sábado, 8 de novembro de 2008

ALINHAVANDO PALAVRAS - SEM PÉ, NEM CABEÇA. I VOLUME



MARIA DE DEUS OLIVEIRA
VOLUME I Recife – PE
16/012008
Copyright © 2008 by Maria de Deus Oliveira
Impresso no Brasil
Printed in Brazil
Editor
Tarcísio Pereira
Diagramação
Maria do Carmo de Oliveira
Capa
Leonardo Alves
Revisão
Da Autora
Editora Livro Rápido – Elógica

Dedico
Ao meu querido pai, Francisco Possidônio de Oliveira,e, as minhas paixões, meus netos:Sandro de Vasconcellos, Marco Antônio Neto e Vinícius Alves.
Agradeço
À Deus por permitir ao homem inteligência, criatividade e livre arbítrio. Algumas pessoas que contribuíram com incentivo. Outras, pelo valoroso trabalho e apoio tornaram possível a edição deste livro, e com ele, a felicidade de mais um sonho realizado.
Muito grata.
Maria de Deus Oliveira.

CURRÍCULO
Maria de Deus Oliveira de Siqueira Alves, natalense/RN, mas pernambucana de coração, nascida em 16/06/49, professora, especialista em pesquisas educacionais, compositora, poetisa e escritora. Mãe com muito orgulho de quatro filhos pernambucanos: Maria Amélia Consuêlo – Bióloga; Paula Michele – Administradora em Marketing – Bárbara Marcele – Enfermeira; Marco Antônio Filho – Administrador em Comércio Exterior
.

O livro é eclético: poemas, poesias, sonetos, textos do cotidiano, artigos; prosas; prosas poéticas, crônicas, auto-ajuda etc.

POESIA ALTA




AUTOR: Vital Corrêa de Araújo

Quando Lana Valentim exibiu os originais de Alinhavando Palavras, da escritora Maria de Deus Oliveira, numa Quarta-às-Quatro da UBE, senti de imediato a presença de uma poetisa forte, definida, cujos poemas portam alta qualidade lírica e detém aquilo que aponto como estilo próprio e conseqüentemente, no âmbito de uma temática cristã.
A concepção mística do mundo e da vida transmite à arte de Maria de Deus Oliveira um sabor bem humano e imprime na alma do leitor mais que fé nas palavras, mas conhecimento de Deus.
No encontro seguinte, nos jardins da UBE, conversei com a autora e conheci seus talentos de compositora e o fervor de sua palavra poética, as preces líricas de seu engenho literário, o mel que derrama de seus versos e o encantamento que dimana de seu verbo, tudo encadeado para que libe o leitor, como abelha, o néctar místico, a ambrósia do absoluto, o licor profundo da fé humana, os azeites sutilíssimos da imaginação de Maria de Deus.
A poesia de Maria de Deus é vertiginosa como um precipício, mas serena como o ângelus no pátio de uma igreja do interior, ao crepúsculo.

Vital Corrêa de Araújo é poeta e presidente da UBE.
UNIÃO BRASILEIRA DOS ESCRITORES - RECIFE/PE

INTRODUÇÃO











AUTOR: Maria de Deus Oliveira

Aos amigos e amantes da poesia...

