A IMPORTÂNCIA DAS ATIVIDADES LÚDICAS PARA CRIANÇAS DE 03 A 06 ANOS


Autor: Maria de Deus Oliveira de Siqueira Alves

RESUMO
A Educação, quando encarada sob o aspecto de formar integralmente o sujeito, tem na ‘atividade lúdica’ um elemento de socialização, interação e desenvolvimento do ser humano. Na recreação o lúdico exerce além da função de entretenimento, através dos jogos, das brincadeiras educativas, nas danças e nos movimentos que exploram a capacidade física e mental, também um útil e preponderante elemento para o equilíbrio psicomotor, quando presente nos vários momentos do cotidiano infantil. Em todas as culturas, o brincar mantém um forte elo de ligação não só com a diversão, mas também com a aprendizagem, sendo incontáveis as possibilidades de integrá-lo no fazer diário da educação. Neste trabalho pretendemos mostrar que é imprescindível ao professor perceber que o processo educacional não deve ser feito apenas de forma bancária, bem como perceber que as práticas tradicionais, como único caminho, causam cansaço físico e mental e não proporcionam a mínima interação entre educador e educando, portanto empreender em novos recursos que possam auxiliá-lo no processo de aprendizagem pois, a ausência da ação pedagógica planejada, estimulante, dirigida para obter resultados significativos de aprendizagem, deixa a criança, quando não sonolenta, muito agitada, sem motivação para assimilar os conteúdos. Diversificar a metodologia com novas práticas pedagógicas, investir na atividade lúdica, porque esta sempre estará associada e direcionada ao trabalho educativo que desperta interesse na participação e proporciona a aquisição de conhecimentos de forma alegre e divertida, sendo responsável por maneiras mais acessíveis para explorar o conhecimento cognitivo e corporal, ou seja, a psicomotricidade, a interação saudável entre o corpo e mente e esse resultado do equilíbrio conduzirá a uma resposta que todos pleiteiam ouvir: Sim, realmente a escola educa

INTRODUÇÃO
Este trabalho interdisciplinar é resultado de estudo e pesquisa referentes às ações concernentes ao Estágio Profissional I e II, III e VI, nas séries da Educação Infantil de 03 a 06 anos, tendo como objetivo, e principal ênfase, a observação das práticas pedagógicas exercidas pelos professores em sala de aula e nos momentos de recreação, dirigidas ou não, a caracterização e otimização do espaço escolar, a interação entre professores e alunos e a atuação do acadêmico durante o período destinado à intervenção e levantamento de uma problemática geradora do tema do Trabalho de Conclusão de Curso (TCC). O trabalho também aborda o estudo de campo, ou seja, a parte física da escola, como: a localização, a infra-estrutura, os recursos humanos, e a integração social que existe entre a escola e a comunidade. Também articula sobre as observações diretas na sala de aula, apresentando a disposição dos procedimentos pedagógicos que estão envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, dentro do contexto escolar, priorizando as demarcações que permeiam no ambiente e as possibilidades que devem ser valorizadas para um melhor desenvolvimento do conhecimento dentro de uma perfeita estruturação escolar e que esse esteja atento ao registro sobre qualquer referência dirigida ao tema escolhido pelo aluno porque a finalidade do estágio é especialmente dirigida à inserção do acadêmico nas atividades do cotidiano escolar, ocasião e oportunidade de conviver com a realidade educacional, para que se possa fazer uma reflexão sobre os aplicativos das fundamentações teóricas por professor que já está atuando e que se crer qualificado, associando a técnica com a prática; despertar no estagiário a necessidade de leitura para o conhecimento dos embasamentos que valorizam a Educação Infantil visando aperfeiçoar e aprimorar a sua formação profissional; no momento da intervenção, utilizar o intercâmbio da prática com a teoria em sala de aula, tendo como enfoque para esse trabalho, a prioridade do lúdico, como fomento aliado à aprendizagem e o desenvolvimento cognitivo e motor da criança. Como instrumento de coleta de dados foram utilizados questionários, com questionamentos em aberto e fechados, mas bem informais e despojados da pretensão de envolvimento com a resposta do entrevistado e elaborados de forma diferente e de acordo com a especificidade do questionado: para a coordenadora pedagógica uma linha de indagações; para as professoras do I e II períodos, as questões foram diferentes da professora do IV; para os alunos do IV período e para alguns pais desses, também diversos entre si e diferentes dos demais e para alguns professores de outras escolas públicas, que se propuseram a contribuir com o nosso trabalho, contendo perguntas diferentes de todos os outros questionários, mas voltado para a realidade do professor estatutário. O estágio, a escolha do tema, as hipóteses, averiguação do material didático de estudo utilizado e a pesquisa bibliográfica foram de escolha pessoal. A observação individual, mas todos os aspectos do trabalho, foram orientados e balanceados pelo professor-orientador de estágio. Tudo isso proporcionou um aumento de conhecimento significativo, uma visão ampla do problema, através de muitos teóricos especializados, como: Jacques Rousseau; Fröebel; Piaget, teórico construtivista; Vygostsk o sociointeracionista; Emília Ferreiro, uma seguidora do entrelaçamento das teorias desses dois últimos pensadores, mas além da psicologia se dedica a experiências e estudo com a psicolingüística e precursora da psicogênese da lingüística e outros também notáveis estudiosos e pesquisadores que proporcionaram relevantes argüições para a elaboração deste estudo. A segunda etapa do estágio, composta por elaboração de relatório sobre a fase de pesquisa referente à tarefa de observação também direcionada a detectar deficiências no contexto pedagógico e mais a intervenção do estagiário durante dez dias úteis, isso é quarenta horas de regência, para explorar seus conhecimentos teóricos e pô-los em prática, demonstrando assim a percepção e assimilação do aprendizado durante o curso, sendo avaliado pelo professor de classe, o supervisor da escola e o professor-orientador de estágio. O objetivo geral desta pesquisa é, analisar a importância do lúdico e a sua simbologia para a Educação Infantil nas séries iniciais de 03 a 06 anos. Os objetivos específicos são: verificar se a prática do lúdico, como auxílio à prática pedagógica do professor, está de acordo com o Referencial Curricular Nacional (RCN-1998) e adequados para as idades de 03 a 06 anos; averiguar, o material ludo-pedagógico utilizados em sala de aula são apropriados à idade cronológica dos alunos e se realmente o lúdico ajuda a desenvolver o raciocínio lógico e a psicomotricidade, como também, as habilidades criativas adquiridas através do brinquedo; observar, se recurso lúdico utilizado torna mais eficiente e atraente a relação entre ensino-aprendizagem e se ajuda abstrair realmente a criatividade do aluno facilitando na construção do seu conhecimento. Este trabalho se compõe de um Resumo, que proporcionou uma visão panorâmica do tema. Como primeiro capítulo, temos o Referencial Teórico abordando a importância do lúdico como instrumento de aprendizagem, através de pesquisa bibliográfica bem como utilizando e expondo as teorias de grandes estudiosos no assunto, como embasamento. No segundo, a Metodologia utilizada, a Pesquisa Qualitativa, na qual levantamos o problema gerador do estudo e com a discrição da população observada, que todas as séries do I, II, III e IV períodos e seus respectivos professores, totalizando 63 atores, mas desses só participaram da pesquisa propriamente dita, isto é, dos observados na sua totalidade, foram submetidos aos questionários para o relatório, apenas quinze pessoas, sendo doze dos vinte alunos do quarto período, 54% da turma e dos quatro professores da Educação Infantil entre 03 a 06 da instituição, três participaram, dando uma percentagem de 75%. Para enriquecer nosso trabalho, pedimos a colaboração da Coordenadora Pedagógica e dois pais do IV período, e mais seis professores da rede pública, alunos do PROFORMAR. No terceiro momento, apresentamos a Caracterização do Campo de Estágio referente à Escola já citada anteriormente. No quarto, temos a Apresentação dos Resultados, contendo levantamento e o estudo profundo do plano de ação utilizado em sala de aula, com referência sobre a opinião dos alunos, objetos de estudo e observação; os professores e os alunos como objetos de observação. O primeiro, pela sua atuação na prática pedagógica lúdica e o segundo caso, verificar a receptividade ao método de ensino e se realmente ocorre uma aprendizagem satisfatória. A coordenadora pedagógica, os pais de alunos do IV período e outros professores da rede pública que participaram apenas como ótimos colaboradores. Segue-se com as Considerações Finais, fazendo um apanhado geral do contexto do nosso trabalho, as Referências Bibliográficas e os Anexos.

