu o livre arbítrio, dotou-nos de habilidades e de legado deixou o universo. Para se constituir como homem e viver em sociedade foi preciso inserir as leis, estabelecer regras de moral e respeito entre os seres humanos, que nem sempre são cumpridos e beneficiados com isso são muito poucos.  O  homem com o seu trabalho, adaptou a natureza para a sua sobrevivência e com o intelecto passou a ministrar o mundo. Cada dia aperfeiçoando a tecnologia através da reflexão, percepção e estudo determinado, numa evolução cada vez mais especulativa, explorando seu potencial com perseverança em desvendar todos os mistérios - muitos ainda indecifráveis - em todas as áreas de atuação, onde a criatividade humana e inteligência foram os protagonistas que engendraram o fantástico patrimônio histórico da humanidade, mas em contrapartida,  pouco a pouco, o próprio homem está destruindo                                                                                                          O homem investigou, planejou, produziu e criou tudo que era possível dentro da  medida  de sua capacidade ao passar dos anos, aliás, milênios, vem superando suas marcas na eterna olimpíada da vida. Contudo se faz estritamente necessário que ele valorize também as virtudes, o amor principalmente,  para não destruir a herança divina, pois apenas DEUS – racionalmente - pode construir e destruir, só ELE pode modificar o rumo da história. O homem constrói arduamente e depois destrói, entende-se isso? Mas ELE para mostrar sua onipotência, deixou um grande mistério que ninguém nunca vai desvendar, só quando partilhar dela, porém todos nós lutamos para ter saúde e que demoremos conhecer: a MORTE. O grande enigma traz vários questionamentos:  Existe alma? Vida depois da morte? etc. Cada religião busca salvar seu rebanho, E ISSO,  tem causado tantos desmandos que muitos se apropriam  dos bens materiais dos outros como se pudéssemos  comprar o reino do céu com dinheiro e não com a prática do bem, sem ver a quem! Mas isso é apenas especulação, fala alguns ateus, agnósticos, nos levando a enxergar através da realidade "realista". Entretanto, pelo bem comum  devemos pensar em algumas coisas sérias e que podem nos garantir algo de proveitoso na nossa vida terrena: Não custa nada ser bom não é mesmo?; Companheiro ativo; amigo sincero; amor amigo; prestativo; solidário, enfim, ser gente, que goste de gente e que se sinta feliz com a felicidade do outro.  E tenha cuidado, pois aquele que usa o poder da palavra para ludibriar ao outro, tema a mão de Deus ... sei não??? Uma coisa bonita que aprecio entre os artistas baianos, eles são barristas, brilham e querem que todos os conterrâneos tenham sucesso, andam de mãos dadas e erguem uns aos outros. A luta deles, é que cada dia os soteropolitanos estejam por cima da carne seca, são amigos-irmãos. Isso é lindo demais. Parabéns baianos, falam  mansinho e unidos, isso sim que é uma terra de São Salvador. Devemos todos nós, internalizar em sermos os “Salvadores da Pátria”, e de mãos dadas fazermos um país melhor. Todo dia lavar as nossas tristezas nas águas daquele lindo mar que banha a cidade baiana e num navio cargueiro, colocar todas as nossas mágoas, intrigas, desavenças, inveja, tentação, má intenção, mau querência, infelicidade, maledicência, desarmonia, enfim, tudo de ruim que permeia a nossa vida e mandar desaguar bem longe, além do horizonte de nossas vidas, perderem-se no infinito e que nunca mais possa  desembarcar por aqui. Desejo que escreva bem a sua história e que ela tenha o que sempre desejamos: Um final feliz. E quando partir deste mundo para sempre,  leve e deixe muitas saudades porque só quem promove o bem, “ama o próximo como a si mesmo”, faz falta.   

sexta-feira, 24 de junho de 2011

PLANO PRELIMINAR PARA MESTRADO EM EDUCAÇÃO NA UFRJ - 2005 - APROVADO

 Autoria: Maria de Deus Oliveira de Siqueira Alves
       A  ÉTICA  E  A  EDUCAÇÃO