Só uma alma extremamente poética é capaz de decifrar uma mensagem que aparentemente não tem significado algum, mas que contém nas entrelinhas, a magnífica sinergia abstrata do pensador lírico. Quem sabe interpretar qualquer mal traçada linha esboçada pela imaginação sonhadora da poesia, deve conter dentro de si muito talento, apenas não sabe explorar e lidar com isso, porque a poesia, versos, prosas poéticas ou sonetos, são presentes para o espírito, esteja ele aflito ou alegre, descompassado ou lascivo, depressivo ou em alardes.
Para escrever não é preciso de estética, rima ou simetria, mas simplesmente dar vazão a criatividade que aflora através da mão, intuída pela emoção provocada pelo corpo, alma, pensamento e coração.
Registre seu pensamento e o exponha através das mágicas palavras que podem atuar para fazer muito bem ao estado emocional de alguém e por isso desejo que Deus sempre ilumine as pessoas em suas noções poéticas, porque o escrever é como qualquer habilidade que exige exercício e prática. Quem tem inteligência para dominar qualquer conhecimento de alto nível diverso é porque veio predestinado pelo talento inato.
O fato de não ser uma autoridade no assunto, não nos coíbe de expressar nossos sentimentos. È proibido ter vergonha. Imagine e registre. Exercite e aprimore a cada dia, isso aumenta cada o incentivo em escrever cada vez mais.
Tenho uma amiga, Myriam de Fillipis, italiana, escritora, residente no Rio de Janeiro, que disse invejar: - “Daquela inveja que seria mais certo chamar de admiração”, as pessoas como eu que alimentam um coração adolescente, gostam do mel e do açúcar nas palavras, que não confundem sonho com utopia, não querem ouvir nem falar, pois para elas o improvável é realidade e o impossível é realizável. Essas pessoas são donas de uma riqueza que só podem entender as almas capazes de se elevarem acima das mesmices do quotidiano e de apreciarem um poema bem adocicado e lambuzável. Elas deviriam emprestar seus sonhos para dar mais colorido a vida dos descrentes, de que a felicidade existe e que se pode possuí-la para sempre.
Eu sou fã de textos de amor e do cotidiano, de auto-estima, contos, poesias, poemas e principalmente como é gostoso conviver com a sensibilidade linda e genuína das literaturas narradas em prosas poéticas, porque, como uma verdadeira nordestina, considero-me uma repentista com muito orgulho.
Escrever é o grande prazer da minha vida e felizmente ou infelizmente, eu tenho um coração adolescente, porque acredito que o amor é o sentimento que move o mundo, derruba preconceitos, discriminação, promove a paz e nada sai perfeito se não houver uma porção de amor na produção de qualquer trabalho.
Adoro mergulhar na fantasia e convido você a vir comigo através do meu livro, quem sabe você goste do que eu escrevo e ficarei muito feliz e grata em receber sugestões de corações joviais que possam servir-me de inspiração e partilhar amor fraterno, esperanças, e fé em Deus, que nos dá a cada ano 8.760h para restabelecer todas as frustrações sofridas, reescrever nossa história sem medo de arriscar e fracassar diante das oportunidades.
É essencial aprender a ouvir os “nãos”, como se ouve os “sins”, sem rancor e hostilidade, senão nunca aprenderemos a perdoar e a não sentir culpas. É péssimo esbarrar nas negativas. Magnífico escutar apenas sins, mas na vida nada é perfeito e nem as coisas acontecem sempre como desejamos, portanto, é muito importante aceita-los esportivamente, sem mágoas. Quem diz um não, tem como obrigação explicar o porquê, principalmente para uma criança, sem rodeios, com determinação e não fraquejar, porque, ao descobrirem o seu poder de sedução, adeus. A partir daí jamais serão perdedores dentro do seu contingente e sofrerão muito quando chegarem ao mundo real, ao contexto dos “NÃOS” e encontrarem as portas fechadas para o seu ego, desabam. Escutei muitos “nãos” e chorei muito, entretanto hoje, cada vez que supero um não, me sinto fortalecida por colocar na balança e avaliar a importância do resultado e chego à conclusão de que apesar de adorar sins, sinto-me aliviada, quando desobrigada da responsabilidade acometida certamente por alguma tolice.
Errou? Ter humildade para assumir e pedir perdão, é treinar para aprender a ser livre. Os ingleses e mais os homens que se denominaram como os donos dos espaços, criaram à hora para dominar o tempo dos menos privilegiados. Amordaçaram as palavras e utilizaram os grilhões para acuar os menos favorecidos, mas na atualidade, só é lacaio quem quer, e o mais triste é ser escravo de si mesmo, alienado ao conformismo social. Todos os anos se repete 365 dias de chances para garantir a nossa liberdade carnal, espiritual e de expressão.