2 - TEORIAS: O PENSAMENTO DOS NOTÁVEIS
O trabalho de pesquisa que gerou esta monografia se fundamenta pela necessidade em que há em se desenvolver as habilidades e aptidões no aluno, estimulando a criatividade através de uma didática dinâmica, tendo na atividade lúdica um dos instrumentos mais importantes na elaboração das ações pedagógicas, na prática de atividades livres e dirigidas, agendando programas para um bom desenvolvimento psicomotor, respeitando o espaço relacional e o espírito crítico. A utilização dessas atividades que permitem aulas mais diversificadas e criativas que com certeza incorrerão para o bom desenvolvimento cognitivo e motor da criança. Para que a criatividade aflore, faz-se necessário que o aluno seja trabalhado e estimulado a produzir conhecimento interior através do exterior. A utilização estratégica da atividade lúdica no processo ensino-aprendizagem favorece o reforço do esquema corporal, quando elaboradas pela utilização de diversas atividades e para todas as partes e funções do corpo, desde a formação básica de bons hábitos e os cuidados com a higiene. O corpo deve mostrar os efeitos da ludicidade através de gestos e movimentos livres, com a intenção de elaborar o ritmo corporal que é o grande facilitador do desenvolvimento maior da coordenação motora da criança. “O ritmo natural é dado a todo ser humano. Ele não é ensinado, ele se revela. A criança anda, salta, corre, bate as mãos, joga bola obedece às leis da natureza”. (WILLEMS, 1969, p. 27). Ao se planejar os momentos lúdicos (Origem do latim: ludus: significa jogos) da escola, deveriam ser levados em consideração uma gama de variedades e situações que incluíssem: cantar, dramatizar, atividades rítmicas, jogos e canções de roda, entretenimento, recreação e o mais importante ainda, utilizado como instrumento de aprendizagem de forma descontraída, alegre e participativa. Dramatizações são necessárias para o ensino da expressividade corporal e facial, reconhecendo os momentos de prazer, de dor, de raiva, de contentamento, de contrariedade, de aceitação, de repúdio, de repreensão enfim a demonstração de todos os nossos sentimentos através da expressão facial e corporal. A Educação Infantil tem realmente uma historicidade que inicia no séc. XVIII com o francês Jean-Jacques Rousseau (1712 – 1778), quando a criança deixa de ser vista como um adulto em miniatura, sem nenhum valor até que pudesse imitar o adulto. A partir Rousseau a educação passou a ser vista como um processo contínuo, natural, e não artificial, que apenas tentava moldar a conduta da criança satisfatória ao julgamento do adulto ou da sociedade. aulas práticas como facilitadora do aprendizado e o contato direto com o objeto de conhecimento. Suas teorias psicológicas o revelaram como precursor da Psicologia Educacional Infantil, como também na preparação da base sociológica para a educação, baseada na doutrina de que a educação deve preparar o indivíduo para viver em sociedade. Foram suas teorias que deram base para o desenvolvimento educacional do séc. XIX. Através do seu ensaio, “Emile”, suscitou que a educação deveria ser universal e gratuita para todos, independente de classe social, antes privilégios apenas das famílias abastadas. Acredita-se que o interesse pelo estudo das possibilidades ludo-pedagógicas do teatro, teria surgido em parte como resultado de ampla repercussão alcançada pelo pensamento educacional de Rousseau, que enfaA simplificação no processo educativo, na concepção de Rousseau, é aquela educação que valoriza as tira a necessidade da atividade física e corporal, expressão corporal e facial da criança nos processos formadores de ensino. Além disso, defendia intransigentemente a importância do jogo como parte do conhecimento, destacando a natureza lúdica como fator primordial para o aprendizado infantil, sempre obedecendo ao grau de amadurecimento da criança e nesse último caso, muito tempo depois, tem um grande aliado como Jean Piaget, completamente adepto dessa sua teoria e que direciona vários estudos sobre a necessidade de se obedecer as fases cognitivas da criança para que as estruturas mentais da criança não sejam abaladas, mas sim bem alicerçadas, por esse motivo a necessidade do ensino ser sistematizado de acordo com a idade e necessidades da criança. Friederich Fröebel (1782 – 1852), teórico naturalista alemão, com o método: “Ativo, vivo e natural”, evidenciou como prioridades para o desenvolvimento da criança, participar de atividades construtivas como, os trabalhos manuais, conhecido hoje como artes visuais; a música e o canto, produzindo a expressividade através do ritmo pela linguagem corporal e vocal; o jogo, atividade espontânea como função educativa para o raciocínio lógico; o brinquedo, como forma de auto-expressão e hoje esse agrupamento de atividades é conhecida na atualidade, como atividades lúdicas. Essas formas utilizadas na aprendizagem contribuem como facilitadora e mantenedora do sucesso escolar. (ARANHA, 2000). Fröebel, cuja principal contribuição pedagógica na História da Educação, destacar a atenção especial que deve ser dada para com as crianças na fase anterior ao ensino elementar, ou seja, a educação na primeira fase da infância, pois está será o pilar de sustentação de todo aprendizado do indivíduo. Pioneiro, funda os Kindergarten (Jardins de Infância), em alusão ao jardineiro que cuida da planta desde pequenina para que cresça bem. Privilegia a atividade lúdica, por perceber o significado do jogo e do brinquedo para o desenvolvimento sensório motor e cria métodos e jogos educativos, tudo baseado no entretenimento, para aperfeiçoar as habilidades, pois estava convencido de que a alegria do jogo levaria a criança a aceitar o trabalho de forma mais tranqüila. Fröebel estabeleceu esse conceito para a educação, de que a criança aprendia mais vivendo o conhecimento. A sua influência pedagógica é expressa na difusão dos Jardins de Infância pelo mundo afora. No final do séc. XIX, com o nascimento da Psicologia Infantil, desenvolvida através de métodos científico, e discursos sobre a criança, surgem novos estudos pedagógicos para estabelecer uma relação entre jogo e educação. Saber para que serve o jogo, sua função, finalidade e sentido, pois o patrimônio cultural não é inato, mas assimilado em processo espontâneo de maturação e segundo uma ordem que a “grosso modo” é da história, sendo grande defensor dessa tese, o americano Granville (Apud/BROUGÉRE, 2003). O brinquedo e a sua aplicação são conseqüências normativas e educativas para o desenvolvimento da espontaneidade e atividade intelectual da criança. Beneficia na assimilação do saber e para que este alcance a plenitude, com rápido amadurecimento, ser propiciado no início da primeira infância, ou seja, a partir de zero ano de idade. Os jogos e as brincadeiras, tendo apenas como objetivo a diversão e risos, mesmo assim, são ocasiões pedagógicas de ensino de uma maneira interessante de aprender brincando ou jogando em grupos, pois desperta, o interesse pelo objeto de estudo enfocado (VOLNEY, 2002). A criança aprende a realidade através dos sentidos e tende a representá-la através de símbolos. As funções psíquicas através das quais ela busca atingir esse objetivo são denominadas por funções de representação que segundo Piaget (Apud/ GOULART, 2001), são as seguintes: imitação, jogo, imagens mentais e o desenho, sendo que através da evolução, concluiu-se que o desenho se desenvolve em solidariedade com o desenvolvimento da imagem mental, portanto se a criança desde cedo pratica o grafismo, sua imagem mental, seu desempenho psicomotor alcançará mais rapidamente a fase simiótica. A utilização estratégica da brincadeira no processo ensino-aprendizagem é importantíssima, porque, “Com os jogos, a criança antecipa o seu desenvolvimento e expande a sua imaginação, adquire motivação, habilidades e atitudes necessárias à sua participação social”. (RAPPAPORT, 1981, p. 16). Ferreira (1999), baseado na teoria de Vygostsky (1896 – 1964), refere-se que a aprendizagem é vivida num processo cotidiano onde a médio e curto prazo, a criança constrói seu pensamento pelas trocas estabelecidas realizadas através de jogos que possibilitam exercitar e harmonizar a utilização dos hemisférios cerebral esquerdo e direito. Como os indivíduos aprendem pela ação, aprenderão a aprender, quando atentar para o saber e conseguir fixá-lo na memória, isto é, na aquisição de informações e na sua conservação que será transformado em saber operatório. Para isso existem três condições para que o aprendiz obtenha resultados positivos: ter consciência do objeto a ser aprendido (saber), desejar obtê-lo (querer) e realizar determinada função para obtê-lo (poder ter condições para realizá-los). Isso é proporcionado através do ensino recreativo que impulsiona a criança para o conhecimento através de estímulos atrativos, para o crescimento, como uma astúcia em direção ao desenvolvimento cognitivo e os desafios do viver, e “Não como uma competição entre as pessoas que leva a vitória ou a derrota”. (ANTUNES, 1998, p. 11). A música é uma das mais importantes ações lúdicas para a criança que tem a possibilidade de estar em grupo, esse é o momento de desenvolver o espírito de solidariedade, cooperação, interação, integração, socialização e sensibilidade. Segundo Will ([et. all]. “A ênfase da música de Jardim da Infância está na alegria que ela traz para criança. A perfeição não é o objetivo. A professora planeja e dá as crianças tantas oportunidades de experiências musicais e expressão rítmica quanto possível. Esses planos de música variam em cada classe, levando-se em consideração as diferenças individuais. As crianças precisam de instrumentos para tocar, espaço para se moverem, boa música para ouvir, ocasiões para se expressarem, canções para cantarem e oportunidade para inventarem algo.”(1972 p. 17) A sua referência enfatiza que a música é benéfica para a criança pela alegria que produz dentro dela e o ritmo que a envolve de tal forma que proporcionam a leveza do andar, o equilíbrio gerador do domínio sobre o corpo, no balançar sem cair cadenciado pelo andamento musical. No “Jardim de infância”, uma melodia que toque o coração da criança, pode despertar talentos que levem ao ensejo de tocar um instrumento para melhor interagir com a música. Também a necessidade de buscar espaço para se moverem e se deslocarem através dela é uma forma interessante de aprendizagem para o corpo conhecer suas possibilidades e ocupação física no espaço. Mesmo que haja divergências culturais e individuais, ao som melodioso todos se movem, escutam e participam e tentam criar algo novo para essa socialização. A música é uma linguagem universal e o ritmo provocado por ela é quem vai aos poucos levando a criança a desenvolver com harmonia os outros sentidos além da audição o que resultará no equilíbrio corporal com maior segurança. É muito difícil definir o que seja música. Inúmeros estudiosos e pesquisadores têm investigado o significado da arte musical, chegando a conclusões nem sempre unânimes. A música seria uma linguagem? Uma manifestação artística que nos atinge profundamente, numa esfera em que a razão e o raciocínio lógico talvez não penetrem? Ou simplesmente uma sucessão de sons? A receptividade à música é um fenômeno corporal. Ao nascer, a criança entra em contato com o universo sonoro que a cerca, dos sons produzidos pelos seres vivos e pelos objetos. Sua relação com a música é imediata, seja através do acalanto da mãe ou do canto de outras pessoas que a cercam, através de aparelhos sonoros em sua casa. A música está presente na vida de todos como produto gerador de grandes significados, nada mais lógico do que aproveitá-la como recurso de aprendizagem, que deverá acontecer de forma criativa e divertida. Os hinos são musicas, um dos símbolos da pátria que mais sensibiliza e contagia o ser humano, principalmente quando este se encontra fora do seu contingente. Muito executado quando vai haver disputa competitivas entre nações. Emocionante e de grande honraria para todos os atletas, aqueles que pertencem a mesma nacionalidade, quando executado o hino e dedicado a um compatriota pela proeza do recebimento de uma medalha ou por mérito em outro tipo de evento. Na hora cívica da escola, todos cantam, procurando manter a harmonia vocal para exaltar a pátria. No séc. XVII, Comenius, em sua “Didática Magna”, mostra a música como importantíssima atividade lúdica, desde a Escola Maternal. Precursor dos métodos sensoriais ativos, afirma que “Nada há na inteligência que não tenha passado pelos sentidos”. Através das brincadeiras lúdicas, que envolve os jogos educativos, a criança tem grandes possibilidades de articular sua inteligência e desenvolver o seu potencial cognitivo, afetivo e ao mesmo tempo estará usando o organismo, ou seja, o corpo, a inteligência e o desejo de aprender, tão necessários para o sucesso da aprendizagem. De acordo com Antunes, (1998, p. 6), “A adequação entre adultos e a criança, produz afetações recíprocas e todos os jogos usados para estimular suas múltiplas inteligências, somente ganham validade quando centradas sobre o próprio indivíduo”. Em outras palavras, todo o jogo pode ser usado para muitas crianças, mas sobre a inteligência, essa será sempre pessoal e impossível de ser generalizada, por isso, se exige do professor a importância da sua mediação, principalmente nas dinâmicas que exigem mais atenção, tem que torná-la atrativa para todos os alunos, numa relação saudável e pacífica, coesão entre a turma, uma disputa alegre e desportiva, proporcionando a oportunidade de pensar, sentir, agir e discernir de maneira lúdica, desfrutando de momentos