TRABALHO DE PESQUISA EM PEDAGOGIA





A IMPORTÂNCIA DA FORMAÇÃO FILOSÓFICA PARA A PRÁTICA PEDAGÓGICA TRANSFORMADORA DO PROFESSOR





Autor: Maria de Deus Oliveira de Siqueira Alves


“Intenção sem ação é pura ilusão, ouse fazer e o poder lhe será dado." (Conde de Ariberto)


RESUMO: O objetivo deste trabalho é relevar a importância do estudo e interpretação dos principais conceitos filosóficos na formação do professor, para aprender e valorar a virtude, moral e a fraternidade. Sábia é a prática pedagógica coerente com a verdade e a realidade. Quem pratica Educação em busca do ideal universal, a liberdade, com lógica e racionalidade, com ação profissional refletida sobre o procedimento ético e da alteridade, não permitirá a alienação do indivíduo diante das “ídolas”. A Filosofia está presente no cotidiano de nossa vida e através da ampliação e apreensão desses saberes, pelos sujeitos da práxis educativa: aluno e professor professarão um mesmo postulado ideológico, lutando pela transformação social. A autonomia e cidadania são privilégios pertinentes a todo ser humano, mas só serão resgatadas por meio de um ensino competente e responsável que garanta esses direitos aos cidadãos.
Palavras-chave: professor; conhecimento; práxis reflexiva; Filosofia.


INTRODUÇÃO
A função da escola e do professor na atualidade não é a mesma existente na educação do período jesuítica. Os jesuítas apesar de terem acesso a todo conhecimento filosófico arraigado a teologia, ensinavam ao nosso povo apenas o bê-a-bá, pois a sua função era de realmente alienar e explorar a força de trabalho indígena, dos escravos brancos e negros, em detrimento da própria ganância e a do poder imperial, sendo a educação ao longo dos séculos perversa com os menos favorecidos, condenando-os ao conformismo e alienação. Na realidade, pouca coisa mudou em relação à exploração do homem pelo homem, porque a chegada do conhecimento científico, libertou a Filosofia dos grilhões religiosos, produziu na consciência do homem à vontade dele próprio construir a sua história, porém como a divisão do capital sempre foi infiel para a maioria da população, a riqueza fica restrita a uma classe social privilegiada que escreve e narra os fatos da forma que os convêm e continua o mundo com duas faces: as dos dominantes e a dos dominados. Essa é uma hierarquia que domina a terra desde que uns poucos se consideram os donos do empório da humanidade.
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Acadêmica do Curso de Pós- Graduação em Pesquisas Educacionais na UEA.


O sistema centro europeu, o neoliberalismo, e de periferia, agem com injustiça através do desequilíbrio social, fazendo cada dia mais imergir no ostracismo a dignidade e a liberdade do ser humano. As lutas de classes só surgem através da linha de pensamento filosófica de Karl Marx Heirnrich (1818-1883). Essa prega a igualdade social e a dialética entre as categorias sociais, porém nunca foi bem quista e nem bem vista aos olhos dos donos dos espaços e do tempo dos homens servis e que se mantém atados a um sistema capitalista que corrobora com escravidão dos direitos humanos e dos países colônias. Continua forte e difícil de se romper essas barreiras, porque que detém o poder procura cada vez mais se fortalecer pelo saber, tornando os outros, as avestruzes de seu domínio. Isso acontece porque não há uma real preocupação da política-pedagógica em promover e assegurar uma pedagogia libertadora capaz de construir o ser humano por meio de um ensino que equilibre as desigualdades sociais, a partir da conscientização sobre a sua condição social e cultural e inserir o “oprimido” no mundo dialético e epistemológico, em condições de igualdade, partilhando de uma autonomia sócio-política-econômica, com todos os outros sujeitos dentro de uma sociedade democrática e solidária.
Na verdade a Educação tornou-se mais popular na atualidade. Por muito tempo foi privilégio apenas dos “ociosos”, os ricos, desde a época da Grécia Clássica e Helenística. Continuou durante a soberania de Roma que fortaleceu o Cristianismo e dominou o ocidente por mais de um milênio, com o seu pensamento obsoleto filosófico/teológico educacional, da Idade Média. Os privilégios da Igreja como dirigente dos povos juntamente com os reinados, foi até o final da Sociedade Feudal e o “não-ser” , continuou como a vítima inocente e inconsciente da mistificação político-pedagógica das elites e do imperialismo. Surge então uma nova era, a do Mundo Burguês. Detentores do poder e logicamente também do saber, porque os estudos e as pesquisas financiadas pela burguesia estavam voltadas para as produções que enriqueciam cada vez mais as elites. Inicia a queda do poderio real e da Igreja, porque os “castigos divinos” perdem o seu valor perante a evolução da ciência. Essa a classe, vai promover grandes mudanças no cenário mundial e grandes transformações a nível social, político, econômico, ideológico, familiar e educacional..Os burgueses são nesse momento os protagonistas da história universal. Proprietários das riquezas, dos grandes negócios globais e isso, permanece até hoje, monopolizam os interesses políticos, industriais e comerciais, governam o mundo por meio do monopólio do mercado de trabalho. A reforma protestante enfraquece o Clero e fortalece o Estado que controla a vida política e econômica, com o total poder de coerção e conciliação. A partir daí a História da Educação toma outro rumo. No conhecimento permeia outras Ciências, como a Psicologia, a Sociologia, a nova Pedagogia etc e por uma nova visão do sentimento familiar, com as primeiras noções de privacidade da família antes inexistentes e a sistematização do estudo na escola, como a continuação da educação do lar. Todavia, como sempre, isso só ocorre para quem pode pagar pelos estudos dos seus filhos e as outras crianças? Simplesmente, o ostracismo, o silêncio, a escravidão das idéias.