           Durante a graduação e pós-graduação a observação em torno dos procedimentos e postura de doutores e mestres, conduz a reflexão da grande importância do aprendizado dos principais conceitos filosóficos que capacitam para uma prática competente e ética no processo educativo. Diante desta percepção, tenho como objetivo profissional é tornar-me uma orientadora em Projetos e Trabalhos de Conclusão de Curso (TCC), promover a Educação dentro dos princípios éticos da Filosofia, aprimorar conhecimentos através de pesquisas e poder dividi-los com seriedade e compromisso em prol da construção nacional da cidadania.
O filósofo Henri Bérgson reflete em: As duas Fontes da Moral e Religião, como dois tipos de existência:  A Moral Aberta, interpretada como uma dinâmica  ligada a sedução e atração. Ele busca respostas para satisfazer o problema da concepção moral e fundamentá-la verdadeiramente. Estaria essa baseada estritamente na orientação  racional Kantiana, ou, como era exposta pelos medievais, com o pensamento transcendental,  baseado na fé? Nem tanto humano, nem tanto a Deus. A noção de moral parecia estar situada numa infra-estrutura formada pelo instinto natural do  homem em sua convivência dentro da sociedade, supra intelectual. A aceitação do misticismo através de uma religião dinâmica; No seu estudo sobre a “Moral Fechada”,  o aspecto social está intimamente ligado ao fator moral que produz inicialmente uma consciência dirigida à sociedade, uma ação irresistível que  torna a personalidade do homem reduzida ao cumprimento social sem poder manifestar o seu desejo.
É evidente que o pensamento do Bérgson, se remete à salvação do homem diante do conformismo social, indo de encontro à própria realização pessoal. A moral faz parte da satisfação ao cumprimento do pensamento coletivo, “o todo da obrigação” (apud/SILVA. 2001, p. 47), por um  instinto social que instiga a  satisfazer  a rigidez de  uma sociedade fechada e que não pensa  e nem visa o bem da  humanidade como um todo.  O aspecto moral compreende obedecer a  conjuntos de regras e hábitos já traçados pela sociedade, restando ao indivíduo  apenas o esforço em adaptar-se sem se dar conta do caráter obrigatório das medidas e regras, sem questionar os valores explorados e qual a sua real necessidade a ser cumprida, sem nenhuma exigência racional, nem algum postulado metafísico, mas apenas a uma sistematização de aquisição de costumes pelo homem já predisposto a praticar certas normas sociais.        
         Os estudiosos da administração levaram adiante o estudo do francês e chegaram à conclusão que para transformar um contexto nocivo é preciso que a ética permeie todos os sistemas  que norteiam a  vida do ser humano, principalmente no âmbito de trabalho. Os dirigentes das empresas precisavam  ter conhecimento e discernimento dos valores filosóficos que fundamentam o viver humano, tanto nos aspectos políticos, científicos e culturais. Era necessário que os gestores responsáveis pela direção de pessoas e em diversas categorias profissionais, durante a sua formação buscasse aprender, adicionar  e internalizar os procedimentos essenciais contidos na filosofia, psicologia, sociologia, pedagogia etc., para gerenciar com seriedade e responsabilidade de forma democrática e justa, ajustando novos paradigmas para a sociedade em prol do seu desenvolvimento e não só favorecer apenas aos donos do dinheiro. Era preciso promover transformações sociais, não se corromper diante da alienação e saber dirigir os conflitos de classes, estabelecendo acordos  entre empresas e empregados numa determinada instância de satisfação para ambas as partes.
O homem não pode viver sem trabalho porque significa a segurança das suas necessidades, o pão, e mais as realizações de ensejos. O empresário precisa da força de trabalho do empregado porque sem ele não há produção e sem ação produtiva, também não haverá divisas, portanto, é preciso garantir a cidadania do trabalhador e essa só será respeitada através da ética empresarial, permitindo e promovendo as  transformações sociais, tanto de forma verticalizada e horizontalmente, isso só acontece se houver competência e ética por parte dos gestores.        
         Durante longos anos o mercado de trabalho foi alienador perante as crises sociais, formando seres acríticos, comprometendo o processo de ensino-aprendizagem, trazendo conseqüências dolorosas para a sociedade e a decadência do seu próprio prestígio e status.. Hoje a prática docente deve ser reflexiva, visando desenvolver o ser humano em  sua totalidade, humanizando, edificando  valores e cultuando a afetividade porque ao longo do tempo, a educação tornou-se uma cultura alienada aos fatores  dominantes. O professor um canal a serviço da pedagogia tradicional por meio de um ensino obsoleto e/ou  tecnicista para formar servis ao sistema capitalista. Desempenhava um papel passivo,  apático,  retransmissor de conhecimentos, sem uma proposta política e pedagógica para o desenvolvimento cognitivo, não se importando em produzir saberes e guiar os jovens para uma conduta ética e moral em busca da autonomia.