de descontração e alegria, pois o lúdico ensina: a respeitar a violência; ser generoso; ouvir para compreender e essencialmente a desenvolver o espírito de solidariedade e colaboração, em síntese, humaniza o indivíduo não permitindo que este seja egoísta e individualista. Para Vygostsky (apud/DANTAS, 1996), as atividades lúdicas como recurso metodológico agem na construção do pensamento, portanto a interação vivida pelo indivíduo no seu grupo cultural, interfere no desenvolvimento do sujeito. O ensino-aprendizagem que valoriza a criatividade permite a diversificação de experiências valorizando a iniciativa, promovendo autoconfiança nas suas próprias possibilidades de experimentar, descobrir, se expressar, ultrapassar os medos e se, esse não é, sub-julgado por fracasso, desenvolve um sistema representacional, capacidade de análise e síntese e a possibilidade de abstração durante a investigação. Dá oportunidade à criança de num futuro breve administrar a sua própria vida, pela a auto-estima desenvolvida. O processo de ensino-aprendizagem depende muito da motivação dos educadores em despertar o interesse da criança, em incentivar a sua participação nas atividades propostas. Barcelos (1999, p. 20), confirma essa idéia ao dizer que a assimilação do conhecimento está na capacidade de construir idéias próprias sobre as coisas, à capacidade de se expressar de forma convicta, exige que o professor incorpore o “espírito lúdico” para que ação educativa se torne cada vez mais repleta de significados. Kamil (1991), faz referência à teoria de Piaget (1986 – 1980), quando esse frisa que ao brincar a criança assimila o mundo a sua maneira, sem compromisso com a realidade, porque a interação entre ela e o objeto, não depende da natureza do objeto, mas na função que a criança lhe atribui. Sendo assim a prática do lúdico de acordo com as fases do desenvolvimento da criança ser de grande importância. O homem sempre estará buscando uma melhor forma para adaptar-se ao ambiente, priorizando sempre um espaço para a fantasia, a imaginação, o jogo de idéias ou mesmo seus sonhos idealizados. Isso favorece ao indivíduo na elaboração de suas habilidades cognitivas de forma mais completa, levando-o a recombinar e produzir novidades através de sua própria criatividade. O lúdico possibilita efetivamente a construção de uma nova estrutura mental. Para Jean Piaget, (Apud/ALVES – 1996), toda aprendizagem começa pela ação. Toda atividade escolar deve ser representada, permitindo que a criança manifeste seu simbolismo, pois se a criança for abandonada a si mesmo, não poderá atingir nenhuma forma de pensamento abstrato. Precisamente por isso, a tarefa concreta da escola consiste em fazer esforços para encaminhar a criança nessa direção através da brincadeira educativa. O professor é o desafiador da criança, ele cria as “dificuldades e problemas”. A escola passa a ser um espaço criativo que permite a diversificação e ampliação das experiências e quando isso não ocorre, aprisiona as competências que podem ficar para sempre esquecidas, transformando o ser num autômato. A rotina escolar sem nenhum atrativo lúdico, pode causar estresse infantil que atrasa o desenvolvimento mental. “Os sintomas são os mais variados possíveis, como: ansiedade exagerada, queixas de dores de cabeça, dor muscular, dificuldade em dormir, demonstração de agressividade, pouca paciência e outros”. (ALVES, 1996, p. 60). As artes visuais, linguagem de expressão e comunicação, fonte provedora do desenvolvimento do potencial criador na criança, centrada nas questões provedoras de habilidade cognitiva, hoje um tema tão em moda, denominado por “Inteligências Múltiplas”, é fonte básica de construção para estruturas mentais do pensamento exteriorizado pela performance na “Identificação de suas referências de beleza e fantasia” (ANTUNES, 2002, p. 17). Trabalhar a criatividade da criança é formar seres competitivos, os chamados homens intelectuais, de formação crítica e com competência para o mercado de trabalho. O ser que não cria é apenas um reprodutor de idéias. “Com os jogos a criança antecipa o seu desenvolvimento e expande a sua imaginação, adquire motivação, habilidades e atitudes necessárias à sua participação social” (RAPPORT, 1981, p. 16). Os jogos propõem estímulos para inteligência, reflexão sobre a forma de emoção, espírito competitivo e participativo que promove a integração , laços de afetividade e socialização. Para Vygostsky teórico sócio-interacionista, (apud/RAPPORT, 1981), a importância dessas trocas de pensamentos estabelecidas com o outro se faz necessário na transformação para o saber operatório. O movimento é uma importante dimensão do desenvolvimento e de cultura humana. Todos nós nos movimentamos desde quando estamos na fase uterina e depois que nascemos, passo a passo, vamos adquirindo o controle sobre o nosso próprio corpo, na época de interação com o mundo. O primeiro objeto, que a criança percebe é o seu corpo. O corpo fala quando expressa sentimentos, emoções e pensamentos. O trabalho com o movimento é responsável pela multiplicidade de funções e manifestações do autor e a permanente exigência de contenção motora pode causar clima de hostilidade por parte da criança com o professor, porque essa falta de locomoção, causa cansaço físico no aluno, levando-o a desconcentração e se processa um comportamento muito mais agitado por acúmulo de energia. O lúdico leva a criança à descontração e a perda dessa energia, de uma maneira positiva e proveitosa que vai contemplar a aprendizagem de forma benéfica e concreta. Na Educação Infantil I, há a necessidade que seja observada se as atividades desenvolvidas atendem as necessidades da criança que se encontra na fase do corpo vivido, 03 anos de idade. Trabalhar exercícios motores são indispensáveis, como os jogos, brincadeiras, danças, coordenação motora fina e grossa, movimentos de preensão, além de exercícios de organização espaço-corporal entre outros. Segundo States e Meur (1991), para que as crianças percebam seu corpo globalmente e dominem seus movimentos é essencial que o trabalho psicomotor seja desenvolvido harmonicamente. Para a Educação Infantil, entre as idades de 04 a 06 anos as atividades exercidas para atender as necessidades das crianças que se encontram na fase do corpo percebido, são: exercícios para o desenvolvimento das habilidades motoras, como: dança, encenação, brincadeiras, jogos, encaixe, dobraduras, a utilização de diferentes materiais de percepção de mais fino e mais grosso, áspero ou liso e de preensão, devem ser aplicados diariamente, como também requer que sejam explorados os exercícios: de força e velocidade, resistência e flexibilidade, andar, correr e pular. Trabalho de coordenação motora fina e grossa, lateralidade, esquema temporal, noção de espaço-temporal, para o equilíbrio psicomotor, na formação do seu eu corporal. È muito importante para que a criança possa tornar-se capaz de administrar-se sozinha. O alcance desse objetivo acarretará numa elevada ascensão da auto-estima pela criança. A educação Infantil compreende de 0 a 06 anos. Jean Piaget classificou a faixa de etária de 0 a 02 anos (corpo vivido) de sensório motora e de 03 a 06 anos (corpo percebido) como parte de estágio pré-operacional que da a partida para a fase do corpo representado aos 07 anos, quando passa da fase da imitação para a fase de representação, que consiste no início do pensamento através da abstração e pelo qual o meio é o responsável na produção desse conhecimento que consiste no trabalho da construção do saber elaborado. Deve ser observado e respeitado cada momento propício a absorção ao ensino sistematizado, sem nunca ultrapassar os limites da criança e como também, nunca deixar a desejar sua necessidade de conhecer e edificar o pensamento, valorizando cada tempo de sua evolução para enriquecer a aprendizagem, enfim toda a educação pedagógica dando partida para o conhecimento científico, priorizando a brincadeira, jogos e outros recursos lúdicos como o meio mais rápido e eficaz para a assimilação de conteúdos. Há uma diferenciação para as escolhas de brinquedos e jogos para crianças com necessidades especiais. Deve haver uma preocupação pedagógica de uma intervenção psicopedagógica, que desempenhe um papel nuclear para que possa acontecer o desenvolvimento formalizado, concreto, como fala a psicopedagoga Magalhães, (Apud/TIZUCO, 2001). É necessário priorizar o brinquedo desde cedo no processo de ensino e aprendizagem dessas crianças, com materiais lúdicos específicos para atendimento de suas necessidades lúdicas, por exemplo: a criança cega, tem que ser trabalhada com material lúdico pedagógico auditivo e outros tipos de brinquedos e trabalhos importantes que agucem os outros sentidos, implicando componentes de vários eixos de estruturação, objetivos cognitivos, motores, sociais e políticos. Cada cultura também possui necessidades e formas diferentes de apreciarem e inserirem a brincadeira no seu contexto e isso deve ser respeitado, como por exemplo, os indígenas praticam a educação física, apenas na hora do banho de rio, mesmo que seja fora do horário escolar, mas a brincadeira é elaborada em todos os momentos de sua vida. O seu aprendizado através do lúdico está presente no dia-a-dia, com as pinturas de rosto, os trabalhos manuais da coletividade, a dança indígena, a caça e a pesca, são momentos de atividades culturais e de aprendizagem inseridas através do lúdico, mesmo que eles nem conheçam o que significa essa terminologia e não contenha esse propósito, mas é através da ludicidade que eles constroem o seu conhecimento e dão um banho na “civilização” , nessa questão. Hoje em dia o brincar é visto como um mecanismo psicológico que garante ao sujeito manter uma certa distância em relação ao real e fiel. Na concepção de Freud (Apud/ TIZUCO): “O brincar é o modelo do princípio do prazer, oposto ao princípio de realidade, arquétipo de toda atividade cultural que, como arte, não se limita a uma seleção simples com o real, e esse paradoxo é o lugar de emergências e de enriquecimento da cultura ligada a realidade, uma dinâmica essencial ao ser humano.” (2002, p. 26). Sendo assim, o processo de ensino-aprendizagem depende muito da motivação dos professores no despertar dos interesses das crianças pelas suas habilidades, desmistificando a idéia de que a criatividade é um “dom divino”, e sim, que a atividade lúdica, desempenha um papel expressivo como gerador do pensamento, das idéias, da fantasia que permeia o mundo interior das crianças e que podem ser extraídas, através das técnicas elaboradas pelo professor, na tentativa de desprender do interior das mesmas suas potencialidades inatas que muitas vezes se escondem por traz da ingênua timidez. Incentivar a participação nas atividades propostas que favorecem e oportuniza ao aluno ir construindo seu conhecimento de forma saudável é gratificante para ambas as partes, professor e aluno, porque haverá um intercâmbio de informações e com certeza o aprendizado se solidificará através da confiança e respeito. A atividade lúdica proporciona interação social. Quando a criança brinca, assimila o mundo e as pessoas à sua maneira sem compromissos com a realidade. As influências das brincadeiras são infinitamente variadas e o ser humano sempre se volta para a fantasia da brincadeira como uma forma de gratificação e prazer. Este breve resumo dos parágrafos anteriores é para demonstrar como a atividade lúdica tem uma importância fenomenal na vida dos seres humanos. Não existe ninguém que viva, alheio a ela. A diversão é hoje considerada como um dos negócios que mais movimenta divisas para qualquer país, porque ela se faz necessária em qualquer lugar e qualificada como a energia que repõe as dificuldades atravessadas, ou seja o famoso estresse, que pode acontecer em alguns momentos da vida humana e o que é indicado para a recuperação do indivíduo é o lazer. Então não deveria ser difícil para o educador conceber a educação sem o lúdico, como um dos instrumentos básicos na transmissão de conhecimentos, se desde bebês tudo o que aprendemos foi através de sons, ruídos, música, chocalhos, brinquedos coloridos, a aprendizagem do movimento de forma lúdica como busca para o equilíbrio corporal etc, tudo isso são artífices do lúdico e não utilizar esses recursos na educação é o mesmo que fazer uma ruptura com o passado, ou melhor dizendo com a infância. Talvez seja por isso, que nos dias atuais aconteça tantos problemas com aprendizagem. As dificuldades se apresentam de maneira gritante. Não só nas escolas públicas como também nas particulares, encontramos crianças que na quarta-série do Ensino Fundamental que não sabem lê, ou que soletrem, gaguejem, e também não sabem escrever e pior que isso, nem sabem transmitir o que estão sentindo e nem sequer sabem o porquê de estarem freqüentando a escola. A explicação para isso é que passamos a maior parte da nossa infância aprendendo através do lúdico e de repente, isto é retirado da nossa vida e são apresentadas as tarefas através de longos ditados ou de cópias imensas da lousa ou do livro, ocasionando uma dificuldade na expressividade dos pensamentos e emoções, porque não existe interação entre professor e aluno e as brincadeiras só acontecem na hora do recreio e nunca são dirigidas para o conhecimento e muitas vezes em muitas escolas esse recreio é suprimido por falta de área de lazer para as crianças, elas terminam de lanchar e retornam para sala de aula. Em algumas escolas que não possuem refeitório, a merenda é distribuída na própria sala de aula e sem gastar as forças acumuladas nas primeiras horas de aula, gera um desconforto pela inquietação da energia