No século XIV, as sementes da Educação Moderna, surgem na Itália, por meio do pensamento filosófico humanista, que tem como objetivo formar todo e qualquer cidadão. A burguesia valoriza o esforço pessoal e não a procedência nobre. Está preocupada com a formação integral do ser humano, na ética, estética, políticas, sociais e morais, sendo o seu modelo difundido por toda a Europa, retornando o amor ao saber e a verdade cultuados pela filosofia greco-romana. Fortalecido pela criação da imprensa e pela Reforma Protestante, nasce um novo homem disposto a se livrar da superstição e da intromissão da igreja na sua vida política, social, econômica e civil, o burguês. A colonização do Brasil por Portugal foi trágica para a educação porque essa ficou à deriva por quase quatro séculos. A primeira Universidade, é fundada na década de trinta do século XX e ainda não completou um século de existência e a primeira escola para mulheres é criada em Olinda, 17 anos antes, em 1915. Pertencemos a um país jovem e não é à toa que o professor carece de uma melhor formação filosófica para praticar a sua missão docente, porque não somos berço de nenhuma civilização forte nem de uma linha de pensamento filosófico que tenha perpassado o mundo para refletir na sua negação ou aceitação e nem tão pouco os detentores de uma ideologia que sirva de paradigma para as outras nações. No entanto, assim como outros grandes países, nós tivemos grandes personagens que foram relevantes para as ciências no universo e sobre o tema destacamos com prioridade algumas pessoas que contribuíram ricamente com seus legados para a História da Filosofia Contemporânea da Educação Brasileira: o Cientifismo do positivista, Benjamin Constant, que conduziu a sociedade brasileira ao mais elevado grau de sua evolução histórica, através do estudo das ciências; Anísio Teixeira, assinante do Manifesto dos Pioneiros da Educação nacional em 1932, e que defendia a educação de qualidade e gratuita como um direito garantido pelo princípio democrático, e finalmente o pedagogo e filósofo Paulo Freire. A sua pedagogia libertária e contra a opressão repercutiu no mundo inteiro. Afirmava que só a reflexão e o discernimento podem garantir a autonomia e cidadania do ser humano. Sua contribuição é inestimável para o fortalecimento do viver social, cívico e histórico do homem, e sua crítica a educação bancária, como a “cultura do silêncio”, e da servidão (FREIRE, 1994), enquanto a educação democrática, é a cultura que prega o direito a liberdade e igualdade entre os homens.


O QUE É O HOMEM? AS CONCEPÇÕES DE HOMEM SOB O PONTO DE VISTA FILOSÓFICO
1 - Perspectiva cosmocêntrica: para os gregos da antiguidade, o cosmo era a força motriz de tudo e de todos os seres do universo. O homem era um joguete nas mãos do destino, dos desígnios da fatalidade.
2 - Perspectiva teocêntrica: época medieval, influenciada pela filosofia do Santo Tomás de Aquino, que se refere a Deus como o “Ser Supremo”, e que Ele criou o homem a sua imagem semelhança, dotando-lhe de intelecto para diferencia-lo do animal irracional, denominado de humanismo cristão. Caracteriza a escola conservadora e tradicional, que defende o conteúdo humanista em detrimento das ciências experimentais e concebe o educador como o sábio, que deve ensinar ao menos sábio, o educando.
2.1 - Gnosiologia teocêntrica: cabe ao educador transmitir o conhecimento a educando, que nesse momento representa a figura do “Ser Supremo”, a autoridade máxima que detém o conhecimento. Ao educando cabe o esforço de aprender as noções sobre o mundo, os seres e as coisas e as idéias são mais importantes do que os fatos que o tempo comprovou como verdadeiras e duradouras. Nessa Concepção humanista cristã caracteriza-se a educação apegada a tradição, não privilegia a aprendizagem e sim o ensino, e o produto dele é o conhecimento. È um processo de aprender a conhecer.
3 - Perspectiva antropocêntrica: o homem como o centro de todo pensar e agir humano no mundo. É o destronamento de Deus, diante das ciências, o advento da modernidade, que caracteriza a teoria educacional como pragmática, uma concepção que valoriza o homem, privilegia as ciências e o método científico para abordar o real. Pragma vem do grego e significa ação, mas não é qualquer ação, mas aquela que é útil, funcional que garante a valorização e progresso da vida individual e social, mas quando constatada a sua inutilidade passa a ser falsa e recusa a pretensão de se alcançar uma verdade absoluta com validade para todos os seres e saberes. Caracteriza a chamada escola nova, progressiva, que promove mudanças gradativas na comunidade. O educando passa ser o centro de toda prática pedagógica, e o educador, o seu orientador, visando a aprendizagem e qualificação que permita sua interseção na sociedade, mas sem punição ou coerção, somente o despertar pela consciência da responsabilidade instituída.
3.1 Gnosiologia Antropocêntrica: O pragmatismo (ação), é a concepção pedagógica antropocêntrica e seu ideário diverge completamente do humanista cristão. O conhecimento é produto do da estratégia que o educando utiliza para resolver o problema que lhe foi despertado o interesse. É o ato efetuado através da curiosidade para conhecer os fatos, sejam históricos, políticos ou sociais e que só tem sentido se for compreendido através da conexão com outras atividades interessantes e possa ser reconstruída experimentalmente por meio de relações ativas que o educando estabelece com o seu meio natural ou social para promover mudanças.
4 - Perspectiva sistêmica: as descobertas da física moderna, por meio da teoria quântica, que tem como pressuposto, de que as coisas e os seres devem ser definidos por meio de suas relações e inter-relações com o mundo. Conforme Capra (1996), o universo é visto como uma teia complexa e só a consciência humana é capaz de interferir, penetrar e se relacionar com o todo, através de processos ou eventos, por meio de sistemas aberto, inacabado, provisório etc, mas que seja dinâmico para poder definir essas inter-relações. O homem deve aprender a conviver com a dualidade, a incerteza, a tensão da contradição, o dinamismo dos opostos que caracterizam o universo e que por sua vez para suportar essa ambivalência, precisa aprender a pensar sistematicamente, a conviver com a flexibilidade e com a complementaridade dos opostos, com o devir e pensar heuristicamente. Para Morin,
Estamos a um só tempo, dentro e fora da natureza. Somos simultaneamente cósmicos, físicos, biológicos, culturais, cerebrais, espirituais [...]. Somos filhos do cosmo, mas até em conseqüência de nossa humanidade, nossa cultura, nosso espírito, nossa consciência, tornamo-nos estranhos a esse cosmo do qual continuamos secretamente íntimos (apud/PELOSI. 2005, p. 48).
Conforme Oliveira (1989), a epistemologia genética de Piaget, no campo Educacional, converge em alguns pontos com a concepção sistêmica, quando se refere que tanto o educador e educando são ambos sujeitos epistêmicos; o homem é um projeto a ser construído em sua relação transformadora com o ambiente, o inacabamento do homem; o ser humano como um sistema auto-regulável aberto, e a reequilibração desse sistema sob processos adequados para complementariedade por meio da assimilação e acomodação, uma inter-relação dinâmica em nível de conhecimento que deve respeitar a organização biológica interna, ou seja a sistematização adequada ao indivíduo.Vale salientar que Jean-Piaget, concorda com filósofos e cientistas que não considera a emoção, característica da inteligência emocional e responsável pelos sentimentos na vida mental, componente importante nas inter-relações dinâmicas do sistema aberto do homem. Complementa então,
A dissociação entre eu e o mundo, ou entre eu e o corpo, ou entre eu e o meio ambiente, transforma a realidade em coisa alienante; entramos em conflito conosco, com nossos semelhantes, com o mundo. A solução é restabelecer a mais completa ligação ou cooperação eu/mundo, coisa que nossos corpos já sabem fazer, nossos ossos também, mas nosso cérebro não sabe porque foi ensinado a ignorá-la. [...] Impõe-se deixar de considerar tudo - meio ambiente, sociedade, Deus – como algo separado de nós. Impõe-se ainda descobrir uma religiosidade sem culpabilidade – outra conseqüência do ego. (idem, 2005)
É importante que a escola considere a educação como um todo, juntando mente, corpo e coração em sala de aula e entrever a unicidade do todo e de tudo. A prática pedagógica do professor deve buscar desenvolver todos os valores no processo ensino-aprendizagem, porque tanto o educando como o educador, são totalidades de sistemas em aberto, inacabados ou provisórios e por isso é contínua a sua transformação.