         Urge reformular esse contexto. Mudanças radicais na formação dos professores para torná-los geradores do seu próprio conhecimento, pesquisadores e reflexivos sobre a própria prática, reconstruírem a forma de pensar, capaz de planejar e intervir com novas dinâmicas. Um profissional politizado, para educar e adicionar as pessoas desde os valores físicos, morais, éticos, sociais e saberes cognitivos para o fortalecimento intelectual, liberdade de expressão, saber criticar, discernir, estabelecer seus próprios conceitos e administrar a sua própria vida. Essa é finalidade real da Educação, construir o cidadão com aptidões e finalidades.
Outra função importante para esse novo tipo de educador: gestão da classe com competência.  Saber realizar  todas as funções pedagógicas, desde o estabelecimento de regras, atividades, atitudes com  democracia, criatividade, autonomia,  elaborando propostas de ensino com técnica própria e viável para a aplicação do currículo, relevando a importância da obediência aos princípios morais, democrático e éticos que valorizam o ensino pela garantia da cidadania. A educação é um ato político porque envolvem as relações de poder e que legitima a ética contra a servidão por meio da prática docente das tendências contemporâneas em busca do conhecimento científico, compromisso profissional na formação humana. Saber unir a teoria com a prática, porque a práxis é mais breve forma de se chegar ao conhecimento.
Através da ação se constrói um conhecimento de forma concreta e integral. Na atualidade há uma preocupação benéfica por parte das instituições superiores de ensino no país, em pesquisar as multiformas para  aprimorar os cursos de Licenciatura, Pedagogia, Normal Superior etc., na formação dos docentes para  dotá-los de  variados saberes e qualificá-los de maneira competente para mobilizar o educando ao pensamento reflexivo através da pesquisa, de uma  formação mais  abrangente sobre os aspectos mais importantes, a consciência social, política, científica e principalmente a auto-avaliação sobre a atitude da sua própria conduta docente  É a partir de uma nova produção na graduação, com novos critérios éticos, epistemológicos, didáticos por uma pedagogia renovada, baseada na concretude da realidade física, proporcionar  novos benefícios na proposição do ensino, impedindo a alienação, humanizando e orientando os discentes para dar sentido e significado para a sua existência. Viver o presente e o futuro com dignidade e igualdade.
 A consciência crítica dos professores assimilada pelos sujeitos em formação é fundamental  para a evolução do processo educativo para que esses saibam avaliar o seu posicionamento diante das adversidades da vida. É preciso que o sistema educacional trabalhe pelo resgate da dignidade do discente  e não deixá-los tornarem-se vítimas da politicagem positivista alienadora, sabendo interpretar o mundo de forma transparente. Trabalhar a resiliência através da alteridade porque durante séculos a pedagogia teve um falso conceito para competência. Centrada apenas na transmissão dos conhecimentos por meio de uma educação bancária, criando uma  oposição entre competência e desempenho, apoiada na  concepção clássica que considera as habilidades como uma faculdade genérica, uma potencialidade  de qualquer mente humana. Hoje a competência é considerada como saber resolver todos os problemas corretamente através da prática, baseada no conhecimento da teoria. É impossível se inferir a competência, mas, essa não existe sem aprendizagem.  A ação determina o ponto de partida  para  a aprendizagem.  
No  conceito da palavra  competência, dentro da Educação, há uma certa dificuldade para se definir o termo. Seria uma “noção geral” (apud/GHEDIN. 2005, p. 14), “Idéia de comunicação em rede e integração de funções” (idem).  Mas na realidade essa palavra dentro da cientificidade é “uma teia de relação entre saber, saber fazer e saber-ser” (idem, p. 15). Enfim, competência é possuir uma gama de conhecimentos em geral e envolvimentos sociais  como os valores, idéias e crenças culturais. Um professor competente deve acumular: saberes eruditos  de conhecimento, experiência,  habilidade, resolver situações-problemas, saber planejar e desenvolver projetos, dirimir, improvisar, saber avaliar, conceituar, disciplinar sem repressão e principalmente formar cidadãos autônomos, administrando a docência com ética.
O enfoque dado pelas políticas públicas quando instituída,  versava sobre a necessidade de ser edificada para a educação competências no processo formativo. Durante  o governo de Fernando Henrique Cardoso possuía  um caráter tecnicista, dessa forma o professor tinha que ter realmente uma competência específica, mas o caráter que se dá hoje para a palavra “competências”, como um processo transformador, criativo e educativo e responsável pela autonomia do indivíduo, não quer dizer que um bom professor, é aquele que sabe pesquisar e refletir, mas sim porque é  competente no campo de vista ético e político.