Livro: Alinhavando Palavras – Sem pé, nem cabeça. I VOLUME

Alinhavando Palavras











Autor: Maria de Deus Oliveira

Vim interagir meus pensamentos com você, porque, sabemos como é boa essa troca de energia, mas não quero uma troca vazia, eu escrever e você ler. Mesmo escrito de forma abrangente, pense que eu escrevi para você. Sabe por quê? Porque sempre queremos ser ímpar na vida das outras pessoas.
Já prestou atenção que não temos facilidade em dividir o amor que recebemos? Nosso ego não permite: só meu, somente meu. Interessante é que o nosso amor, nós podemos distribuí-lo à vontade e sem restrições. Quanto mais, melhor. É que nem ônibus, sempre cabe mais um. Existem pessoas que eu não sei classificar, se os ciúmes as transformam em mesquinhas ou desequilibradas, porque agem iguais a certos manipuladores de seitas, se utilizam de lavagem cerebral. Neste caso têm ojeriza a tudo que faz parte do mundo exterior do outro e que possa afastá-lo do seu centro de domínio. Suas idéias são insanas e se desgasta para combater o inimigo. Se não consegue, tornam-se amargas, frustradas e deixam de viver a sua própria vida para guerrear com os seus inimigos. Infelizmente sempre perdem a batalha porque eles só existem na fertilidade da imaginação: odeiam os amigos bonitos da pessoa amada; time de futebol (caía um temporal, falte energia ou que a televisão saia do ar somente durante o jogo); salão de beleza: pra que? É bonita com o que Deus lhe deu; se pudesse viver de rendas não iria nem trabalhar; se fosse possível colocaria uma coleira com o nome escrito, não do animal de estimação, mas do dono dele; o filho dá mais atenção à namorada? Quer se matar: - Deixou de me amar; dar o primeiro pedaço de bolo ou atender outra pessoa antes: foi preterido. Enfim, você que é vítima, olhos e ouvidos atentos para não cair na tentação de utilizar educação e manifestação de felicidade extra-clausura. É perigoso qualquer deslize. Infelizmente terá que embarcar numa vida dupla ou emigrar para sempre da caixa de Pandora.
Meu Deus! Somos grandiosos em dar e receber amor, mas avarentos demais para dividi-lo. Sentir ciúmes é um eterno sofrer e muitas vezes nem a terapia cura. Quanta coisa boa deixa-se de viver por conta dessa doença? Por que será que existem essas coisas destruidoras? Não há explicação. Não há receita pronta para se trabalhar com o ser humano. Se existisse não seria necessário haver psicanalistas, ia-se na farmácia, comprava algumas pílulas, ingeria e estava curado. Então vamos raciocinar. Será que vale a pena sofrer tanto em vão, se ninguém pode ler o pensamento do outro para constatar a verdade sobre suas dúvidas? Isso é igual a querer desvendar um crime, só quem sabe o que se passou na realidade é réu e a vítima. O resto é tudo especulação, conjectura, e a verdade ninguém vai conhecer, sempre será uma incógnita.
A vida é curta. Curta a vida, porque, quanto mais se olha para trás, ela corre muito mais. Desculpe, na realidade eu ia falar de outra coisa, a apresentação do livro, mas fui enveredando por outro caminho. Bem, já que é assim, explanarei rapidamente. Está meio fora de moda às pessoas terem a paciência de ouvir, mas pretendo que isso não ocorra aqui, porque alinhavei palavras para falar dos sentimentos nobres e de várias formas para não cair na rotina: prosa poética, versos, textos sobre amor, amizade, felicidade, alegria, saudade etc.
Partilho com você coisas boas, experiências de vida, alimento para a auto-estima. Tenho certeza que juntos estaremos dando mais passo em direção para a amizade e a paz nas sociedades. Ambiciono que aprecie a leitura sem pé e sem cabeça, mas escrito com muito carinho para as pessoas que gostam de navegar na magia das palavras. Participe das edições de:

Alinhavando Palavras. Sem pé, nem cabeça.
I VOLUME

A magia das palavras





Autor: Maria de Deus Oliveira

Um dia na internet recebi um convite para participar de uma comunidade: “Magia das palavras”. Achei lindo o título e pensei o quanto às palavras podem ser benéficas ou maléficas na vida do ser humano. Às ruins deixemos pra lá, não nos faz bem, são proferidas por pessoas que não têm nobreza de caráter, mal amadas e mentes poluídas. Vamos falar das coisas boas que nos enriquece como ser humano. São tantas palavras mágicas, bonitas de serem ouvidas e faladas, e que seria impossível cita-las todas, mas lembrei de algumas que fazem parte do nosso dia-a-dia e que tornam o nosso cotidiano muito mais prazeroso de se viver: Bom dia; boa tarde e boa noite. Dito com afeto e carinho, desabrochando um sorriso lindo, nos contentam, traz harmonia, na certeza de ser bem-vindo produzindo bem-estar!
Por favor, muito obrigado, estou encantado, com seus cuidados e tanta ternura. Só as pessoas amorosas conseguem ter no coração, tanta bondade, compreensão e doçura! Desejar fazer o bem, não importa a quem, todos merecem respeito e solidariedade.
Estudar sem sofrer preconceito e ter todo o direito de sonhar com a liberdade!
Eu te amo meu amor. Ama-me com zelo e ardor. Com toda fidelidade! Por você sempre terei respeito, paixão, tolerância e em sua ausência certamente morrerei de saudade! Retribuirei suas gentileza, com a mais sincera amizade e nós seremos felizes para sempre, até que a morte nos separe.
Nunca mais quero tristeza, da vida só quero prazer, quero do mundo a beleza para enfeitar o caminho que me leva até você.