contida reprimida no corpo da criança, então o horário de brincar fica restrito para o horário do recreio, ou uma vez por semana, dia de educação física que trabalhado na maioria das vezes pela própria professora e quando há professoras que cursaram educação física, essas preferem dar aulas teóricas por medo de não saberem controlar a turma. Então fica muito mais restrito o brinquedo e eles só podem ser manifestado, quando se trata de uma data comemorativa no calendário escolar, como o dia do “índio”, da “árvore”, da “criança etc, muitas vezes na própria sala de aula, uma brincadeira sem graça por falta de espaço físico. A ausência do lúdico estabelece uma quebra de ordem emocional onde se perdem pelo caminho, o vínculo afetivo, a solidariedade, o companheirismo, a educação de valores essenciais para à vida do homem que o humaniza e o integra socialmente e dão o equilíbrio tão importante para o fortalecimento das estruturas mentais do indivíduo, para que não surjam a agressividade, a indisciplina, a evasão escolar e muito pior, o respeito por seus próprios professores e até mesmo pela administração escolar, e esses erroneamente confundem a firmeza pela rigidez, gerando muitos conflitos, porque os princípios e valores foram invertidos pelo capitalismo que prioriza muito mais o ser humano pelo o que ele possui de bem materiais do que pelas qualidades morais do sujeito. O lúdico é uma forma de humanizar e interagir as crianças dentro da sociedade a que ela pertence, tornando-a pacífica e receptiva as normas sociais e, a não rejeitar o seu colega, mesmo que esse tenha uma condição social inferior a sua, porque na hora da descontração e socialização ele passa a ser um integrante da brincadeira, um amigo e parceiro de todo o grupo. Baseados nas referências bibliográficas e na pesquisa podemos perceber o quanto é proveitoso o trabalho com a atividade lúdica que além de ser uma forma gostosa de participação e que facilitada todo o aprendizado, também funciona como educadora, proporcionando ao professor trabalhar o lado da amizade, do companheirismo, da higiene, da disciplina, da preservação ambiental e também do papel da social da criança como cidadão, tudo através das atividades lúdicas que tenham este direcionamento em suas mensagens. Com o lúdico também pode ser trabalhado a parte cognitiva da criança. Os jogos propostos para o estímulo da inteligência e da percepção, aguçando assim os sentidos. Através destas atividades muitas vezes são descobertas muitas deficiências no aluno como é o caso do autista, que revela clara deficiência intra-pessoal, muitas vezes precariedade na lingüística, como também na coordenação espacial, porém, pode tocar um instrumento maravilhosamente bem ou desenvolver uma habilidade com destreza, pois apesar do autista não ser considerado um ser inteligente, ele é capaz de possuir um desempenho surpreendente em matemática ou em outra atividade com muito mais capacidade do que uma pessoa não portadora de necessidade especial alguma Outro marcante elemento em relação às inteligências múltiplas, é a relevância dada a aplicação do lúdico para como ensino criativo. Considerado peça fundamental para independência dessas inteligências em relação às outras, principalmente quanto a sua localização cerebral, pois é sabido que, certas partes do hemisfério direito do cérebro mostram-se particularmente sensíveis as habilidades e que os traumatismos nesta área podem implicar na perda de competências, que antes sempre se revelavam, Antunes: “Tal como as inteligências verbal e lógico-matemática que tem nas letras, nos símbolos geométricos e os numéricos, um sistema simbólico universal, também a inteligência musical oferece um sistema acessível e internacional”. (200, p.135). Portanto a música é a linguagem formalizada, traduzida pelos sentidos através de formas sonoras e que produz a capacidade de se expressar, comunicar sensações, sentimentos e pensamentos por meio de uma organização de leitura mundial que são as notas musicais. Ensina a saber fazer a comparação e o relacionamento expressivo entre o som e o silêncio. Está presente em todas as culturas. Uma das formas, mais expressiva produzida pelo ser humano, porque, “É a música que reúne a sensibilidade, o conhecimento e a ação. O som, matéria prima da música, percebidos pela criança levam-na a ter contato com o mundo exterior” (ZIMMERMANN, 1996, p. 5), portanto a música deve ser sempre adotada como dos instrumentos mais notáveis da atividade lúdica. “E essa “pobreza” de linguagem e imaginação está diretamente ligada à “pobreza” de experiência de vida humana, e nela a restrição do lúdico” (/DALLARI & KORCZAK, 1986, p. 93), e isso não é exclusivo de classe sociais baixas, neste aspecto todos somos muitos pobres, se reporta o autor e critica que as crianças são sempre vítimas da ‘miséria’ ou do ‘excesso’, não permitindo que essa criança viva o presente em nome da preparação de um futuro. O “ furto da manifestação do lúdico é negar a esperança”. (MARCELINO, 1997, p. 57). O que se necessita nesse momento, é: disposição, boa vontade, intenção na ação pedagógica do professor, em prontificar-se e desejar mediar o real processo do ensino-aprendizagem, de maneira que haja rendimento escolar na produção do conhecimento e na construção da formação global do educando e não se alhear das suas necessidades, porque “Wygostsky concebe o homem como “um ser que pensa, raciocina, deduz, cria e abstrai, mas também alguém que sente, se emociona, deseja, imagina e se sensibiliza” (Apud/REGO, 1995, p. 120), portanto jamais deve-se dicotimizar o afetivo do cognitivo porque nunca poderá existir aprendizagem completa sem a junção do equilíbrio entre a razão com a emoção, seria uma vida sem sentido.



3 – METODOLOGIA
Conforme nossa observação nas séries da Educação Infantil de 03 a 06, onde a atividade lúdica é utilizada como instrumento de aprendizagem, buscamos conhecer um pouco mais sobre a importância do lúdico na escola com o intuito de entender qual a real necessidade dos alunos que não são favorecidos com as atividades lúdicas em sala de aula e no sentido de no futuro saber como intervir e trabalhar para minimizar os problemas que a ausência dessa acarreta. Essa foi a prioridade deste trabalho, conhecer a importância da atividade lúdica para as crianças dessa faixa etária. Os elementos utilizados no projeto de pesquisa foram: definição do tema e delimitação a uma dimensão variável, relevante para o pesquisador e estudado com extensa bibliografia. Mas não foram utilizados todos os recursos da pesquisa qualitativa por falta de tempo e oportunidade para trabalhar com mais intensidade os questionamentos do projeto com os principais atores observados, como os professores do I, II, III e IV períodos e seus discentes. Os alunos do IV período foram os entrevistados, com idade entre 05 a 06 anos, por terem mais autonomia e para eles foi aplicado o questionário aberto. Os pais de alunos do IV período e a coordenadora pedagógica, e os professores da rede pública, alunos do PROFORMAR, participaram como coadjuvantes, porque não foram observados, mas muito importantes para a definição dos objetivos do projeto, porém ficou muito aquém da expectativa esperada para conceituar os pressupostos dos objetivos a serem utilizados quando interagidos, a prática com a teoria; também não houve uma grande performance na dinâmica da formulação das hipóteses, ou melhor, das interrogações que nortearam o projeto e que buscassem questionar mais profundamente e de forma direta, respostas mais explicativas, sobre o objeto da pesquisa para fundamentar o objetivos geral e os específicos, porque consideramos a maioria das respostas muito mais voltadas e baseadas na exposição de valores morais do que na própria sustentação teórica. Um dos objetivos mais importantes que se almejava alcançar, devido a falta de prática do pesquisador; a metodologia utilizada , não foi muito hábil para os resultados de uma amostragem que possibilitassem verificar o problema na sua totalidade e dimensão, ficando também à desejar, e será continuada pelo pesquisador, principalmente na área da psicopedagogia, uma das metas pretendidas para pós-graduação. A coleta de dados através de entrevista estruturadas e semi-estruturadas, questionários, observações, a história dos dados descrito e coletados não tiveram a forma de total clareza para que pudéssemos apresentar o trabalho idealizado, mas acreditamos que foi conseguido atingir o objetivo pretendido pelo curso que é o aprendizado da importância da pesquisa não só para o estudante, mas para todas as categorias de trabalho, pois só através da mesma, podemos prever um diagnóstico ou atingir o esclarecimento de abordagens ou problemas relacionados a educação, a sociedade, as doenças, aprendizagem, saúde, educação ambiental etc. Toda problemática, poderá ser estudada, analisada e concluída através de um projeto de pesquisa. O cronograma especificado não foi suficiente para realização de cada uma das etapas propostas. Tempo insuficiente para o universo de conhecimentos que o tema possui, portanto o pesquisador se ateve muito mais aos conteúdos das referências bibliográficas do que a própria pesquisa de campo. Para isso foi elaborado um extenso levantamento bibliográfico de fontes primárias e secundárias através de livros, artigos, trabalhos acadêmicos e internet, com objetivo de se aprofundar em conhecimento sobre o tema escolhido. O método cientifico utilizado foi o Materialismo Histórico Dialético uma vez que se realizou um levantamento histórico para saber quando e como as atividades lúdicas foram introduzidas no processo educativo, abordando teóricos do séc. XVII até os dias de hoje, embora tenha sido verificado em leituras anteriores que o lúdico estava presente na forma de ensinar, ainda nos teutilização da atividade lúdica em muitas escolas por carência de material ludo-didático pedagógico, falta de preparo dosmpos primórdios, pelos sofistas, através da música e por meio dos filósofos gregos como o Sócrates e Platão, desde época a/C. O Sócrates, sempre ensinava ao ar livre, caminhado em contato com a natureza e o Platão tinha como princípio educativo a atividade física, para ele não havia mente sã, sem um corpo são e vice e versa. Também foi necessário haver uma contextualização da educação a nível local e nacional, levando em conta os aspectos econômicos e sociais que interferem na não professores e o que é mais grave a omissão por parte desses, por não se acharem estimulados para trabalharem com dedicação, em função dos baixos salários. A abordagem realizada durante a pesquisa foi qualitativa, ocorreu uma exploração dos dados, delimitação do estudo, análise sistemática, plano de ação e a elaboração de relatório. Segundo Lüdke: “A pesquisa qualitativa tem o ambiente natural como sua fonte direta de dados e o pesquisador como seu principal instrumento e supõe o contato direto e prolongado do mesmo com o ambiente e a situação que esta sendo investigada”. (1988, p. 99). Dentro da abordagem qualitativa deu-se também uma abordagem etnográfica, que consiste na combinação de vários métodos de coleta. Dentre eles há dois instrumentos básicos e mais utilizados pelos etnógrafos, que são: a observação direta das atividades do grupo estudado e entrevistas com os informantes para captar suas explicações e interpretações do que ocorre no grupo. O universo da pesquisa abrangeu três professores, sendo um percentual de 75%, uma vez que esta escola só possui quatro salas de Ensino da Educação Infantil, como também doze de 20 alunos do IV período da Educação Infantil, 54%, uma das salas onde se estagiou por mais tempo, foi observada durante 10 dias, contabilizando 40 horas de estágio. Para as outras três salas, foram dedicadas mais 40h, totalizando 80h, só de observação e mais 40h para intervenção e coleta de dados em todas as salas: I,II, III e IV Períodos da Educação Infantil de 03 a 06 anos. As técnicas utilizadas para a coleta dos dados foram: a observação, sendo a mais usada durante o nosso estágio em sala de aula, pois através da mesma verificou-se o comportamento e a postura dos professores em relação aos alunos e vice-versa; as condições existentes e oferecidas pelo colégio para o desenvolvimento das atividades lúdicas e o conhecimento e disposição por parte dos professores em processarem o ensino através do lúdico. Os questionários com os professores (Conforme Anexo A.1 e A.2), com os alunos (Vide Anexo B), com a coordenadora pedagógica (Anexo C) e com os pais dos alunos do IV período (Anexo D) e os professores da rede pública da Educação Infantil (Anexo E). Para os alunos do IV período da Educação Infantil os questionários foram semi-estruturados e para professores da Educação Infantil de todas as escolas , pais de alunos e a coordenadora pedagógica do colégio observado, foram utilizados os questionários estruturados e o resultado de grande valia para a pesquisa. Neles procuramos fazer perguntas esclarecedoras que nos deram condições de melhor avaliar os problemas através das respostas obtidas, como: a falta de vontade do professor em utilizar o lúdico e o porquê da falta de estímulo por parte dos mesmos devido a vários fatores. Um deles, por exemplo, devido a questão de baixa remuneração e outros temas contidos nas perguntas expostas em anexo e as respostas contidas e analisadas na continuidade do corpo restante deste texto. Por fim, a análise documental, a leitura e verificação do projeto pedagógico da escola, os planos de aula dos professores, com o intuito de melhor compreender e averiguar a escola em relação a utilização ou não da atividade lúdica em sala de aula de acordo com os objetivos aqui já citados.