Culpar o professor exclusivamente pelo fracasso escolar por sua falta de competência, é uma  ideologia propagada pelos sucessivos governos que não assumem as suas responsabilidades. O  tremendo descaso pelas propostas sociais,  não só pela educação, mas em todos os benefícios que deveriam funcionar com perfeição para estabelecer a cidadania, fracassou em todos os campos: na ética, em que se vê o descrédito no discurso político; no compromisso político para formar os cidadãos porque as escolas se encontram num verdadeiro caos e finalmente na moral pela falta de credibilidade de gerenciamento e tratamento inadequado pelas  políticas públicas brasileiras dirigidas ao cidadão, que realmente precisam serem recompensado por tanto sofrimento. Culpar o professor é a forma mais fácil de evitar explicar onde realmente estão as falhas do Estado, ausência de administração e vontade de conceber o direito ao homem de conquistar sua liberdade.
A competência do ensino ético para Paulo Freire, baseava-se numa pedagogia libertadora. Construir o ser humano através do diálogo e conscientizá-lo de que sua condição social e cultural insatisfatória é o resultado do conformismo de quem vive preso a um passado histórico alienador. Transformar esse sujeito de forma que promova sua inserção no movimento dialético epistemológico,  é transformá-lo como o objetivo da educação e não como objeto desta. Lutar  pela igualdade e contra a  opressão inconscientemente para que percebam que os indivíduos não precisam apenas da solidariedade dos momentos funestos das catástrofes, o homem não quer apenas o sentimento de compaixão dos segmentos positivistas, ele quer pertencer, partilhar e desfrutar de todos os anseios e benefícios da cidadania.
Só podemos transformar uma sociedade através da ética, agindo com responsabilidade, promovendo ações libertadoras em prol dos excluídos e oprimidos. A justiça só se concretiza dentro de uma sociedade justa, onde os paradigmas devem ser alicerçados e  trabalhados na formação de  bases políticas, sociais, culturais, para que todos os indivíduos tenham  autonomia sócio-político-econômico, um processo que vise à construção de uma sociedade democrática, elaborada por projetos-políticos-pedagógicos capazes de delinear competências para o povo em geral, elaborados pelos que detêm o saber, e não o poder, porque a educação nunca pode ser neutra mas sim transformadora da sociedade  e comprometida com a liberdade pessoal.
 A liberdade é o ponto central da educação na concepção de Paulo Freire porque prolifera o humanismo com justiça para todos. O sujeito objetiva a ação através da sua subjetividade, sujeito de si, com liberdade, consciência e responsabilidade. A libertação proposta por Freire significa um corte com a lógica imperialista que se valoriza mais o “ter” (que é o não-ser) do que o “ser”  (o ser em si),  é a vítima inocente e inconsciente da mistificação político pedagógica das elites a que está submetido, impedindo as manifestações, discriminatória de raça, gênero e classe, principalmente sobre aqueles que não possuem consciência do seu direito de liberdade do “ser” por um sistema que condiciona e oprime a “não-ser”, soterrar os sonhos, escraviza as idéias e a utopia, sendo essa última essencial para a vida porque tudo que antes era considerado uma ilusão, como o telefone,  o cinema, o homem ir a lua etc. também foram histórias de ficção no passado e hoje são realidades tão comuns que nem se percebe como foram importantes para a construção da nossa história.
È dever de o educador formar competências e difundir dentro do espaço escolar a  democracia para construir  cidadãos autônomos, rompendo com a história mundial de opressão e dominação.  Edificar das ruínas no homem pós-moderno, um compromisso ético-político-educativo pela prática da justiça, transformando o mundo num lugar ideal de vida para todos. Não se pode pensar o ato pedagógico como uma ação neutra, mas sim uma verbalização profundamente consciente e competente, sem repressão, sem omissão, anti-marginalizadora, não excludente e livrando o homem menos privilegiado da alienação imposta pelas ideologias antiéticas.
Através da dialética a educação integral deve fluir para uma aprendizagem formadora em senso  crítico e com a finalidade de transformar todos os seres humanos em cidadãos, cônscio dos seus direitos e deveres. Desmistificar qualquer barreira  contra a natureza antropológica de liberdade imbuída no homem e permiti-lo vislumbrar o  engano promovido pelo neoliberalismo mercadológico, sem compromisso responsável pela libertação política e social, mas simplesmente um sistema opressor e que cada vez mais estratifica a sociedade de forma miserável.
 A educação ao longo de décadas tem sido perversa e pervertido as relações humanas, condenando as classes trabalhadoras ao conformismo por ser essa a lógica do capitalismo. O sistema centro-europeu e de periferia, agem com injustiça e faz mergulhar a dignidade e liberdade do ser humano no ostracismo, por isso a educação sistematizada é a responsável pela substância e essência da consciência humana, portanto, promover o filosofar é imprescindível para idealizar um novo patrimônio educativo e qualidade de vida para a humanidade.