4.1 - Gnoseologia Sistêmica; Enfocando a teoria genético-espistemológica de Piaget, que considera o conhecimento resultado das inter-relações sucessivas entre o sujeito cognoscente e o objeto cogniscente, onde o conhecimento se constrói mediante a ação que o sujeito pratica para conhecer o objeto e na resistência desse para ser conhecido e assimilado pelo sujeito Quando o aluno interage com o objeto e esse se opõe a ação assimiladora, o sujeito tem que utilizar novos instrumentos cognicivos que lhe permitam conhece-lo. Esse segundo momento da interação do sujeito com o objeto constitui uma acomodação, porque o conhecimento transforma o sujeito e também o objeto quando assimilado pela estrutura biopsíquica do educando-sujeito, é nessa complementariedade de assimilação-acomodação que o conhecimento é construído. As condições que possibilitam o conhecimento do objeto, não são inatas no indivíduo, mas são trabalhadas nas suas estruturas mentais pelo sujeito-educador e construídas na interação com sujeito-educador-meio, físico e social em que o sujeito-educando se encontra.
4.2 – Significado de Sistema: Conforme, O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INEP), “Sistema, é um conjunto de partes que se integram de modo a atingir um denominado fim, de acordo com um plano ou princípio”. (apud/SOARES/OTRANTO. 2005, p. 10), significa que, todo sistema é formado por um conjunto de elementos e não é suficiente se juntar as partes de um todo, para que se tenha um sistema, é preciso que essa pluralidade de elementos se combinem entre si, depois de integradas e organizadas para formar uma determinada estrutura, com a finalidade de realizar uma função ou um predeterminado tipo de trabalho, sabendo-se que o objeto da análise sistêmica não é a totalidade, mas a especificidade de um fenômeno. O uso da análise sistêmica pode ser abordada e utilizada em vários campos do saber, contribui para explicar, comparar, avaliar, prever os aspectos real de um fato a ser estudado, a realidade relacionada a um evento. O objetivo prioritário é o da explicação, exemplo: sistema digestivo, sistema educacional, sistema social, sistema escolar etc. 4.3 – Sistema Educacional: a perspectiva sistêmica foi muito importante para a elaboração da sistematização do ensino, escolar e o sistema educacional, de forma científica. Definição de Fernando Azevedo,
Constitui uma pluralidade de organizações públicas e particulares, um conjunto mais ou mesmo complexo de unidades escolares, de natureza e níveis diferentes, superpostos, hierarquizados e ligados entre si por suas relações de coordenação e subordinação e, pois, por uma unidade de direção (idem, 11).
O sistema educacional, possui características encontrados em qualquer outro sistema, como a pluralidade de elementos que se unem e se complementam por meio de diferentes atribuições e relações de interdependência: escolas públicas e privadas, Ministério da Educação, Conselho Nacional de Educação, as Secretarias de Educação Municipal e Estadual, Conselhos de Educação Municipal e estadual, bibliotecas, museus e outras instituições que se dedicam à educação, de forma hierarquizada e caracterizada por diferentes níveis administrativos que tem como objetivo o planejamento para o atendimento das necessidades de uma determinada população e portanto existem vários fatores que influem em sua organização: histórico, geográfico, econômico, filosófico, político, social, cultural, racial, religioso, lingüístico etc. importantes para a vida e sistema social de um país. É importante esse conhecimento para a formação pedagógica do professor, porque um sistema escolar reproduz em seu interior a desigualdade social, o individualismo, a exploração de uns pelos outros. Cabe ao educador a luta contra as injustiças sociais que tendem se instalarem e se reproduzirem dentro da escola de forma alienante. Nesse momento é importante o seu conhecimento cultural, político, filosófico etc, do professor, porque a ausência da fundamentação teórica o torna uma vítima de flutuações pedagógicas que se constitui um obstáculo ao desenvolvimento do espírito crítico (LIBANEO, 2003).
5 – AXIOLOGIA: TEORIA DE VALORES
A Axiologia é o estudo filosófico dos valores em geral, denominado por “A teoria dos Valores”. Os primeiros textos que empregaram esse termo, são: LAPIE, P. Logique de la volonté (1902, p. 385); HARTMANN,E. von.Gurndriss der Axiologie (1908) e URBAN, W. M., Valuation, 1909). Derivada da palavra axioma, que originariamente significava dignidade pelos escolásticos e Vico; pelos estóicos para significar valor, para evidenciar o enunciado declarativo que Aristóteles chamava de apofânico, negação; e de princípio, por Santo Tomas de Aquino (apud/ABBAGNANO, 2003). Existem valores que são considerados universalmente positivos, como a vida, liberdade, dignidade, amo, solidariedade etc. Outros têm valores relativos às necessidades imediatas do ser humano, ou da sociedade, como exemplo: alimentação, trabalho, prestígio, produtividade, lazer etc. Em ambos, é na concretude do contexto que elas têm significados que variam de pessoa para pessoa ou de sociedade para sociedade. A abordagem axiológica em educação focaliza como tema principal, o comportamento ético-moral do educador.
Pautado no estudo filosófico da educação no texto da LDB/96, Título II, 2º parágrafo, extarído de Cury (2002). Dos princípios e fins da Educação nacional – Art. 2º: A educação, dever da família e do Estado, inspirada nos princípios de liberdade e nos ideais de solidariedade humana, tem por finalidade o pleno desenvolvimento do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.
Esses são os conceitos, Dos Princípios, em que se baseia a Lei da de Diretrizes e bases para a Educação: Liberdade, solidariedade, cidadania e trabalho que colocaram acima dos demais, atribuindo-lhe um significado, no sentido positivo, que se denomina valorar.