4 - CARACTERÍSTICAS SÓCIO CULTURAIS DO CAMPO DE ESTÁGIO
4.1 Localização e condição de infra-estrutura/ Relação escola comunidade/ Recursos Humanos. Este trabalho de pesquisa nas salas do Ensino da Educação Infantil de 03 a 06 anos, I, II, III e IV períodos, em uma Instituição com ensino altamente modernizado que faz uso das recomendações dos Parâmetros Curriculares Nacional (1998), para que se processe uma aprendizagem criativa numa educação globalizada. A metodologia da escola em questão está baseada no “aprender a fazer fazendo”, levando sempre em consideração o grau de amadurecimento e desenvolvimento individual de cada aluno, buscando atingir um elevado nível de motivação e interesse através da utilização do material didático, com uso de atividades estimulantes, como vivências e manuseio com sucatas, artes, recreações, informática, etc. Para desenvolver as suas atividades, fundamenta-se no construtivismo sócio-interacionista de Jean Piaget, Vygostsky e Emília Ferreiro. Desenvolve suas atividades a partir da Educação Infantil nível pré-escola na faixa etária de 3 a 06 anos de idade, Ensino Fundamental da 1ª a 8ª série, Ensino Médio e Educação de jovens e adultos. O ensino regular funciona somente no horário da manhã de 07 h 15 às 11 h 45 e a Educação de Jovens e adultos nos três turnos e está situado na Rua Recife nº 1989, no Bairro de Adrianópolis na cidade de Manaus-Am, sendo reconhecido nacionalmente por desenvolver um trabalho de qualidade em ensino, sua matriz localiza-se no estado de São Paulo-SP. No ano de 1973, quando um grupo de professores tendo os mesmos ideais pedagógicos resolveu criar em Manaus um Centro Cultural cuja principal finalidade estivesse voltada ao preparo daqueles que almejam ingressar na faculdade, por isso decidiram criar o Centro de Ensino Pré-Universitário de Manaus. Para isso em 1979 foi solicitada a criação do Colégio Albert Einstein mantido pelo Colégio Albert Einstein Ltda, e em 1988 firmou contrato com o Colégio Objetivo de São Paulo e passou a chamar-se Colégio Objetivo Einstein e no final do ano de 1997 passou a se denominar Colégio Objetivo do Amazonas devido a uma ação impetrada pelo Hospital e Clínica Albert Einstein, o qual detém a patente do nome Albert Einsten. O funcionamento do Colégio foi autorizado através da Resolução de nº 015/79 – CEE / AM e reconhecido pela Resolução nº 044/81 – CEE / AM sendo mantido pela Sociedade de Desenvolvimento Cultural do Amazonas. O Colégio Objetivo do Amazonas tem por objetivos específicos: 1- Ministrar a Educação Infantil, Ensino Fundamental, Ensino Médio, Educação de Jovens e Adultos. Observadas em cada caso, a legislação e as normas aplicáveis; 2- Proporcionar ao aluno a formação necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades; 3- Dar especial atenção à formação do caráter, de modo que os ideais de justiça, integridade e firmeza moral se tornem hábitos de conduta; 4- Ensinar os princípios de um viver saudável estimulando ao aluno à valorização de suas potencialidades físicas e mentais, evitando toda a prática de vícios e cultivando bons hábitos; 5- Manter elevado padrão de qualidade do processo de ensino através do uso de métodos e técnicas adequadas; 6- Manter o aprimoramento constante de seus recursos humanos; 7- Reconhecer e valorizar as potencialidades do aluno. A parte física da escola é muita bem distribuída, possui 28 salas de aula muito bem iluminadas e climatizadas, proporcionando o bem estar dos alunos. O tamanho está dentro das normas previstas pela legislação e equipadas com todos os recursos necessários para um bom desenvolvimento pedagógico. Atualmente a escola mantém em seu quadro 776 alunos da Educação Infantil até o Ensino Médio. As salas da Educação Infantil e do Ensino Fundamental possuem armários para guardar material; as cadeiras são proporcionais à idade e o tamanho dos alunos, além de serem bem conservadas; a sala é higienizada diariamente e são transmitidas aos alunos orientações educacionais quanto à conservação das mesmas; elas possuem ainda espelhos, casinhas, cestos de lixo, cabides, brinquedos pedagógicos, locais para as crianças guardarem suas mochilas, pendurarem suas lancheiras e descansarem em colchonetes caso haja necessidade; também possuem estantes com livros, brinquedos e sucatas; a lousa é branca a base d’água conforme recomenda as normas legislativas; algumas salas possuem banheiros com pias e sanitários com a altura padrão recomendada e as que não possuem, estes são bem próximos à sala. As salas do Ensino Fundamental e Médio também estão dentro das exigências legais, tanto no tamanho, como nos mobiliários, climatização, iluminação, cor e tamanho das lousas e nos recursos eletrônicos. As crianças possuem local para brincar com segurança. Há uma variedade de opções como parquinho, piscina, quadra poliesportiva, campo de grama, uma cidade em miniatura casinhas, canteiro de hortas, tudo isso cercado por uma boa arborização que torna o ambiente um local ecológico, agradável, saudável e que permite as crianças o contato direto com a natureza. O colégio possui 01 recepção; 01 sala para direção de ensino; 01 sala para coordenação de eventos; 01 sala para psicóloga; 03 salas para supervisão e orientação; 01 sala para diretoria de unidade com digitadora; sanitários suficientes para atender a demanda; 01 biblioteca; 01 laboratório de ciências e 01 laboratório de Informática; Play ground; 01Auditório; 01 brinquedoteca; 01 cantina; 01 sala de professores; 01 sala que abriga reprografia, depósito para o material de artes, atelier e 01 horta. O colégio possui ainda 148 mesas; 998 cadeiras; 28 quadros e 13 bebedouros espalhados nos mais diversos lugares; também possui 02 poços artesianos o que torna a água saudável e de boa qualidade. Com relação a equipamentos e materiais didáticos a escola possui: 30 TVs com vídeo cassetes; 52 computadores; 12 telefones; 01 máquina copiadora xerox; 01 filmadora; 01 máquina fotográfica; 10 retroprojetores; 33 murais; 02 datashow; 12 aparelhos de som; 01 note book; 01 videokê, 52 ligações com a internet e 03 impressoras de pequeno porte e 01 de grande porte. O colégio em questão condiz com as exigências legais do Conselho Estadual de Educação e cumpre rigorosamente o que rege a Resolução 006/98 – CEE / Am de 18/02/1998, conforme Portaria Nº 001/98 – CEE. A equipe técnico–pedagógica é composta por 07 profissionais devidamente habilitados assim distribuídos: 01 Diretora Pedagógica que atende a Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio; 01 Diretora de Unidade que também atende os três níveis da educação; 01 Orientadora Educacional para Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental; 01 Supervisora Escolar para Educação Infantil e anos iniciais do Ensino Fundamental; 01 Orientadora Educacional para o Ensino Fundamental e médio; 01 Supervisora Educacional para o Ensino Fundamental e médio e 01 Coordenadora de eventos. O quadro também possui outros profissionais que integram o trabalho educacional como: o Psicólogo escolar, que desenvolve um trabalho em conjunto com os técnicos e professores para o acompanhamento dos alunos encaminhados pelo Serviço de Orientação Educacional. Duas Bibliotecárias, sendo uma com nível médio, que atende da Educação Infantil ao Ensino Médio e a outra graduada que atende a UNINORTE. Os demais funcionários: Recepcionistas, serviços gerais e porteiros, são profissionais que desenvolvem um trabalho de apoio em relação ao atendimento, segurança e manutenção do espaço físico. O quadro docente do Ensino Fundamental é constituído pelos seguintes profissionais: 05 Professoras, sendo todas graduadas em pedagogia que transmitem conhecimentos e os cuidados necessários para as crianças; 01 professora de Inglês (graduada) que tem como finalidade familiarizar e ensinar aos alunos o idioma citado anteriormente como segunda língua, 01 professora de Informática (especialista na área) que procura despertar o conhecimento das crianças no campo da tecnologia e 01 professora de Educação Física que desenvolve a parte física e motora das crianças. Todo o quadro funcional do Estabelecimento de Ensino está rigorosamente dentro das exigências legais que regem a Educação Básica. Os professores são profissionais com formação em cada área especifica. O colégio também oferece durante o período de férias, cursos de aprimoramento das técnicas e práticas pedagógicas que são adotadas pela Instituição, sempre renovando e modernizando o ensino para que se processe a aprendizagem de maneira criativa e agradável. Inclusive todos os professores que trabalham com o Ensino Fundamental, segundo entrevista afirmaram ter o Ensino Superior, conforme pode ser observado no gráfico abaixo: Gráfico 1: Formação acadêmica dos professores Fonte: Entrevistas com os professores Educação Infantil – 2004 Conforme demonstra os dados e o gráfico, 100% dos professores possuem nível superior, o que demonstra que a escola se preocupa em cumprir as exigências da lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional nº 9694 e que utilizam a atividade lúdica como técnica pedagógica, mas a música, um dos instrumentos específicos do lúdico e muito importante para aprendizagem, não é vista dessa forma por alguns professores, mas apenas como técnica para relaxamento, boas-vindas na entrada da sala de aula, saudação à merenda, brincar etc. Portanto percebe-se que não utilizar a música como forma de aprendizagem na escola, não se trata de desinformação por parte do quadro docente e sim de falta de interesse. Portanto deve-se observar a recomendação do RCN, na parte dos Temas Transversais que cita: A integração entre os aspectos sensíveis, afetivos, estéticos, assim como a promoção de interação e comunicação social, conferem caráter significativos a linguagem musical. É uma das formas importantes de expressão humana, o que por si só justifica sua presença no contexto da educação, de um modo geral, e no Ensino Básico particularmente. (1988, v. 7, p. 44) 4.2 Caracterização da sala de aula. No Colégio Objetivo do Amazonas a sala de aula é o espaço onde ocorre a otimização do conhecimento, podendo inclusive acontecer embaixo de um dos pés de cupuaçu plantados na área verde, na mini-cidade, no parquinho, na quadra, nos laboratórios etc. O colégio dispõe também de salas especiais e dentro dos padrões exigidos pelo Referencial Curricular, para as crianças que cursam a Educação Infantil, de 03 a 06, distribuídas no I, II, III e IV períodos, desenvolvendo suas atividades escolares no turno matutino, no horário de 07h e 15min às 11h e 45min. As professoras, são profissionais com formação em Magistério e atualmente têm curso superior. Todas as ajudantes de sala são