REFERÊNCIAS

CHINAZZO, Cosme Luiz. Filosofia da Educação. ULBRA. Canoas: RS, 2004.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança. Paz e Terra: RJ, 1993.
____________. Pedagogia da Autonomia – saberes necessários à prática educativa.  Paz e Terra: SP, 1996.
GHEDIN, Evandro. ALMEIDA, Neylanne Aracelli de. BARRADAS, Raimundo de     Jesus Teixeira. Ética e Formação    Profissional em Educação. UEA – Pós-Graduação em Pesquisas Educacionais. LIVRO 4. BK Editora: AM, Livro 4. 2005.
PELOSI, Marly Sauan.  Filosofia da Educação. EAD. Pós-Graduação a Distância. Coordenação Pedagógica. UFRRJ/Instituto de Educação.EB. RJ, 2005.
RIOS, Terezinha Azeredo. Ética e competência. Questões da nossa época. 15 ed., vol. 16. Cortez: SP, 2005.
SILVA, Adelmo José da. Departamento das Filosofias e Métodos – FUNREI.-  Anais  da Filosofia.  Revista de pós-graduação. Fundação de Ensino Superior de São João Del Rei - MG – Nº. 8 - 1. Filosofia / Periódico – Julho de 2001, p. 45 a 56.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

VIVA! O AMOR!!!




Quando o nosso amor está distante provoca um vazio que nada sacia porque às pessoas que são viciadas em amar, faz de um dia distante parecer uns longos vinte anos de ausência. Até nosso corpo parece envelhecer,  amuar-se, perder o brilho dos olhos, o viço da vida. Da vontade de dormir e só acordar quando puder ver aquela miragem maravilhosa. A ausência das pessoas de quem gostamos nos transtorna. Sabe uma pessoa que é viciada em bebida e não tem o quê beber e fica de mau humor? Um fumante que está abstêmio, que só pensa naquilo? Cigarro,cigarro, cigarro! Mesmo assim acontece com as pessoas apaixonadas.Ficam famintas do prazer, da companhia, da amizade do aconchego. Todos nós somos compulsivos pelo amor e os que não sabem amar não entendem essa maneira de agir das pessoas que amam e a elas eu digo, abra seu coração e deixe o amor invadir, mas saiba administrar seu coração como receptor e doador, pois o amor não traz só alegrias, mas também tristezas porque ninguém é da forma e age da maneira que nós queremos, cada um, é cada um, então lute para combater esse egoísmo que existe dentro de você que não permite abrisse para amar por desejar ser o senhor absoluto e verá que você será o maior vencedor. Eu acredito no amor e que ele supera todas as barreiras, credos, respeita a contradição da visão do outro, tempo, idade, as temperanças. Quando há respeito entre duas pessoas esse sentimento pleno de apego de um pelo outro transcende a tudo. Quem ama não percebe o envelhecimento do seu amor, pois como já disse o poeta, enxergam o outro "pelas lentes do amor" e quem ama de verdade não ama só o corpo, mas também a alma, essa jamais envelhecerá. Sempre estará viva, formosa, perfumada, decorada para o amor, pronta para amar, ser amada e nunca rejeita, num sequer momento o ensejo de estar junto do seu parceiro, partilhar as vitórias, o sucesso, o sofrimento, a angústias, será sempre a bengala de apoio, carinho e mais ainda, a companheira eterna no infinito do amor. Ninguém pode dominar nossa alma e o pensamento, ninguém porque são as únicas coisas que nascem e permanecem livres de qualquer tipo de grilhões. Ninguém assalta e rouba nada da alma, só da carne, pois ela é abstrata e tem o poder de esconder os mistérios do corpo, da mente e do coração. Aprender amar é uma arte de grande sabedoria e quem nunca conseguiu amar assim de entrega total, passou nessa terra e não viveu e também nunca será amado plenamente, será apenas desfrutado e quando perder o sabor é jogado no lixo do esquecimento como qualquer fruta que estragou, porque para ser amado tem que possuir essência, conteúdo, valores interiores que superam todas as coisas materiais porque elas um dia desintegrarão. Desde o momento que nascemos já estamos crescendo e aumentando a nossa matéria para envelhecer e quando não servir mais, será enterrada para sempre e só ficará a lembrança que permanecerá dependendo do que fomos capazes de construir com a nossa alma. Se você e a sua alma foram de gestos inesquecíveis para as pessoas que conviveram com sua presença, sempre estará entre aqueles que sempre lhe amou e vice-versa, mas de uma coisa eu tenho certeza, que o amor é o mantenedor da eterna juventude no homem.
Maria de Deus Oliveira