O valor é uma atribuição dada por um sujeito a um significado (positivo ou negativo). Existem várias categorias de valores, como: valores morais, do bem e do mal; valores lógicos, do verdadeiro ou falso; valores sociais, justiça e injustiça, valores vitais, repouso e atividade; valores religiosos, sagrados ou profanos etc. Quantos aos valores relacionados às necessidades humanas, podemos classifica-los : 1 - Valores éticos, que atendem as necessidades de convivência: responsabilidade, honestidade, lealdade, solidariedade; 2 - Valores de lógicos, atendem às necessidades de inteligibilidade: coerência, ordenamento, seqüência etc; 3 - Valores estéticos, atendem as necessidades de criar e/ou admirar o belo natural ou produzido: a arte, a harmonia, o pôr-do-sol, o canto dos pássaros, o amanhecer e o horrível, uma erupção vulcânica, incêndio, enchente, furacão; 4 - Valores religiosos, que atendem as necessidades de relacionamento com transcendência: sacralidade, pecado, perdão, caridade, humildade etc; 5 - Valores sociais, atendem às necessidades na inserção no grupo social: amizade, educação, cultura, urbanidade, trabalho, cidadania, autonomia etc. 6 - Valores vitais, atendem as necessidades somáticas: o alimento, higiene pessoal, do meio ambiente e outros.
O educador tem por obrigação de conhecer, praticar e levar o educando a refletir sobre a necessidade da prática dos bons valores e negar os maus, não só no dia-a-dia escolar, mas no cotidiano da vida, porque o conhecimento desses conceitos fazem parte da formação integral.. Qualquer cidadão deve saber conceituar, valorar e também fazer o paralelo do que é benéfico ou maléfico, compreendendo o sentido que os bons princípios representam na vivência dentro a sociedade.. O bom mestre, é àquele que serve como espelho e reflete com propriedade o que é compromisso, responsabilidade, respeito etc, servindo como grande exemplo, buscando abstrair dos alunos o desejo de viver com justiça, moralidade e dignidade, porque a educação é uma prática social histórica e ninguém pode ficar isento dela, se quer partilhar de uma comunidade, grupo social ou do mundo é preciso saber respeitar a hierarquia e as situações concretas na inter-relação homem-homem e homem-mundo.. Nesse sentido trará à tona os também os chamados, Juízos de Valor e Juízo de Realidade, que é uma operação intelectual que consiste em saber fazer a relação entre idéias, conceitos e fatos e que à todo momento os estamos emitindo : O vestido é bonito. Marta agiu errado. (Juízo de valor) atribuindo um significado positivo ou negativo a algo; A televisão caiu da mesa. Maria bateu a porta. (Juízo de realidade), afirmando (a negação ou também é uma afirmativa) a existência factual de algo.
Dois conceitos básicos e preponderantes na questão axiológica: A Ética, que é a parte filosófica dos fundamentos morais pertinentes ao agir humano, consciente, livre e responsável; A MORAL, que se refere ao conjunto de costumes e normas que regem o comportamento humano de um grupo social e em dado momento dessa sociedade, porque há um significado e abrangências para as palavras, Ética e Moral, que normalmente são confundidas como sinônimo, entretanto a Ética está ligada a própria consciência do “ser”, uma postura virtuosa assumida pela verdade. Essa práxis do bem comum universal é totalmente independente da interferência do meio. A Moral, diz respeito às leis, direitos e deveres sociais a que está submetido o homem e quando esse descumpre algum tipo de paradigma do seu meio, sofre sansões e repreensões, já pré-estabelecidas e devidamente especificada por cada norma ditada pela sociedade em dado momento histórico, porque o ético e o moral, se impõe por si mesmo e não é preciso argumentos racionais nem discurso reflexivo para ponderar, mas força e virtude para explica-los, conforme Paviani em 1988,
Não é a ausência de um código de ética que nos impede de refletir sobre o comportamento ético do professor. Ao contrário, até o exame da raiz morfológica e da origem semântica dos termos profissão e professor dizem a mesma coisa: Isto é, o professor enquanto é aquele que professa, também, neste exato sentido, o profissional por excelência. Por isso, o professor como profissional da educação não apenas acrescenta às suas atividades técnicas e científicas uma dimensão ética, mas realiza uma atividade essencialmente ética. Sua ação como educador expressa uma escolha que influencia o comportamento do estudante (apud/PELOSI, p. 59)
Daí porque a reflexão crítica e radical do comportamento ético-moral na práxis pedagógica do professor torna-se fundamental, já que a educação é constituída como uma prática social, envolvendo atos que consubstanciam o procedimento moral e que podem e devem ser examinados e postos em vigência sob o ponto de vista ético-profissional, para influenciar e ter como retorno gratificante, um comportamento ético e moral do educando, porque os conflitos não se apresentam nos postulados científicos, mas sim na ação e convivência diária, da sala ou fora dela, que devem ser contornados e bem orientados, porque a educação moral é o objetivo mais perseguido pela escola e a sociedade. Portanto, cabe ao professor demonstrar um bom relacionamento com os alunos, colegas, escola e seus administradores. Ensinar educação moral como uma das metas da escola e ser imparcial. Tomar decisões, escolhas, o tráfego de influências, controles de comportamento através da ética, sem discriminação ou privilégios. É uma tarefa delicada, porque mexe com emocional humano, mas que se deve deixar a razão prevalecer, porque incidirá como um bom exemplo para criar de maneira saudável, uma mentalidade moral e ética, nos que ainda de certa forma, estão aprendendo a avaliar o que é certo e errado para a sua formação pessoal.
Por fim, depois da referência sobre os princípios da Educação Nacional, temos que definir qual seria a questão axiológica da finalidade para a educação brasileira. Relendo o Título II da LDB/96, o cabeçalho: Dos princípios e fins da educação nacional, verifica-se que a finalidade da educação é o pleno desenvolvimento do educando, sendo esse Os fins, do projeto educacional nacional: Metas e Objetivos, que embora sejam palavras sinônimas, dentro do contexto passam a ter significados diferentes. AS Metas: a meta ideal final de todo o processo educativo vivido pelo educando durante toda a sua vida escolar. Os Objetivos: que também são metas, entretanto, significam as metas concretas e próximas, estabelecidas por um programa sistematizado e para serem atingidas, ao final de cada unidade, período ou ano letivo, desde a primeira instância até o terceiro grau , a esses fins são atribulados valores educativos. 5.1 - Perspectiva antropológico-filosófica TEOCÉNTRICA: privilegia o transcendente, o humanismo cristão que prega a existência de valores imutáveis, perenes que devem orientar toda a vida humana. Um rumo para a comunhão com a divindade e, na sala de aula representada pelo educador que merece do educando respeito e obediência e em nome dessa autoridade forma as gerações segundo os padrões do bem e do bom, próprios de uma consciência religiosamente educada, com disciplina rigorosa, liberdade controlada, esforço aplicado aos estudos, asseguram ao educando a aquisição dos bens culturais da humanidade e sempre que o educando demonstrar ter conseguido vencer suas tendências negativas, recompensa e louvores lhe são dispensados.
5.2 - Perspectiva antropológico-filosófico ANTROPOCÊNTRICA, considera o ser humano o pólo irradiador dos valores (pragmatismo), que privilegia a atividade criativa do educando, a espontaneidade, a curiosidade que leva a descoberta pessoal do conhecimento, no ambiente escolar estimulante e democrático. O educador exerce o papel de incentivador dos interesses e apóia as aptidões dos alunos, respeitando a individualidade que é o valor da prática pedagógica.