estudantes de pedagogia da Uninorte. A professora do I período é pedagoga e ensina há 13 anos, sendo oito anos no I período desse colégio; a professora do II período é pedagoga e está atuando no magistério há 14 anos, sendo há cinco anos nesse colégio com a mesma turma; a professora do III é pedagoga e está concluindo mestrado, exerce o magistério há nove anos, nesse mesmo período e a docente do IV período, é formada em Letras e nesse Colégio trabalha há quatorze anos, nessa série de alfabetização. Todas ingressaram no estabelecimento de ensino por meio de entrevista e aula expositiva, em regime de trabalho CLT e com carteira assinada. As salas de aula onde funcionam os quatro períodos são bem iluminadas e climatizadas, com murais bonitos e criativos, no qual são repassadas todas as informações referentes aos acontecimentos do calendário escolar e as datas comemorativas. Também são utilizados para exposição dos trabalhos desenvolvidos pelos alunos. Possuem armários para guardar o material didático-pedagógico; estantes para colocação das lancheiras. As carteiras e cadeiras estão de acordo com a idade dos educandos. A lousa é bem localizada proporcionando uma boa visualização. Possui ainda um tablado que funciona como um pequeno palco, onde as crianças expõem suas apresentações, trabalhando assim desde pequeno o bom hábito de se expressar em público. A perspicácia com que as professoras inserem os conteúdos, deixa bem claro todo o preparo teórico, a capacidade e a competência para trabalharem e desenvolverem o conhecimento cognitivo e motor dos alunos e a metodologia das professoras em questão, está no empenho e na organização de situações com qualidade para a aprendizagem, oportunizando o contato do aluno com o ambiente de forma real e significativa, levando sempre em consideração o meio social, o grau de amadurecimento e desenvolvimento individual, buscando atingir um elevado nível de motivação e interesse através da utilização do material didático e atividades estimulantes, tais como: artes, recreações, filmes, danças, pinturas, teatro etc. Quando perguntado aos professores sobre a viabilidade da utilização das atividades lúdicas, mesmo em salas com grande número de alunos, todos foram unânimes em afirmar que sim, é possível de ser utilizada, conforme demonstra o gráfico: abaixo: Gráfico 2: Viabilidade do trabalho com a atividade lúdica, mesmo em salas superlotadas. Fonte: Entrevistas com os professores da Educação Infantil - 2004 Este resultado de 100% é gratificante para a pesquisa, pois, é um grande avanço os professores se conscientizarem que é possível em qualquer ambiente escolar a prática de atividades lúdicas, o que torna cada vez mais relevante o nosso estudo sobre a necessidade dessas atividades ligadas diretamente à metodologia praticada em sala de aula e sua ausência, dá-se exclusivamente por falta de interesse ou de boa vontade do educador e para que criatividade aflore, se faz necessário que o aluno seja trabalhado, estimulado a produzir conhecimento interior através do exterior. As práticas e ações pedagógicas são elaboradas de formas dinâmicas, a professora conhece a clientela e utiliza técnicas de acordo com a realidade interna e externa do educando e as atividades são modificadas a cada 30 min. As crianças são estimuladas a vivenciarem as atividades através do concreto. O recreio é das 8h 30min às 8h 50min, o horário não coincide com os alunos do fundamental e nem com o Ensino Médio. Após o lanche a professora espera os alunos na sala com o ar condicionado desligado, pois, os mesmos na hora do recreio brincam no parquinho e na mini-cidade existente na escola, quando voltam estão muito suados e para que não aconteça um choque térmico, ela toma as devidas precauções e só religa o aparelho após todos se acomodarem, relaxarem e ficarem na temperatura ambiente e dependendo do estado de excitação deles ela conta uma história, lê um livro ou coloca uma música bem suave e relaxante. Essas medidas também são tomadas depois da aula de educação física. A relação entre professor e aluno transcorre de maneira favorável à aprendizagem, pois as professoras sabem ouvir, procurando abstrair o conhecimento do aluno, acatando as suas opiniões com sensibilidade e respeito. Explorando e estimulando a criatividade do aluno, tirando dúvidas quando os conceitos são interpretados de maneira errônea. São pacientes, afetuosas, preocupadas com aqueles que têm problema em acompanhar o ritmo da turma. Possuem um grande domínio de classe o que possibilita um bom desempenho na condução das aulas e uma melhor percepção por parte dos alunos. Segundo Werneck: “Se a dialogicidade penetrar em suas práticas, se os currículos ocultos corresponderem aos manifestos e se os educadores tiverem a coragem de deixar os seus alunos errarem, para discutir com eles o erro, haverá alguma esperança de mudança, num horizonte que entre nós retrata apenas o amanhecer” (1992,p. 90). As professoras trabalham de forma contextualizada, apresentam linguagem simples, clara e objetiva. A elaboração das aulas tem como principal objetivo apresentar conteúdos de maneira que possam ser facilmente compreendidos pelos alunos. A introdução dos conteúdos têm como aliados uma farta exemplificação que é complementada por variados exercícios, reforçando assim a assimilação através de leitura, conversação, vídeo, pintura, teatro, recreação e tarefas; visita à biblioteca, para despertar no aluno o interesse pela leitura; trabalhos em equipe, dinâmicas de grupo com ou sem competição; artes, pesquisa em jornais, revistas, parque e piscina etc. É importante salientar que todas as crianças, independente de ritmo ou deficiência de aprendizagem, concluem o IV período sabendo ler e escrever, a somar e a diminuir, tudo através do concreto e de acordo com o aprendizado de cada faixa etária Embora os dados coletados cheguem a quase 100% na escola em questão, na prática não ocorre o mesmo em outras escolas visitadas. O que encontramos na realidade, é uma minoria utilizando a pratica do lúdico como apoio de aprendizagem para a Educação Infantil e de forma aleatória, sem planejamento adequado para atingir objetivos almejados, pois os professores deveriam considerar uma variedade de situações que incluísse: cantar, dramatizar, atividades rítmicas, jogos etc, para exploração dos conteúdos em todas disciplinas e tornar o ensino facilitado pela forma atrativa que envolve o brinquedo, principalmente para as crianças Além de valorizar as atividades lúdicas como uma estratégia essencial para aprendizagem do currículo escolar também é essencial para o relacionamento social, moral e ético. Essas atividades deveriam ser diariamente e além de serem aproveitadas para facilitar o ensino de todas as disciplinas, para a criança que tem a possibilidade de estar em grupo, esse é o momento de desenvolver o espírito de solidariedade, cooperação, interação, integração, afetividade e sensibilidade. No colégio em questão os professores agem de maneira criativa. A motivação é dirigida para estimular o entendimento do aluno, com todo o aparato pedagógico essencial à aprendizagem, partindo do concreto, para a construção da formulação dos conceitos, a professora busca despertar o interesse e a fixação dos conteúdos não só do currículo em si, mas baseada nas necessidades de toda vivência diária. Busca o aprimoramento dos conhecimentos de cada aluno em particular. Os alunos são criativos, inteligentes e curiosos no que se refere à curiosidade de absorver o entendimento ou conhecimento. As disciplinas são trabalhadas com paciência, diálogo e firmeza. Conforme evidencia Morais: “A autoridade é constituída e precisa ser aceita; ela não faz os educandos inferiores, imprimindo ao contrário, às suas vidas um sentido mais seguro de caminhada e de conquista”, (1988, p. 24). As correções das tarefas de casa são realizadas pela professora do III E IV períodos diariamente, e quando as crianças acertam tudo, cola adesivos sugestivos tais como: muito bem, ótimo etc; quando ocorre algum erro ela passa um traço onde está errado, escreve o correto em cima e escreve ao lado, refaça. Todo esse processo é feito de maneira bem sutil e discreta, com caneta preta. Com as tarefas de sala, após todos terem acabado a atividade, ela responde com eles no quadro, que vão fazendo a auto-correção, depois ela vai às mesas e passa o visto nos cadernos e nas apostilas. Com relação ao ditado, as crianças são orientadas para escreverem uma palavra em baixo da outra e depois na hora da correção quando a professora escreve as palavras no quadro o aluno que não acertou escreve a forma correta ao lado e no final é passado o visto. Destaca Luckesi: “O insucesso e o erro, em si não são necessários para o crescimento, porém, uma vez que ocorram, não devemos fazer deles fontes de culpa e de castigo, mas trampolins para o salto em direção a uma vida consciente, sadia e feliz”. (2001, p. 59). Com relação à ética e a moral, as educadoras têm uma postura exemplar, sabem lidar com as situações de uma forma admirável, segundo Imbert: “Com toda a certeza, os pedagogos são bons entendedores de moral: “A moral constituí a própria essência da empreitada da pedagogia”. (2001, p. 22). Consegue resolver os problemas das crianças, suas birras, xingamentos, ofensas, competições de maneira equilibrada, sem tomar partido ou preferências. Durante todo o nosso tempo de convívio nunca presenciamos um grito, uma cara feia ou mesmo uma discriminação. Quando acontece algum contratempo, a mesma conversa com a criança particularmente, falando baixinho e sempre olhando bem nos olhos da criança, tal fato é muito importante, pois não deixa que isso seja motivo de falatório e reprimenda por parte dos colegas. “O engajamento ético nos remete não só a modificar os enclasuramentos imaginários nos quais tomam forma às práticas de ensino, mas também a afirmar além desse imaginário”. (IMBERT, 2001, p. 97). Na avaliação, as professoras obedecem às normas da escola e procuram agir da forma mais imparcial possível, “Enquanto o planejamento é o ato pelo qual decidimos o que construir, a avaliação é o ato crítico que nos subsidia na verificação de como estamos construindo o nosso projeto”, (LUCKESI, 2001, p. 118). O regimento consiste em avaliação contínua, na qual acontece um pequeno exercício, são observadas as atividades desenvolvidas em sala de aula, participação nas aulas, assiduidade, comportamento e interesse, depois é feito uma avaliação no final do bimestre. As crianças são bem preparadas, os docentes planejam e executam todo este processo com tanto primor e dedicação, que elas nem percebem que estão sendo avaliadas. Para Luckesi: “A avaliação da aprendizagem