Livro: Alinhavando Palavras – Sem pé, nem cabeça. I VOLUME

Para quem quer recomeçar



Autor: Maria de Deus Oliveira

Para auxiliar no recomeço é preciso: Desnudar a alma. Banhá-la com muito sumo de rosas imaginárias, perfuma-la, vesti-la de alegria, pegar carona nas asas da felicidade e buscar um lugar onde não só o espírito e coração, mas também o corpo possam integrar-se num paraíso de emoções boas, permitirem fluir a beleza de amar e ser amado. O amor invadir cada espaço do nosso eu, então, acreditar em si, que é possível ser feliz, mas tem que desejar ser, viver em humilde e não perder a esperança e fé em si e nos outros.
Jamais ser remanso, porque é água impura, estagnada, pode virar lodo de angústia, ou a lama da vingança, intolerância, desamor, vaidade, egoísmo, inveja, luxúria, soberba, inimizade, mesquinharias, coisas pequenas de almas mixurucas e sem valor algum.
Ser rio, desses de corredeiras fortes, de águas cristalinas e que consegue afastar do caminho e deixar bem para trás todas as pedras de mágoas, desilusões, amarguras etc. Transparente em boas ações e intenções de fidelidade, amizade, companheirismo, solidariedade, irmandade, fraternidade e visto através do olhar confiante e seguro. Quando o espírito renovar-se, desaguar no mar, tornar-se água serena onde é permito navegar sem medos e sem perigos. Tornar-se um oceano de benignidade onde todos possam mergulhar e se sentirem purificados, extasiados e encantados de amor quando se encontrarem. Viver para ser feliz e contribuir com a alegria do próximo e que este nos veja sempre como porto seguro e não deseje nunca mais navegar por outros mares, mas confiar em desaguar sempre juntos conosco por qualquer caminho...

Livro: Alinhavando Palavras – Sem pé, nem cabeça. I VOLUME

GOSTARIA DE EXPLICAR PORQUE AMO VOCÊ...




Autor: Maria de Deus Oliveira

Gostaria de saber dizer, porque amo você, mas não sei explicar!
Mas tente entender.
É algo que corre por dentro, Por fora, sobe, desce, aspiro, sopro arremato e não consigo soltar.
Você penetrou no meu eu, por isso não pode arredar.
Amo porque amo! Grito! Choro! Tento expulsar!
Mas não é meu desejar.
Fico bem feliz quando te vejo fagueiro, nobre, doce, cheio de feitiço, altaneiro,
me impondo te amar.
Meu amo e senhor, a mandar, a desfazer, a fazer, a dizer, sou dono deste lugar!
Amo, como te amo, esse é o meu fraquejar!
Amo de pé pra cabeça, de corpo alma e pensar!
Um fogo que se alastra, uma fome que nunca acaba e me faz louca ansiar!
Você é minha fantasia, minha vida, minha alegria, quero sua companhia, desejo que todos os dias, venha cheiroso e faceiro, doidinho para me afagar!
Amo, porque não existe ninguém que me faça ficar assim bobona, boboca, sem tino,sem siso, meu coração suspirar,que me cobre em labaredas, me mantém sempre acesa, enfim, já não mais tenho certeza, se essas chamas, quero apagar!
Bem! Amo porque amo mesmo, é complicado explanar,
mas se quiser entender é fácil, basta aqui experimentar!
Apreciar tudo que faço, pra poder te conquistar!
Se gostar fique pra sempre, e se não gostar, faz favor?
Desocupe o lugar!
No entanto fique sabendo, não haverá ninguém no mundo que possa tanto assim te amar, que só deseja poder, ser seu par, teu prazer e pra sempre te namorar!
Te cobrirei de beijinhos, com muito amor, mil carinhos, você pode se fartar! E nunca mais reclamar:
QUÊ SENTE FALTA DE AMOR, POIS NÃO TENHO NENHUM PUDOR,
EM VOCÊ ME DESFRUTAR!