quarta-feira, 15 de junho de 2011

SEDUÇÃO



 Maria de Deus Oliveir
Quando alguma coisa me intriga a primeira coisa que penso é em escrever para interagir com alguém. Fico pensando quando dizem que o casamento atualmente é uma instituição falida e me questiono o porque. O que será que está havendo entre os amores se os filmes que mais fazem sucesso são aqueles que narram uma linda história de amor? As novelas de audiência são aquelas que oferecem muitas cenas amorosas, e enfim, o final é feliz, acontece vários casamentos, os pares se encontram, a felicidade é geral e os maus castigados. A nossa vida real  inicia mediante os nossos relacionamentos afetivos extra-familiar e mais importante ainda quando finalmente fazemos nossa escolha porque consideramos que o nosso par seja imprescindível ao nosso viver, esse é o verdadeiro começo - ou recomeço - de vida com a parceria conjugal, podemos até dizer que é a especiaria necessária que vai temperar as nossas emoções corporais, mentais e que eleva o nosso espírito a outro plano, o orgástico. Novidades na família quando se comunga o verbo amar, geralmente surgem filhos, os verdadeiros amores, sim, pois nunca ninguém ouviu falar em: ex-filho (a), ex-mãe-pai, avô-(ó) ,irmão-ã.  Dentro da família com consanguinidade, nunca existirá EXs. Ouvimos muitos ex: namorados, maridos, amores, patrão, presidente. Acredito que a sedução foi morar no ostracismo. O que falta na vida de todos nós - em todos os sentidos - é a sedução! Quem sabe seduzir, como uma criança quando faz um biquinho e/ou um sorriso cativante de qualquer idade, ninguém consegue dizer, não! E os casamentos que são eternos namoros? Eles são aliciados pelo jogo da sedução, é uma suprema jogada aquele olhar 43 que parece  ter visgo, deixa o coração batendo, parece que vai soltar pela boca e você não consegue desgrudar? O dançar coladinho que deixa o nosso corpo tremendo do pé a cabeça? Quem viveu tudo isso não pode dizer que o amor faliu. Responda: - O amor não é a coisa mais gostosa que existe no mundo? Ame e se permita amar, com entrega total, sem medo de errar, acertar, arrisque um olho, uma perna, uma mão, enfim, o coração, para depois não passar batido daqui desse mundo, sem usufruir o sabor, o prazer  de viver a plenitude do amor? Mas é preciso descobrir a fórmula secreta da sedução, sim, porque somos todos diferentes, não há uma que você compre na prateleira de loja e/ou supermercado: me dá essa; é aquela; e o que o amigo usou? Só servirá para o tipo de amor que ele tem. Seduzir é uma arte milenar, seduza todos os dias o seu amor, não se acomode,  pois  podemos nos arrepender se  por acaso aparecer um sedutor, arrastar de nós alguém que amamos e de tão confiantes, achamos que não precisávamos todo dia alimentar a relação com muito carinho e sedução! Então seja: um eterno sedutor, não importa a idade que tenha, a sedução é abstrata, não está na beleza física e sim na da alma! O amor sobrevive a idade cronológica. Não é o tempo que destrói o amor e sim o desleixo amoroso. Nunca esqueça de aquecer a chama do amor do outro e com você manterem acesa a paixão que é sentimento cego, surdo e louco!

NÃO VAMOS SER EGOÍSTAS

Maria de  Deus Oliveira
 "No seu nascimento você chorou e as pessoas se alegraram. Viva a sua vida de tal modo que, quando você morrer, as pessoas chorem e você se sinta feliz pelo que viveu". Velha bênção do Oriente Médio.
 E eu quero deixar e levar saudades daqueles que convivem comigo porque dessa vida só levamos o que vivemos e daqui por diante só quero colecionar alegrias porque falta pouco tempo para eu me ir, estou mais para lá do que para cá! O que nós apreendemos de bom é o que eleva o nosso espírito a transcender: Quando somos jovens não damos importância em aprender, quando ficamos velhos temos ganância para saber. Então jovens aproveitem desde cedo. Vá acumulando mais conhecimentos do que aqueles que chutam para frente, não espere o amanhã. Lembre-se que somos caminheiros na jornada da vida e que cada dia, em qualquer lugar aprendemos alguma coisa e nunca se negue em ensinar a alguém, não seja egoísta, tenha o prazer de doar conhecimentos. Isso me lembra bem uma cozinheira famosa na minha terra. Ela fazia uma especialidade de um doce de queijo que era uma maravilha e  não dava a receita para ninguém, ela morreu, a receita foi-se com ela, mas também ficou no esquecimento. Sócrates, Platão e Aristóteles, distribuíram tantos conhecimentos, 360 a.C., e todos os estudantes para aprenderem alguma coisa, têm que conhecer seus pressupostos e suas teorias. Eles escreveram e marcaram a sua história. Vamos escrever a nossa?! Desejo que partilhe o que sabe e deixe seu conhecimento perpassar o mundo!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