é uma atividade subsidiária e estritamente articulada com a execução, não existe nem subsiste por si mesma, ela só faz sentido na medida em que serve para o diagnóstico da execução e dos resultados que estão sendo buscados e obtidos. A avaliação é um instrumento auxiliar da melhoria dos resultados.” (2001, p. 150). Durante o estágio, observou-se que a parte lúdica também é trabalhada tanto na educação física, como na sala de aula, principalmente nas aulas de matemática, através dos jogos e das brincadeiras, pequenas competições lançadas pelos professores, como forma de tornar o aprendizado mais divertido e prazeroso. Durante a manhã, a criança não passa o tempo todo somente sentado, ela tem liberdade de movimento, desde que não atrapalhe a aula, nem as atividades. Sobre este assunto Santos ressalta que: “A ludicidade é uma necessidade do ser humano em qualquer idade e não pode ser vista apenas como diversão. O desenvolvimento do aspecto lúdico facilita a aprendizagem, o desenvolvimento pessoal, social e cultural, colabora para uma boa saúde mental, prepara para um estado interior fértil, facilita os processos de socialização, comunicação, expressão e construção do conhecimento.” (1997, p. 13). .A música é muito estimulante para dinamizar brincadeiras e jogos. Como exercício para a coordenação motora através do ritmo, como: a dança, mímica, imitação, expressão corporal, facial, enriquecimento da coordenação motora e principalmente para desenvolver o cultivo da voz, da audição, da visão como também a memorização mecânica da aprendizagem. Na Educação Infantil II, III e IV, observou-se que a música foi utilizada para interação entre os alunos, para expressarem sensações, sentimentos através da expressão corporal e facial. Na prática da coordenação motora trabalhando o ritmo, cultivo da voz, audição, visão e como técnica de relaxamento. Despertando a sensibilidade e o interesse musical, mas não percebemos a sua utilização como meio de aprendizagem do ensino sistematizado principalmente na aprendizagem interdisciplinar. Quanto à questão da interdisciplinaridade, é muito presente no dia a dia da sala de aula, ela é tão constante que às vezes nem percebemos que esta acontecendo. Português é a grande campeã, esta ligada diretamente com todas as outras disciplinas. Depois vêm à matemática, ciências, e assim por diante, elas se cruzam de uma forma bastante produtiva, é neste momento que fica mais evidente a falha da não utilização da música e como é rica a aprendizagem interdisciplinar através de uma música e como os alunos ficam estimulados neste trabalho, isso ficou evidente quando com eles desenvolvemos alguns trabalhos nesse estilo. Segundo Werneck: “A preocupação com a interdisciplinaridade em nossas escolas vem trazer uma nova visão didático-pedagógica à problemática da formação humana. O aluno dentro de uma escola com preocupação interdisciplinar não viverá um currículo que veicule conceituações fechadas, mas sim interligadas. A visão do mundo e da vida, no momento em que os professores horizontalizam seus currículos, é uma visão global, uma visão do todo, onde cada parte passa a ter significado, quando adita a um grande conjunto.” (2001, p. 57). As artes visuais, linguagem de expressão e comunicação são fontes provedoras para o desenvolvimento do potencial criador da criança, ou seja, está centrada na questão das habilidades cognitiva, hoje um tema tão em moda denominado por “inteligências Múltiplas”. Fonte básica de construção para as estruturas mentais do pensamento exteriorizado pela performance na “identificação de suas referências de beleza e de fantasia” (ANTUNES, 2002, p. 17). Trabalhar a criatividade da criança, é formar seres competitivos, os chamados homens intelectuais, de formação crítica e com competência para o mercado de trabalho. O ser que não cria, é apenas um mero reprodutor de idéias. Na Educação Infantil I, as artes são trabalhadas na direção do desenvolvimento da coordenação motora fina, com modelagens, colagens, pinturas, iniciação ao grafismo e outros. Como recurso de aprendizagem através da associação de idéias e desenvolvendo na criança o lado artístico e criador, com liberdade de produção individual e personalizada, além de ajudar a memorizar cores, formas e outros. Já na Educação Infantil II, III, IV, as artes são trabalhadas e acrescentadas à exploração na imaginação como na também na reprodução de experiências vividas. Uma construção de conhecimento na produção pela reflexão e percepção das coisas que os cercam, como: os seres da natureza, árvores, animais, chuva, sol e outros; vivência familiar; preferências e afetividade. As produções são de livre e espontânea vontade, mas sempre evocada a sensibilidade para a elaboração e compreensão do objetivo a ser atingido. Há muitos recursos de aprendizagem para memorização de letras e números. O conhecimento de mundo através de gravuras com animais silvestres e domésticos, rios, mar, montanhas, o ambiente familiar e outros de forma interdisciplinar. A Educação Física é uma prática pedagógica que no âmbito escolar utiliza as mais variadas formas de atividades expressivas corporais como: jogo, esporte, dança, ginástica etc. Formas estas que configuram uma área de conhecimento que podemos chamar de cultura corporal. O ensino da educação física tem também um sentido lúdico quando busca instigar a criatividade humana à adoção de uma postura produtiva tanto no mundo do trabalho como no do lazer. A parte física é trabalhada duas vezes na semana com aulas prazerosas e criativas em ambiente propício. O professor interage muito bem com os alunos e vice-versa. São feitas varias atividades e muitos jogos esportivos, eles também vão a piscina quatro vezes ao mês. Sobre o tema Soares afirma: “O esporte, enquanto tema da cultura corporal, é tratado pedagogicamente na escola de forma crítica-superadora, evidenciando-se o sentido e o significado dos valores que inculca e as normas que o regulamentam dentro de nosso contexto sócio-histórico.” (1992, p. 40). As aulas de inglês são bem apreciadas pelas crianças que gostam da aprendizagem de uma nova língua, de uma forma diferente de comunicação e com essa maneira descontraída eles vão aprendendo um idioma tão importante para a nossa vida, principalmente pelo fato da globalização, mas a importância de se aprender corretamente a nossa língua para uma perfeita comunicação e o respeito pela valorização da nossa língua mãe, sempre é trabalhado pelo professores e enfatizado que a comunicação se dá com perfeição quando conhecemos profundamente a nosso vocabulário e sabemos como aplicar as palavras certas dentro de um contexto, para sermos bem interpretados . “Não se renuncia à língua materna, porque se aprende uma língua estrangeira”.(AZEVEDO, 200, p. 84). A Informática é trabalhada com jogos de software educativos interessantes e criativos que além de proporcionarem as crianças o acesso à tecnologia, contêm conteúdos relacionados com os estudados em sala de aula o que favorece a um melhor aprendizado. Outro fator importante nos Software educativos é trabalho com os “erros” e “acertos” (como por exemplo: você errou!, repita a questão, faça novamente, e quando acontece o acerto: parabéns!).”A informática pode ser um dos agentes transformadores da educação e pode proporcionar uma nova dinâmica ao processo de construção do conhecimento”. (OLIVEIRA, 2001, p. 74). Os conteúdos são transmitidos de forma agradável e com bastante competência pela professora, com exceção da pouquíssima utilização da música como ferramenta de ensino, não verificamos em nenhum momento dificuldades, as mesmas possuem domínio de turma, fundamentação teórica e conhecimento das metodologias aplicadas, o que facilita a transmissão dos conteúdos e possibilita a aprendizagem do aluno. A não utilização da atividade lúdica por alguns professores, é o que ocorre em todos os cursos. Encontramos pessoas compromissadas e realmente interessadas em se tornar um bom profissional, e existem também aquelas pessoas que estão ali somente para ter um diploma, ou cumprir uma exigência da lei. Outros se encontram na área, embora não tenha a menor aptidão para o magistério, para garantir o salário no final do mês e com essa atitude o maior lesado passa a ser a criança que tem a infelicidade de ter uma pessoa desse nível como professor, chegando na maioria das vezes ser prejudicado no seu desenvolvimento cognitivo e emocional porque a utilização estratégica do lúdico no processo ensino-aprendizagem favorece o reforço do esquema mental e corporal. Através de gestos e movimentos livres, o ritmo é o grande facilitador de um desenvolvimento maior da coordenação motora da criança. “O ritmo natural é dado a todo ser humano. Ele não é ensinado, ele se revela. A criança anda, salta, corre, bate as mãos, joga bola obedece às leis da natureza”. (WILLEMS, 1969, p. 27). As ações pedagógicas estão dentro dos padrões de exigência próprios da docência. No que concerne à didática, metodologia, conteúdos e principalmente equilíbrio afetivo–emocional tudo transcorreu com muita tranqüilidade proporcionando aos discentes um ambiente harmonioso, motivador e criativo, ampliando as possibilidades para um desenvolvimento global da turma. Não poderíamos também deixar de mencionar todo um trabalho de retaguarda por parte da supervisora, da orientadora e da psicóloga da escola, alicerçando assim os procedimentos desenvolvidos em sala de aula, com um acompanhamento diário e um olhar humano. O que discorda da nossa pesquisa, quando perguntado aos professores sobre o apoio por parte da escola, referente a utilização da música, somente 75% responderam que recebem este apoio e 25% responderam que não recebem apoio, conforme gráfico abaixo: Gráfico: 5 Apoio por parte da escola para a utilização da música. Fonte: Entrevista com os professores do Ensino da Educação Infantil – 2004. 4. 3 Análise: Com base em nossas observações e levantamento através de entrevistas, conversas informais, com os alunos, as professoras das salas observadas, pais, bem como a Coordenadora Educacional responsável pela orientação aos professores da Educação Infantil da Instituição, foi possível compor uma Análise com os dados coletados; as estratégias e as possíveis soluções encontradas, para, se não solucionar, pelo menos minimizar os problemas e transtornos que a ausência e a importância da atividade lúdica, podem atuar na educação, com esse material transcrevemos a seguir a Matriz Analítica:


4.3.1 PROBLEMÁTICA: É necessário sempre que possível inserirmos nas disciplinas as atividades lúdicas, como instrumento de ensino e aprendizagem por serem um dos mais importantes recursos de didáticos para o professor.