Livro: Alinhavando Palavras – Sem pé, nem cabeça. I VOLUME

Alegorias Amorosas...











Autor: Maria de Deus Oliveira

Quem disser que nunca teve no verão uma paixão de carnaval, desculpe, está omitindo ou mentindo? Quem sabe? Não é preciso entrar na folia para se viver um encantamento, uma paixão fugaz ou conhecer o amor derradeiro. A festa pagã irradia pecado, na praia, na fazenda, até mesmo na internet, seja onde for, isso acontece!
Colombinas, Pierrôs e Arlequins jamais deixarão de existir na nossa fantasia e nem na nossa realidade da vida. O que seria de nós se não houvesse essas alegorias que adornam e massageiam os nossos corações, embelezando e perfumando nossas almas?
A sedução faz parte do ser humano. É normal sentir desejos de seduzir e sucumbir a essa maravilhosa e tentadora emoção. Faz parte da teia amorosa: a cumplicidade de pertencer, trocar carinhos, abraçar, beijar etc. No entanto existem palavras que são iguais ou melhores de que qualquer carícia quando ditas dentro do olho a olho e que provocam descargas de adrenalina, mesmo acionadas muito tempo após, ao lembramos daquela provocação mágica, sensual, incomum e ímpar. Isso não é uma felicidade qualquer, mas sim aquilo que resgata no ser a esperança, que o move ir à luta e poder cada vez mais viver, sentir, pulsar, partilhar, retribuir, enfim viver intensamente, gravar na memória e depois com suaves sorrisos relembrar as coisas boas da vida. Amar é bom demais, nos deixa em estado de “graça”, feliz, sorrindo à toa, porque é a luz que acende para sempre dentro de nós e ilumina todos os caminhos por onde passamos, derruba qualquer barreira, preconceito ou discriminação: O amor é indiscutivelmente, genuinamente, originalmente benfeitor.
A paixão é fogo ardente. O combustível, o motor que acelera o coração, arrebata o corpo e algema a alma. Sem ela tudo acaba, vira cinza simplesmente. Então vista sua alegoria amorosa para sempre. Cuide do seu romance com zelo e sem pudor. Lembre-se, tudo que é feito com paixão é perfeito e é por causa dela que nunca morre o amor!

Livro: Alinhavando Palavras – Sem pé, nem cabeça. VOLUME I

Recife, Cidade Sereia....










Autor: Maria de Deus Oliveira

A Cidade do RECIFE:
Fundada em 1535 a cidade cresceu acompanhando as margens de seus rios: Beberibe e o Capibaribe. A praia do Cotovelo marca e imprime uma geografia peculiar embelezada por pontes que ligam os acidentes naturais da majestosa Veneza brasileira. No total são 49 pontes, que cruzam a cidade e as orlas. São as águas salgadas e doces que misturadas dão o primeiro encanto a cidade, e depois, o seu povo de coração aberto, alegre, faceiro, sorriso franco e que preserva com orgulho ímpar sua cultura, como os frevos, os maracatus, cirandas e outros estilos, que são um marc
o na geografia, dentro do tempo e do espaço do povo brasileiro.





RECIFE! CIDADE! SEREIA!

São mais de 470 anos,
que tu surgiste à beira do mar.
Amantes rios desaguando unidos,
pra te ver despindo,
pra te desfrutar
Aqui morreram tantos mascates
que te fizeram ser a capital.
Há mais de 470 anos
tua riqueza é do canavial!

Recife, Cidade, Sereia
Berço do frevo do meu Brasil.

A tua música é de origem negra
e vem da era da escravidão!
Viva e ardente faz pulsar na gente,
o sangue quente da tua paixão!
Tua liberdade me dará saudade,
eu sendo escravo dessa emoção!
Portanto, sereia amada
serás prisioneira do meu coração!

Recife, Cidade, Sereia...
Berço do frevo do meu Brasil!

Recife de Manoel Bandeira, Gilberto Freyre, Capiba, Paulo Freire, Nelson Ferreira, Maestro Nunes e Vassourinhas!
Recife de Apipucos, Casa Amarela, Imbiribeira, Boa Viagem, Casa Forte, Encruzilhada, Madalena, Prado, Rios Beberibe e Capibaribe!
Recife...... Sereia Brasileira!
Livro: Alinhavando Palavras – Sem pé, nem cabeça. VOLUME I

VEM PIERRÔ...