5.3 - Perspectiva antropológico-filosófica SISTÊMICA, como se refere Capra (1988), que o valor supremo é o “saber imerso no fluir natural das coisas e habilidade de agir em harmonia” (apud/PELOSI, p. 62). Para alcançar esse valor maior, o reconhecimento da relatividade e da transitoriedade e da inter-relação de todas as coisas e seres no universo, a complexidade, torna-se fundamental. O BOM significa o equilíbrio dinâmico, e o MAU o desequilíbrio. À parceria e a cooperação, são valores interativos próprio do pensamento sistêmico, holista e não-linear onde educador e educando participam de uma experiência dinâmica, de construção e reconstrução da consciência ecológica, denominada por Guattari (1991) como ecosofia, a sabedoria ecológica, sistêmica, valor a ser construído na parceria homem-mundo e que reconhece que existe uma interdependência entre todos os sistemas vivos, conectados por uma rede de inter-relações que obrigam a parceria, flexibilidade, a diversidade e conseqüentemente, a reciclagem, esclarece Capra (idem).


6 – A QUESTÃO POLÍTICA EM EDUCAÇÃO
Ninguém poderia negar uma das mais importantes contribuições filosófica dos gregos para a história do mundo: a criação da Política, para organizar a vida do homem na terra.
Enquanto a Filosofia da Educação se propõe a alcançar pela práxis pedagógica, os fins e os valores educativos a partir de uma concepção antropológica, a política da educação tem a função de estabelecer meios legais para implantar e operacionalizar a proposta educacional concretizada através do currículo escolar, para o sistema da rede particular e/ou pública, a filosofia/política adotada pelo Estado é determinada pelo momento histórico. O Estado é radical quando transmite o modelo social de comportamento da classe dominante como o ideário para toda a sociedade e o projeta para ser assimilado por todos os educandos. Isso deve ser desmistificado e contestado pelo educador, porque a educação influencia na personalidade do ser e vai formar o superego e o ego ideal para o educando, de acordo com as normas sociais vigentes das relações de força dominante, impondo regras contraditórias com a sua condição social, porque a escola é, um veículo transmissor de idéias políticas e no cotidiano escolar do educando de baixa renda, não se concretiza as situações de igualdade, liberdade e justiça, como ocorre com a classe dominante. O professor tem a responsabilidade em alertar os alunos contra os abusos cometidos pela escola de ensino sistematizado que serve de espaço político para difundir os interesses da classe privilegiada, principalmente por meio do fazer pedagógico, alienando o estudante pelo conformismo.
O Estado como o organizador político-jurídico-administrativo de um país tem que expressar por lei a sua filosofia política. No Brasil, esse momento histórico é movido pelo liberalismo moderno ou neoliberalismo e o regime político é a democracia representativa em que os cidadãos através do voto elegem seus representantes na esfera governamental.
O ideário do liberalismo começa com Lutero no século XVI, como uma doutrina religiosa, o liberalismo religioso e Locke, no século XVII transforma sua doutrina política para opor-se ao poder absoluto do Estado. No século XIX, com Adam Smith o liberalismo assume uma postura de doutrina econômica contra a gerência do Estado sobre a economia, o “laissez-faire”. Na atualidade, o neoliberalismo admite a intervenção do Estado na economia e reconhece os direitos civis (à vida, à liberdade de ir e vir etc), cívicos (de voto, de reunião de sindicatos etc) e sociais ( a educação, segurança, trabalho etc), culturais (de autoria, manifestação artística etc), econômicos (propriedade privada, salário etc) com base na democracia, assumindo a forma de Estado de Direito, que significa a subordinação dos poderes públicos, às leis gerais do país e essas leis, ao reconhecimento dos direitos fundamentais do homem, considerados constitucionalmente invioláveis, diante dos quais todos os cidadãos são iguais e a educação passa a ser considerada um direito social.
A democracia é a forma de governo mais desejada em todo o universo, no entanto ainda permanece como uma utopia. Na concepção moderna seria, demos: povo, kratos:poder, significa governo do povo e para o povo, mas não o é, pelo menos no Brasil. O povo elege os seus representantes que deveriam intervir nas decisões que deveriam promover o bem estar de toda a sociedade, mas isso não ocorre. A manipulação dos interesses é feita para pequenos grupos, donos do tempo e espaço dos trabalhadores que se vêm encurralados e explorados por uma minoria seleta.
A liberdade é um dos corolários da democracia, não uma dádiva, mas sim, uma conquista. Ela se realiza na inter-relação com o outro, na solidariedade, penetrando assim na esfera moral e ética. Pressupõe-se o direito de exerce-la com responsabilidade e o dever de ser exercida com justiça. A cidadania também é um direito democrático que implica também em deveres definidos pelas leis da sociedade, mas o pluralismo das idéias contidas na palavra de origem grega, entre elas, a neutralidade, não ocorre em sua essência. É exercida no sentido real de sua palavra: demo: do povo, rico. Cracia, poder, concentrado pelas elites. Cabe ao educador, não deixar a “massa” ser seduzida por ideologias vazias, e capitular diante dos poderosos. A consciência crítica só é obtida através do conhecimento cognitivo e a reflexão é a arma mais poderosa contra uma política desumana e centralizada.


7 - FORMAÇÃO PROFISSIONAL, O PAPEL E A ÉTICA DO PROFESSOR
Na atualidade se exige do educador um leque de conhecimentos que vão configurar a sua formação e competência profissional, que devem ser destacados como saberes essenciais à sua prática pedagógica. Além de possuir competência para atuar nas especificidades temáticas, como português, história, geografia, química etc, em paralelo conhecer sobre as questões políticas, ideológicas e filosóficas, com a finalidade implementar em sala de aula, uma ética solidária e responsável, contra a ética utilitarista e antropocêntrica que domina hoje a sociedade, formando cidadãos comprometidos em constituir justiça social para todos. Pessoas críticas, capazes de elaborar análises e resolver problemas por meio de suas próprias alternativas nas atribulações e conflitos do cotidiano.
O professor deve contribuir para com que as instituições, em qualquer nível de ensino, construam projetos político-pedagógicos com propostas curriculares emancipadas curriculares, com senso crítico e contextualizadas. Planejar programas formadores e atentos aos desafios, incentivando a pesquisa e inovando as metodologias, sobretudo nas universidades, que utilizam o paradigma cartesiano, fragmentando e separando os campos do conhecimento. Atento em integrar e promover a homogeneização de processos, saberes, e priorizando o método da complexidade. Leff reflete,
[...] assumir com paixão e compromisso a criação de novos saberes e recuperar a função crítica, prospectiva e propositiva do conhecimento; gerar um saber eficaz e inventar utopias capazes de levar os processos de mudança histórica a idéias de igualdade, justiça e democracia; criar novos conhecimentos, métodos e técnicas para construir uma racionalidade social, na qual os valores culturais e os potenciais da natureza, desdenhados pelo empenho produtivista da modernidade, orientem o renascimento da humanidade no novo milênio (apud/SOARES/OTRONTO. 2005, p. 88).
