Mate sempre que puder às saudades...






Autor: Maria de Deus Oliveira

Sempre que puder mate às saudades. Há quanto tempo espero reunir todos os meus filhos como antigamente, os quatro, num almoço, jogando conversa fora. Era muito bom meu Deus! Hoje é praticamente impossível. A vida sempre nos reserva no futuro surpresas desagradáveis por um lado, mas por outro são extremamente corretas.
Os filhos quando pequenos precisavam de nós para cuidar deles. Com o tempo os papéis se invertem, nós é que precisamos dos cuidados deles e sabemos que não podemos tê-los para nós. Assim como fizemos com nossos pais, é preciso alçar vôos, cada um em busca do seu destino, esperanças e sonhos, porque não podemos perder as oportunidades de crescer, ter independência e agregar valores em nossas vidas.
A vida é curta e os momentos de alegria são breves. È preciso valer à pena vivê-la de forma preciosa. Alinhavar, juntar os retalhos dos melhores momentos vividos e guardá-los no coração e na lembrança. Fazer o possível e o impossível para anular as mágoas, principalmente na questão do perdão, a si e aos outros, são barreiras que surgem para impedir que sejamos felizes plenamente.
Apesar de muitas vezes nos sentirmos sozinhos, a grande recompensa é saber que não estarmos no fundo do poço, ao contrário, estamos por cima dele. A realização pessoal da nossa família, dos amigos, enfim, da humanidade, é o que mais desejamos, porque uma sociedade só é vencedora quando todos os seus membros adquirem sua autonomia de cidadão, assim, me considero uma vencedora, sem mais responsabilidades para cumprir. Aleluia! Aleluia!
Em algum lugar eu li e infelizmente não me lembro a autoria, mais ou menos assim, que só se consegue sair de dentro do poço, quando chegamos ao fundo dele, porque essa é a única possibilidade que temos de impulsionar o corpo para dar o pulo capaz de atingir o topo do poço.
Faça da mágoa a fonte de renovação do amor e perdão, excluindo do espírito tudo que pode virar tormento. Agradecer a Deus quando acordamos, pela nossa vida e daqueles a quem amamos, porque são as pessoas e não as coisas que produzem a felicidade através do amor, carinho e afeto. Só elas são donas de sentimentos e possuem sensibilidade e, “È dando que se recebe".
Aproveite todos os momentos, não deixe escapar nada. Diga que ama, abrace, beije, faça um chamego, traga a tona somente às lembranças agradáveis, prepare algo que possa agradar o paladar, o tato, os ouvidos, a visão e o cheiro. Atendimento completo, cinco estrelas e tenha a certeza que haverá sempre alguém a querer matar as saudades junto com você...
A amizade, o amor, a vida está no ar...

Livro: Alinhavando Palavras - Sem pé, nem cabeça - I VOLUME
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