MANTENHA SUA AGENDA DE PAPEL


by Maria de Deus Oliveira

A saúde pública no Brasil sempre viveu no caos, porém quem se importa? "Pimenta nos olhos dos outros é refresco", mas sempre ouvi dos meus amigos médicos, em caso de acidente, dirigir-se ao melhor hospital público porque lá existem as melhores equipes de especialistas e apesar da precariedade de pessoal para atendimento possui equipamentos para salvar vidas, só depende da sorte em ser atendido a tempo. Eles têm razão, ninguém é peru pra morrer de véspera e comprovei isso quando sofri um incidente.
Sabe como é família. Briguinhas, algumas mágoas, ressentimentos e para me descontrair, resolvi passar uns dias no Rio de Janeiro, visitar minha irmã mais velha, Ana Helena que é uma mulher super-divertida e adora passear. Infelizmente ela estava de viagem marcada para casa de meu pai, mesmo assim fiquei na casa dela aguardando seu retorno com minha sobrinha que trabalhava o dia todo, a noite ia direto para a universidade e meu cunhado que depois de aposentado não aguentou o marasmo da vida e resolveu cursar uma faculdade no período da tarde.
Todos sabem, quando depressivos, tendemos a nos entupir de comida, com a desculpa de estarmos descompensados, então, após uma hora depois do almoço, a formiga que vive dentro de mim estava faminta. Abri a geladeira e peguei a primeira delicia que encontrei, freneticamente. O pirex começou a querer correr da minha mão e no meu afã da comilança, escorregou e com o medo que ele quebrasse dei o bote, mas já era tarde a louça partiu-se ao meio e, entretida com o meu lamento pelo desperdício do doce, nem percebi que havia cortado meu pulso do braço direito. Senti um ardor e foi quando eu vi meu sangue jorrando que nem uma cachoeira. Fiquei atônita e pensava: eu vou morrer! Estava tremula de pavor e me ajoelhei pedindo a Deus perdão pelos meus pecados. E meus sete amores? (Meus quatro filhos e três netos) Eu nunca mais os veria? Olhei para o balcão, o chão, minhas roupas, tudo encharcado de sangue. Voltei à razão, prendi o pulso com o polegar esquerdo e mesmo com as pernas em frangalhos, abri a porta com dificuldade e toquei sofregamente a campainha do vizinho. A auxiliar abriu a porta. Quando me viu, não sei o que imaginou, correu a gritar e desceu para o segundo andar onde mora um médico. O patrão dela infelizmente não anda, usava cadeira de rodas depois que sofreu um acidente de carro, mas ouvindo o nosso desespero veio se arrastando pelo chão e acredito que pensou da mesma forma que ela, tentativa de suicídio, porque nunca vi uma pessoa no estado dele, bater em retirada daquele jeito, sumiu rapidinho, afinal ninguém quer dar testemunho de morte. Não encontrando o doutor, Vera procurou o porteiro. Só estávamos nós quatro no prédio. Eles subiram pelo elevador e gaguejavam a perguntar se eu queria um táxi, sem questionarem o motivo da "tragédia".Respondi que sim, mas precisa saber o destino, eu não conhecia o Rio. Trouxe a moça para meu quarto, entreguei meu celular. Nervosa, ela não conseguia acessar a lista de telefones do meu aparelho, totalmente diferente do dela. Nesse momento percebi o mal que a tecnologia nos proporciona, nunca tive a preocupação em decorar telefones e nem sequer agenda eu possuía. Não sei ao certo quanto tempo passou, lembrei que em cima do computador do quarto da minha sobrinha, havia um calendário da firma que ela trabalhava. Eu já estava com a mão cansada de segurar o sangramento quando conseguimos falar com Helô. Esta pediu-me calma e aguardasse socorro. Ela ligou para uma amiga da sua igreja e em menos de quinze minutos o pai da jovem que morava bem próximo, chegou e levou-me para a emergência de um dos hospitais do meu plano de saúde. A médica de plantão, uma cardiologista atendeu-me e colocou um torniquete no meu pulso, depois de constatar que eu precisava de um cirurgião vascular. Aconselhou-me seguir de imediato para o hospital público mais próximo onde encontraria com certeza um especialista. Foi onde vivi na pele a falta de humanismo, de humildade e a grande indiferença dos atendentes. Acostumados com o sofrimento alheio nos tratam como se estivéssemos atrapalhando seu serviço. Mostrei que minha mão estava gelada e roxa, não se sensibilizaram, continuei de molho e em pé por mais ou menos duas horas.
Tenho outra sobrinha, Ana Paula, médica cirurgiã vascular, que mora em Miami. Meu cunhado, Paulo Cezar, pai dela e da Helô, a essa altura já havia trocado de lugar com o senhor que gentilmente me socorrera. Ele ligou para Ana e depois passou o celular para mim. Depois da investigação ela concluiu que as veias não haviam sido rompidas totalmente porque estavam jorrando sangue para fora. Num relampejo lembrei que meu marido, há muitos anos atrás, comprara uma galinha, e a empregada faltou. Eu tive a audácia de acreditar em ter coragem de abatê-la. Tentei o passo a passo que já havia visto outras pessoas fazerem, mas não muito convencida. Puxei as penugens do pescoço levemente e quando passei a faca, a ave correu para um lado e eu para o outro, direto para a rua. Só entrei em casa quando meu marido a levou embora, viva graças a Deus. Nunca mais me atrevi novamente abater um galináceo e virei amante de queijo como proteína por muito tempo, mas aquela lembrança me fez acreditar que eu escaparia dali com vida, era questão de paciência e fé. Minha sobrinha ordenou que eu retirasse o curativo e eu resistia porque sabia ser cansativo pressionar as veias para não sangrarem. Ela insistiu e disse que se eu demorasse muito tempo em ser medicada poderia causar uma isquemia no meu braço. Já trabalhara ali e sabia que sangramentos era prioridade. Nesse momento eu criei coragem e arranquei os esparadrapos do braço. O sangue jorrou para cima. Meu cunhado e o pessoal em volta amarelou, mas não deu outra, um atendente colocou a lixeira em baixo para não sujar mais ainda o chão com o meu sangue e em segundos apareceram três médicos que me levaram para a sala de emergência, estancaram para ver a gravidade, anestesiaram, colaram as veias, deram pontos espaçados para não ocorrer outras perfurações e a recomendação de não fazer esforço até retirar os pontos, isso significava sete dias.
Agradeci a Deus por minha vida e daqueles que me ajudaram na hora da aflição. Em casa comecei um joguinho para me distrair, associação de ideias, realmente ajuda a gravar os números de telefones. Quando tirei os pontos, comprei uma agenda de papel e em todos os lugares possíveis, anoto os fones das pessoas mais importantes da minha vida. A tecnologia é necessária, continuarei a usá-la, mas sem confiar plenamente, isso foi um alerta.
O fato mais interessante foi ter que me justificar que eu não atentei contra minha vida. Por muito tempo escutei piadinhas que desejei morrer e depois me arrependi. Não desejo a ninguém que sinta o medo imprevisto pelo qual passei. Realmente o inesperado causa um pânico incontrolável e só confirma a nossa vulnerabilidade diante da vida, portanto, vivamos plenamente, mas atento aos perigos, eles podem ser irreversíveis e mesmo sofrendo num hospital público, eles possuem todos os especialistas e os equipamentos das diversas áreas de atendimento a saúde pública e se não for nosso dia, sobreveviremos...