Sua reflexão demonstra, o que se faz necessário para à formação competente do profissional professor: Uma vivência constante em construir e inovar, essencialmente a prática pedagógica, crítica e criadora, revertida em ações que propaguem o conhecimento e fortaleça a ciência. Nada é mais importante do que se conhecer as suas possibilidades e se investir para ultrapassar os limites. Ensinar exige muito mais do que “vocação”, implica compromisso social, cultural etc. A produção da educação é simplesmente um ato político, baseada no conhecimento científico, em prol da difusão dos ideais democráticos, respeito pelo direito alheio e capacitar para formação profissional e intelectual.
O educador deve trabalhar motivado em contribuir para a ampliação dos saberes do educando. Para partilhar dessa construção e investir na dinâmica do conhecimento é preciso dominar os conteúdos epistemológicos e auxiliar o educando a apreende-lo nas formas prática e teórica, porque não pode haver dicotomia entre ambos. A práxis educativa compartilhada produz o sucesso no ensino-aprendizagem quando se respeita a capacidade, o ritmo de apropriação de conhecimento de cada um, e o momento adequado à aprendizagem de determinado conteúdo sistematizado. Esse é um dos grandes talentos do real professor, saber o momento exato para utilizar seu pragmátismo e ter criticidade sobre a forma de sua condução, estratégia ou técnica utilizada em sala de aula. Essa consciência da auto-avaliação é a contribuição mais importante para o ensino que o professor pode doar, porque a reflexão sobre a sua forma de informar, se, a orientação está sendo elaborada de forma correta ou não, reforçará o processo de pensar, associar e questionar, conseqüentemente haverá uma melhor qualidade tanto no seu desempenho quanto na aprendizagem, gratificante para ambos, uma troca muito gratificante entre educador e educando.. Essa preocupação faz parte dos questionamentos da área filosófica da Ética. Ser ético exige qualidades, comportamento e postura do profissional. Implica em ser justo, bom, correto, adequado e principalmente buscar justificativas para se obedecer as normas impostas pela Moral e o Direito. O compromisso de aderir voluntariamente a um conjunto de regras estabelecidas e mais adequadas para se exercer a profissão, sob a forma de juramento ou não, quando uma profissão tem um código de ética que a regulamenta, há outras séries de atitudes que devem ser respeitadas e exercidas, como: colaboração, solidariedade, generosidade, respeito e outros. Gramsci encerra uma reflexão fundamental,
È uma ilusão e um erro supor que “melhoramento” ético seja puramente individual: a síntese dos elementos constitutivos da individualidade é o “individual”, mas ela não se realiza e desenvolve sem uma atividade para o exterior, atividade transformadora das relações externas, desde as com a natureza e com os outros homens – em vários níveis, nos diversos círculos em que se vive – até a relação máxima, que abraça todo o gênero humano. Por isso é possível dizer que o homem é essencialmente “político”, já que a atividade para transformar e corrigir conscientemente os homens realiza a sua “humanidade”, a sua “natureza humana” (1995, p. 47)
O professor deve estar ciente sobre a ética que exige a sua profissão, verificando o seu próprio procedimento, principalmente quando se refere em propiciar ao estudante, a percepção e o entendimento, de que o conhecimento não é neutro, mas a escola e nem o professor podem se portar com neutralidade, lutar para que o aluno seja respeitado como ser humano, independente da classe social, cor ou credo. A dignidade deve ser preservada eticamente.
8 - O CIENTIFICISMO DE BENJAMIN COSNTANT BOTELHO DE MAGALHÃES
Nos primórdios do regime republicano, em 1889, Benjamin Constant (1836 – 1891), era Ministro da Instrução Pública, Ministro dos Correios e Telégrafos. Estabeleceu as normas legais para o funcionamento do ensino escolar no Brasil. Era Militar do Exército, foi professor de matemática de várias escolas militares e Diretor do Imperial Instituto dos Meninos Cegos, no Rio de Janeiro, atualmente leva o seu nome . As reformas que implantou no ensino brasileiro eram pautadas na doutrina filosófica de Auguste Conte (1798 – 1857), do qual era adepto, uma doutrina ético-social e política fundamentada na ciência e que Conte definia como lei da evolução que partia dos fenômenos gerais e mais simples para os fenômenos particulares e mais complexos. Para se conhecer esse sistema curricular organizacional que deu suporte no início do regime republicano é importante saber um pouco do Positivismo que tinha como ápice, a Moral.
Auguste Conte fez a sua dedução por meio da observação de como se processou a formação das ciência. Iniciou com a matemática, chegou a astronomia, depois a física, à química, biologia e à física social, que é a sociologia, fundada também por Conte, e depois desenvolvida e divulgada por outros estudiosos, sendo Durkheim um dos principais. De acordo com o Positivismo, só existiam essas ciências como base, as outras estariam embutidas nessas sete citadas. Aplicando a lei da evolução no estudo das sociedades humanas, identificou uma passagem espontânea de um estado para o outro e a essa escalada progressiva denominou: Lei dos Três Estados. O primeiro é o Teológico, em que os fenômenos que ocorriam no mundo eram atribuídos a seres sobrenaturais; o segundo, Metafísico, em que os fenômenos eram explicados por forças abstratas e o terceiro, o Positivo, os fenômenos são explicados por meio de leis que regem as relações entre os fenômenos, as leis científicas, estabelecendo um consenso entre idéia de ordem e idéia de progresso, através de oscilações e não linearmente.
O estado Positivo, é o conhecimento científico, real, útil, certo, preciso e relativo. O estado normal em que a vida individual, familiar e social é ordenada pela religião sem Deus, mas é a religião da Humanidade, cujo o ideal é a fraternidade universal, a congregação de todos os seres humanos e que o espírito positivista, possibilita ver para prover.