Autor: Maria de Deus Oliveira


A minha fantasia
é a saudade
Sou mil pedaços
em retalhados de emoção
Lembranças
de um amor felicidade
Para o poeta
a mais doce inspiração!
Vem Pierrô!
Vem amar!
Reviver,
não só sonhar.
Se não quer
me dar amor,
Da-me amizade,
Mas não
Me deixa sozinha,
triste sem felicidade.
Permita eu viver
mais só um dia,
esta magia!
Acaba essa agonia,
Que me faz,
Ser só saudade!
Livro: Alinhavando Palavras - Sem pé, nem cabeça. I VOLUME

Homenagem Póstuma a Gilberto Freire













Um sociólogo, com mestrado em Ciências Sociais (Universidade Colúmbia, Nova Iorque). Escritor, pernambucano, nascido em Recife em 15 de março e faleceu em 18 de julho de 1987. Conhecido mundialmente pelo seu livro, “Casa-grande e senzala”, Forma e Cor, e outros. Um defensor da liberdade de expressão e das amarras da escravidão vivida pelo ser humano menos privilegiado. Foi convidado para viver em outros países e disse que jamais sairia do seu bairro Apipucos e nunca abdicaria do clima tropical de Recife!
Admirável Gilberto Freire!
Senti-me muito honrada por ter composto este frevo de bloco em dezembro de 1987 e ter sido escolhido para prestar a homenagem póstuma a esse ícone da nossa literatura, escritor social, na passarela do carnaval pernambucano e interpretado pelo coral do Bloco Pierrô de São José, em 1988.
Evocação a Gilberto Freire
Em Apipucos...
Até o conhaque de pitanga
ficou sem sabor!
Dos postigos xadrez,
lenços tremulam,
de saudades e de dor!
Saudade do escritor universal,
saudade do poeta social,
Pernambucano,
fiel amante, do clima tropical!
Por isso eu sou,
um PIERRÔ apaixonado
Pela FORMA e pela COR!
Por isso eu sou,
um PIERRÔ enamorado
pelos sonhos do escritor!
Gilberto Freire,
O PIERRÔ DE SÃO JOSÉ,
lhe homenageia com emoção
Gilberto Freire,
é para você, A EVOCAÇÃO!
Sua vida e sua arte,
sempre nos encantou
Saber RECIFE ser
seu grande AMOR!
Autor: Maria de Deus Oliveira

Livro: Alinhavando Palavras – Sem pé, nem cabeça. I VOLUME

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Temas variados: trabalhos escolares orientados por mim e/ou assuntos que despertam a minha curiosidade, estudo e elaboro através de pesquisa. Trabalhos de outros pesquisadores. Em paralelo, a literatura, coisas que gosto de escrever, em diversos gêneros literários.

Nós os mais velhos somos os responsáveis por essa juventude que dominará no futuro nosso mundo, portanto, mãos a obra: Quem ama educa e nunca machuca!
Amar significa educar com liberdade vigiada até que o jovem possa dirigir sua vida com autonomia. É preciso aprender a valorizar o “SER”, porque as coisas se deterioram e a essência transcende. Infelizmente a vida é um enigma e nada podemos afirmar, porque se não houver vida após morte, morremos e nem saberemos quando isso acontecer, entretanto não custa nada ser bom, honesto, preservar a natureza para os nossos herdeiros, pois eles merecem viver num universo saudável como viveram nossos ancestrais.
Vivamos diariamente não como se fosse o último dia, mas com a alegria de poder viver mais um dia e conviver com as pessoas que amamos, oxigenar o corpo, ver a beleza que nos rodeia dia e noite e principalmente saborear momentos inéditos.
A vida não teria prazer se não houvesse sonhos, fantasias, crença na utopia, partilhar amor, amizade e o conhecimento que nos permite criar e apreender.
Venha participar deste espaço virtual, não como uma estrela cadente, mas como uma estrela ascendente que deseja pertencer a uma brilhante constelação de amizade e saberes que nos edifica como ser humano. Bem-vindo(a) a minha tela eclética em cultura, e você é quem decide o que deseja nos presentear.
Um abraço!
Maria de Deus Oliveira de Siqueira Alves.
http://www.ecleticoemcultura.blogspot.com/


Todas as ilustrações, exceto fotos de amigos e da minha família, (aliás, uma grande família) foram retirados do http://www.google.com.br/, pesquisa de imagens mais completa da web.

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