www.alinhavandopalavras.blogspot.com

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Bem-Vindos!
Temas variados: trabalhos escolares orientados por mim e/ou assuntos que despertam a minha curiosidade, estudo e elaboro através de pesquisa. Trabalhos de outros pesquisadores. Em paralelo, a literatura, coisas que gosto de escrever, em diversos gêneros literários.

Nós os mais velhos somos os responsáveis por essa juventude que dominará no futuro nosso mundo, portanto, mãos a obra: Quem ama educa e nunca machuca!
Amar significa educar com liberdade vigiada até que o jovem possa dirigir sua vida com autonomia. É preciso aprender a valorizar o “SER”, porque as coisas se deterioram e a essência transcende. Infelizmente a vida é um enigma e nada podemos afirmar, porque se não houver vida após morte, morremos e nem saberemos quando isso acontecer, entretanto não custa nada ser bom, honesto, preservar a natureza para os nossos herdeiros, pois eles merecem viver num universo saudável como viveram nossos ancestrais.
Vivamos diariamente não como se fosse o último dia, mas com a alegria de poder viver mais um dia e conviver com as pessoas que amamos, oxigenar o corpo, ver a beleza que nos rodeia dia e noite e principalmente saborear momentos inéditos.
A vida não teria prazer se não houvesse sonhos, fantasias, crença na utopia, partilhar amor, amizade e o conhecimento que nos permite criar e apreender.
Venha participar deste espaço virtual, não como uma estrela cadente, mas como uma estrela ascendente que deseja pertencer a uma brilhante constelação de amizade e saberes que nos edifica como ser humano. Bem-vindo(a) a minha tela eclética em cultura, e você é quem decide o que deseja nos presentear.
Um abraço!
Maria de Deus Oliveira de Siqueira Alves.
http://www.ecleticoemcultura.blogspot.com/


Todas as ilustrações, exceto fotos de amigos e da minha família, (aliás, uma grande família) foram retirados do http://www.google.com.br/, pesquisa de imagens mais completa da web.

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É preciso uma porção de amor em tudo que se produz!