Sendo um positivista, Constant, enfatizou o estudo das ciências nas escolas, que incluíam a parte teórica e a outra prático-profissional com novas formas, técnicas de estudo/ensino e de acordo com a disciplina estudada. Criou um órgão que hoje chamaríamos de provedor de reciclagem para os professores públicos e particulares, o Pedagogium. Fundou a Revista Pedagógica, depois transformada na Revista Brasileira de Estudos Pedagógicos. Seu objetivo foi implantar para a sociedade brasileira, o ensino das ciências, desenvolvendo o espírito científico nas novas gerações,
O Positivismo, tal como Conte elaborou, alicerçado no conhecimento científico, traz em seu bojo uma filosofia antropológica, que remete a uma filosofia de educação. O homem, quando positivamente educado, é capaz de construir uma sociedade que tenha amor por princípio, à ordem por base e o progresso por fim.. (Pelosi. 2005, p. 81)
As reformas de Benjamin, sofreram resistência por parte das elites rurais, como sempre, mal acostumadas a pagar pela mão-de-obra barata, porque era profissionalmente despreparada, minaram seu projeto pedagógico. A Igreja Católica, antes alijada do poder pela separação entre ela e o Estado, começa a reagir e retoma sua influência no contexto nacional. Surgem outras reformas, no entanto, fragmentárias e sem consistência não consolidaram-se e só a partir de 1930, mudanças começam a surgir no cenário da educação brasileira.


9 - O PRAGMATISMO DE ANÍSIO ESPÍNOLA TEIXEIRA
Após Revolução de 1930, a entrada da indústria, provocou mudanças na civilização Brasileira. O capitalismo impunha preparo profissional da população ativa e vários educadores brasileiros influenciados pelos paradigmas educativos do norte-americano e do europeu, reuniram-se para fundar a Associação Brasileira de Educação com o objetivo de implementar escolas novas no país Esse movimento tinha a pretensão da gratuidade do ensino público, em nome do preceito democrático do direito de todos à educação, sua autonomia e a coeducação (meninos e meninas), denominado de manifesto dos Pioneiro da Educação Nacional, publicado em 1932, o ideário escolanovista.. Neste ano também é fundada pela Igreja Católica, o Instituto Católico de Estudos Superiores, no Rio de Janeiro, depois transformado na Pontifícia Universidade Católica (PUC), a primeira universidade brasileira e que contou com a participação e apoio na fundação, tanto do Instituto, quanto da PUC, de Alceu Amoroso Lima (1893 – 1913), que usava o cognome de Tristão de Athayde em suas críticas literárias. A cada dia o aperfeiçoamento para interação do acadêmico com a complexidade dos saberes ali disseminados, surge a cada dia mais novas práticas de ensino para fortalecer a pesquisa e hoje engloba múltiplas atividades, como: Seminário, Pesquisa, Estudo de Teoria, Estudo de Metodologia, Narrativa da Modernidade, Tópicos Especiais, Estudos Especiais etc, e as disciplinas são agrupadas por Linhas de Pesquisas para garantir maior qualidade ao ensino.
Anísio Teixeira (1900 – 1971), assinante do Manifesto dos Pioneiros, defensor de uma educação progressista, como a única capaz de proporcionar ao aluno instrumentos para enfrentar os desafios da nova sociedade que se apresentava, era preciso uma educação que produzisse constantemente transformação para permanecer num progresso ascendente.
Para uma nova sociedade democrática que significava oportunidade igual para todos, era preciso que as liberdades, de expressão, de reunião e de organização, fizessem-se presentes. A escola não pode mais servir aos interesses particulares e privados. A educação passa a ter a responsabilidade do desenvolvimento cognitivo, ou seja, da inteligência dos educandos, para saber exerce-la dentro de uma sociedade multifacetada e plural, e em 1967, Anísio reflete,
A escola pública é o instrumento da integração e da coesão da sociedade e se deve fazer o meio de transforma-la na grande comunidade. O estado democrático não é apenas o Estado que promove e difunde a educação, mas o Estado que dela depende como condição sine qua non do seu próprio fundamento e de sua perpetuação (apud/PELOSI. 2005, p. 87)
As noções escolonovistas, baseadas nos postulados do liberalismo e com vertente pragmática serviu de suporte ideológico de nossas escolas públicas que se transformaram em oficinas de trabalho, onde as idéias eram testadas por meio de experiências e experimentos pelo método de investigação científica, a partir da curiosidade e interesse dos alunos. Para Teixeira, a educação era a forma de elaborar artes por meio de método científico e as ciências fontes para esse conhecimento eram, a antropologia, a biologia, psicologia e a sociologia, todas ligadas a ação e comportamento humano. O pensamento de Anísio atravessou as fronteiras e foi adotado por toda América Latina, mas os custos operacionais tornaram o material didático oneroso e incompatível com a realidade das nossas escolas públicas e a necessidade da improvisação, substituindo quando não a escassez, a ausência do material necessário para a concretização das propostas escolanovistas levou a qualidade do ensino a arrefecer para a meta que se propunha.
10 –A EDUCAÇÃO PARA AUTONOMIA – PAULO FREIRE
Paulo Reglus Neves Freire (1921 – 1997), pedagogo, filósofo, pernambucano, considerava a sociedade brasileira como uma sociedade em transição, reportando-se a realidade social vivida pelo país, devido a ditadura militar. Denominava-a como uma sociedade colonial, anti-democrática, anti-dilogal, fechada, positivista etc, dirigida por uma elite que não permite a mobilidade social vertical de algumas classes sociais. Freire propõe métodos educativos inspirados na maiêutica socrática (469 ou 470 ªC), e uma postura antropológica que inicia pelo diálogo, a inconclusividade do ser humano, movimento dialético, para se estabelecer relações humanas que possibilitem o povo elaborar uma consciência crítica, diante da realidade do mundo que se apresenta e conseguir libertasse da alienação a ele imposta, como sujeito e objeto transformador por meio do ato epistemológico.
Sua pretensão era transformar o ensino tradicional que colocava o professor como o sujeito da educação e o educando na condição de objeto e coloca-los em paralelo, na mesma condição de igualdade, ambos como os sujeitos éticos do processo educativo, seres humanos presentes no mundo responsáveis pela liberdade do outro que se concretiza através de uma sociedade justa, porque a educação não é neutra mais sim um ato político que tem obrigação de romper com a injustiça, a opressão e guiando para a libertação política. Sua concepção era baseada na antropologia fenomenológica, onde o sujeito é tido como infinito e inacabado pois para Freire não existe ninguém completamente educado, mas sim, em diferentes estágios de maturação, sempre abertos para assimilação o saber. Assim como Jean-Jacques Rousseau, do iluminismo Francês (1712 – 1778), Paulo Freire concorda que o educando deve ser provocado desde a primeira infância pelo educador, para se conscientizar da realidade a sua volta e não agir com passividade diante da massificação, conquistando seu espaço para liberdade, percebendo-se como ser histórico que pode modificar uma situação de contradição por meio da educação, quando a prática pedagógica assume uma práxis de ação refletida capaz de modificar não só o sujeito mas também o mundo em busca da liberdade tão sonhada por todos. A união entre a ação e conhecimento científico, isso é a práxis educativa, unir a prática à teoria com harmonia, onde o sujeito, a ação e objetivo da ação são inseparáveis. Portanto uma práxis social, é a conscientização, é ação política e social, sendo que para ele, toda ação educativa é um ato político que abandona a acomodação e rejeita a estagnação das estruturas sociais, políticas, econômicas e luta pela liberdade e igualdade. Essa então seria uma educação com uma prática refletida para realizar um projeto pedagógico capaz de libertar politicamente o ser humano, com firmes propósitos éticos, por meio de um ato pedagógico político para um processo libertário humano. Em seu livro, A “pedagogia do oprimido”, retrata a forma antagônica à pedagogia da opressão, alienação e dominante que leva o sujeito a tomar decisões à partir de seus reais interesses, podendo optar pelo seu destino, por isso ser a reflexão é que vai guiar o homem a consciência crítica, ele afirma: “Ninguém liberta ninguém, ninguém se liberta sozinho: os homens se libertam em comunhão” (1987, p. 52). Essas são a finalidade da pedagogia da libertação, é denunciar as estruturas desumanizantes, anti-democráticas e contra a cidadania do ser humano; buscar um novo projeto de vida para sociedade por meio da alteridade; conscientização política mediada pelo diálogo e guiar para uma postura crítica diante da realidade desumana e centralizadora do poder.
Dessa forma, na sua concepção, a educação é o momento em que o educando e educador se realizam como os seres da práxis educativa, refletindo, agindo num processo continuado que não termina nunca, num processo permanente de libertação, transformando o mundo e a si próprio, na perspectiva aristotélica (384 – 322 ªC), de que o conhecimento humano não é inato, mas elaborado ao longo do tempo e que a finalidade da Educação é a luta pela justiça, contra a opressão e que a liberdade seja um compromisso ético-político-educativo com o ser, o homem no mundo. Para o pernambucano, na educação o essencial é o diálogo entre os sujeitos que querem se tornar pessoas competentes para tomarem decisões, educarem-se entre si, porque “ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo” (1987, p. 68), libertando-o para atingir a sua autonomia e o humanizando através do princípio da alteridade, porque num mundo em que a etnia é plural, precisa-se saber qual a função de cada um, dentro de cada um sociedade, dentro do contexto em que vive, mas não na visão organicista, não é preciso que aja pés braços, ou mãos, as arestas, mas sim, o que realmente é responsável pelo funcionamento da vida com perfeição, os sistemas essenciais, como: sistema nervoso central, sistema circulatório, sistema respiratório e outros.
“Pensar e refletir sobre a ética-libertadora e a libertação-ética de Freire é comprometer-se radical e seriamente com a causa do oprimido e com a sua mais autêntica libertação, libertadora, inclusica, da própria libertação”.


11 -CONCLUSÃO
A cultura está em crise, mas não serão as reformas pedagógicas isoladas que solucionará esse imenso problema universal. É preciso a união de todos os conhecimentos, e somados todos os seus valores para estruturar o que é preciso para amparar o homem em suas necessidades comuns a todos, elencando e entrelaçando todos os fatores, sociais, afetivos, cultural e psicológicos na formação subjetiva dos sujeitos para a sua totalidade, mas que esse saber não se congele em categorias daqueles que aprisionam o direito do outro, o pensamento organicista, que tem como brilho a racionalidade vazia que implementa a desumanização por meio do regime capitalista e porque não se pode pensar que a sociedade burguesa representa toda a humanidade. A busca pela hegemonia unilateral deve ser elaborada de forma obstinada e consciente, para garantir o direito do outro, a liberdade. Para isso acontecer, como diz Fernando Pessoa, “filosofar é preciso”, porque só uma prática pedagógica reflexionada filosoficamente poderá incidir na assimilação e divulgação de um a educação dirigida para transformar a sociedade em igualitária e humana.
Benjamin Constant trouxe a cientificidade para dentro das escolas. Referia-se, que junto ao conceito de dever está o conceito de direito, e onde não há direitos, também não pode se cobrar deveres. Conduziu a sociedade brasileira ao mais elevado grau de sua evolução histórica, quando introduziu na educação brasileira a predominância das ciências no currículo escolar, permitindo a valorização da produção científica, como a pesquisa, trabalhos em grupo e em equipe, buscando por meio da criatividade valorizar o conhecimento.
Anísio Teixeira contribuiu de maneira histórica para a edificação da educação no Brasil. Para ele a educação é a própria vida e não apenas a preparação dela. Sendo vida, é contínua, enquanto vida houver, portanto, ser a reconstrução continuada da experiência. Dentre as conquistas da escola nova, a mais importante foi à formulação do Plano Nacional de Educação, garantindo a educação para todos, como direito constitucional, com igualdade e a mesma oportunidade para todos os cidadãos brasileiros. Até os dias de hoje, devido à grande demanda de estudantes para a quantidade de escolas existentes no país, esse projeto em sua plenitude não se concretizou. Chegar ao terceiro grau ou a universidade gratuita, vindos da escola pública, são gatos pingados que alcançam esse propósito, pois o ensino eletista da escola privada, ainda não permitiu que o seu adversário pegue à dianteira. É preciso se repensar sobre o ensino que privilegia apenas a classe social normalmente ascendente, principalmente o professor que é o responsável pela transmissão dos conteúdos, sua auto-análise, qual a sua parcela de culpa desses resultados frustrantes para os menos favorecidos? Nas obras do filósofo e pedagogo Paulo Freire, encontra-se a prática e a reflexão da ação docente em direção da transformação social. Trabalhar a educação como um ato político que conduza o aprendiz a transpor as barreiras da discriminação de um ensino elaborado por meio de um currículo excludente, sob o julgo de uma avaliação que é tratada como forma de castigo, que cada dia mais provoca a evasão escolar e marginaliza o estudante oprimido. A reflexão crítica filosófica é importante para a pratica transformadora do professor, pois interfere positivamente e favorece a realização de uma análise sobre a forma, a técnica, a didática apropriada para se introduzir um novo postulado a ser apreendido e principalmente a luta pela cidadania, porque, para se reverter o rumo dessa historia, para se garantir o ensino gratuito com qualidade, escolas includentes, integradoras e socializadoras, a responsabilidade em grande parte é do educador. Esse deve ser bem informado, politizado e cônscio dos seus deveres de formar cidadãos aptos e capacitados de administrarem a sua própria vida, principalmente perante o laicismo e a liberdade, ponto crucial para formar uma sociedade justa, como se refere Schopenhauer, que o fundamento da ação moral e ética é a compaixão. Essa deve romper com o mundo fechado pelo silêncio do egoísmo, não ser surda nem cega as dores e aos tormentos que sofrem os escravos cegos pela ignorância do não saber e da inconsciência do direito. É preciso que seja traçado um novo caminho para todos os homens, amplo e claro, para se proclamar uma verdadeira democracia. Governos regidos pelo povo, em prol do bem estar dos povos, onde não seja permitido soterrar o sonho das raças, dos gêneros ou das classes sociais que permeiam o mundo.


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