4.3.2 JUSTUFICATIVA: De acordo com a observação realizada no I, II, III e IV período da Educação Infantil, verificou-se que ao trabalhar as disciplina, a música tinha um papel insignificante na aprendizagem. A partir desta observação percebeu-se a necessidade de fazer uso desta técnica tão maravilhosa, gostosa, proveitosa e milenar que é a música, aproveitando o conteúdo que estava sendo abordado em Natureza e Sociedade, intervimos através da utilização da música, uma das mais prazerosas ações da Atividade Lúdica para a aprendizagem e não estava sendo bem canalizada nessa dirção.


4. 4 AÇÃO: Após um estudo aprofundado sobre o tema, as observações feitas em sala de aula do I ao IV período da Educação Infantil, no dia a dia do fazer pedagógico e a pesquisa de campo, realizamos um questionário com os professores já citados e analisados anteriormente no capitulo 3 deste trabalho; também com os alunos do IV período da Educação Infantil da escola observada, alguns pais e a Coordenadora Pedagógica, que analisaremos neste capitulo. Foram dez dias para a execução do Plano de Ação. Aplicadas entrevistas semi-estruturadas com 12 crianças do IV período. Outro questionário para professores do I e II períodos e também diverso dos professores do III e IV períodos. Um questionário também diferente de todos os outros, para coordenação pedagógica e também outro conteúdo para os pais de alunos do IV Período. Também foram entrevistados seis professores das escolas públicas, diferentes dos demais e mais voltado para a realidade do ensino gratuito. Obtivemos resultados que se não podem ser considerados totalmente satisfatórios em termos de pesquisa, também não causou nenhuma frustração porque nos deixou bem cientes da importância da escolha do nosso tema e o quanto ele é importante e influencia na aprendizagem, como também a necessidade premente que existe na formação do professor em possuir competência nessa área para poder exercer com excelência a prática docente. Estes resultados trazem à tona a importância da utilização da ludicidade na prática pedagógica em sala de aula, porque as atividades acontecem de forma muito mais prazerosa e participativa ocorrendo assim uma interação entre o professor e aluno e esses entre si. Os conteúdos contemplados com o lúdico, ganha formas mais rápida e prática que facilitam a aprendizagem, comprovando assim a autenticidade da técnica para a educação infantil de três a seis anos de idade. O professor que realmente possui interesse por sua profissão e pelo seu trabalho pedagógico, deve estar sempre atualizado, procurando buscar artifícios de todas as formas na busca de auxílios que facilitem a aprendizagem de seus alunos. Analisando os dados coletados em nossa pesquisa, percebemos uma enorme distância entre a teoria e a prática, embora tenha sido um pequeno percentual de professores de outras escolas que responderam nunca terem visto durante o seu curso de formação, a necessidade real da utilização do lúdico como ferramenta de trabalho. Sabemos que isso não é verdadeiro, pois como já explicamos ser esta disciplina ministrada no curso e com bastante ênfase, há não ser quê, o professor não tenha formação superior, realmente pode não conhecer a utilidade do brinquedo para o educando. O restante dos professores que responderam ter conhecimento do assunto durante o curso de nível superior e não colocam em prática, sabemos ser por falta de vontade ou por achar sem importância, o que discorda totalmente da resposta encontrada nos 100% dos professores do colégio observado, quando afirmaram ser de total relevância o uso das atividades lúdicas durante a prática pedagógica.

5 – RESULTADOS E DISCUSÃO 5.1 A IMPORTÃNCIA DA ATIVIDADE LUDICA PARA EDUCAÇÃO INFANTIl.
Nessa categoria analítica, que visa identificar nas falas dos sujeitos da pesquisa o significado que atribuem a atividade lúdica no processo formativo educacional, partindo-se de condições diferentes de entrevistados. 5.1.1 OS alunos do IV Período, que convivem sob essa prática política pedagógica, acata a metodologia como correta na aplicação da aprendizagem e percebem que essa se internaliza de maneira favorável, divertida, mais acessível de compreensão quando usada a alternativa lúdica. 5.1.2 Os professores, são unânimes quanto à importância do lúdico como instrumento que promove a socialização, “é interativo e como técnica e recurso preciso para aplicar e facilitar a aprendizagem , desde as historinhas, os blocos lógicos, a música e outros”. 5.1.3 Mães de alunos, consideram o brincar “a mais expressiva forma de aprendizado porque desperta interesse e com satisfação se realiza melhor os objetivos e que orientam seus filhos através do lúdico”. 5.1.4 Corpo Técnico: afirma que “as atividades desenvolvidas na Educação Infantil, em sua maior parte são voltadas para o lúdico e devem ser elaboradas através dele”. Verifica-se que o lúdico tem um papel fundamental no processo ensino-aprendizagem para Educação Infantil. Diante desses relatos percebe-se que o sucesso da aprendizagem depende da forma de motivação para atrair a criança através do empreendimento eficaz da atividade lúdica, ou seja, todos que possuem habilidade para utilizar o lúdico, vêem facilitado o seu trabalho. Quando na escola há uma preocupação de toda equipe que se relaciona com a área pedagógica, durante o planejamento anual, semestral, bimestral ou mesmo de unidade, a predisposição para a aplicação das atividades com propostas lúdicas que despertem o interesse e garanta a participação de todas as crianças em sala de aula, a aprendizagem é generalizada. O professor capacitado por nível superior, com outra forma de discurso e diferente forma de olhar, que sabe reconhecer as dificuldades que está enfrentando para se fazer ser compreendido e procura aprimorar-se saberá distinguir as diferenças de ritmos e valorizar o potencial do aluno, trabalhando de forma contextualizada e simples, que não despreza a bagagem de conhecimento e as experiências que o educando traz do ambiente familiar, comunidade ou da própria escola, partindo do concreto, da realidade e vivência da criança. O incentivo que o docente dá ao aluno em sua participação nas atividades, despertando o interesse, criatividade e promovendo socialização é mais humano e muito profissional o seu procedimento.


5.2 O LÚDICO NO DESENVOLVIMENTO DO RACICÍNIO LÓGICO E DA PSICOMOTRICIDADE
Essa é a categoria mais importante da pesquisa, porque atualmente já foi comprovado cientificamente que o conhecimento não é inato, ou seja, do interior para o exterior, mas sim através das experiências vividas e aprendidas pelo sujeito desde seu nascimento. As habilidades e competências surgirão de acordo com esse trabalho elaborado para desenvolver as aptidões cognitivas. Sobre esse questionamento foram dadas as seguintes respostas para a atividade lúdica: 5.2.1 Professores: consideram a atividade lúdica “como um meio para que a criança construa seu próprio mundo de conhecimento; o lúdico desenvolve o raciocínio lógico e a psicomotricidade, quando se percebe que o aluno internalizou o conhecimento e vai repeti-lo brincando o que foi vivido na brincadeira, nota-se que houve um aprendizado pela repetição correta de movimentos e pela fala. O lúdico desenvolve a curiosidade em torno do conhecimento e a partir do momento em que ocorre a interação desse aprendizado com outras crianças vai haver um nível melhor e acessível para o conhecimento que vai canalizando essa abstração para novas descobertas e novos interesses vão surgindo à medida que se vai eliminando as barreiras vencidas é como se abrisse uma cortina de uma janela para o sol penetrar mais forte e radiante”. 5.2.2 Mãe de aluno do IV período: “quando bem direcionada a atividade lúdica na descoberta de novos conhecimentos é fundamental para o desenvolvimento intelectual, porque a criança sempre se sente atraída pela brincadeira e cria uma nova expectativa para o novo e a partir de cada conhecimento há uma nova geração de conhecimentos em torno do objeto a ser aprendido”. Como exemplo, podemos ter o estudo interdisciplinar sobre a água: sem água não sobrevivemos e nem os animais; o nosso corpo é composto muito mais por água de que massa muscular; para termos uma vida saudável, devemos consumir no mínimo dois litros de água por dia e existem águas salgadas dos mares e doces dos rios etc. Assim é elaborado um tema sob vários prismas, para tantas formas de conhecimento, na ciência, na geografia, na matemática etc de forma lúdica, concreta e interessante para a memorização. Fazendo com que a criança prove da água doce e salgada, sabendo diferenciar o sabor. Misturar a água com óleo e ver que elas não se misturam. Colocar material mais pesado dentro da água para ela perceber a decantação etc. São formas de ensino dinâmico, diversificado e concreto que prende a atenção e leva a fixação, a real aprendizagem. 5.2.3 Corpo Técnico: “O lúdico possibilita maior aprendizagem porque faz parte da vida da criança, do seu contexto e a mesma estará praticando o conhecimento de forma prazerosa. Quando contamos uma história interessante, cheia de fatos interessantes e divertidos a criança saberá repassar essa aventura e criar mais personagens e mais novidades, basta que ela seja estimulada para isso”. A natureza lúdica, hoje é vista como a forma mais adequada para que a criança possa produzir seu próprio conhecimento, visto despertar na criança uma coisa própria e inerente no ser humano, a curiosidade. Ela executa isso com grande prazer, pois desvendar mistérios, descobrir as novidades são as coisas que as crianças mais gostam de fazer e quando essa repete os movimentos ou a fala dos conteúdos assimilados após a execução da disciplina, percebe-se que o aluno internalizou o saber sistematizado de forma descontraída e que vai ficar construído no pensamento, pela reprodução espontânea da atividade aprendida. Também ser muito importante à interação com o outro, como se refere o professor Ferreira (1999) baseado na teoria de Vygostsky, que a aprendizagem é vivida num processo cotidiano em que a criança constrói seu pensamento através de trocas estabelecidas com o outro, realizadas através de jogos que possibilitam exercitar e harmonizar a utilização dos hemisférios cerebral esquerdo e direito, porque os indivíduos aprendem pela ação, aprenderão a aprender, procurando pensar, e a conservação dessa aprendizagem é transformada em saber operatório. Tanto o corpo técnico como pais em suas falas, demonstram a grande importância da necessidade da aplicação do lúdico nas atividades para com as crianças, por serem prazerosas e despertarem o desejo para novos conhecimentos favorecendo a um melhor desempenho da habilidade psicomotora. Quando há empenho por parte da diretoria, professores, coordenação e orientação pedagógica, enfim de todos atores envolvidos com o processo ensino-aprendizagem, inclusive os pais, que buscam desenvolver as habilidades e aptidões das crianças, estimulando a criatividade através de uma pedagogia renovadora, com a prática de atividades livres, na criação de historinhas elaboradas por eles mesmos, na organização de brincadeiras definindo os personagens, quem são os participantes etc; planejamento para as atividades dirigidas; permitir o acesso à projetores, laboratórios de ciências e informática, esse contato com a tecnologia é fantástico para o aprendizado do aluno; a participação em ludotecas é relevante e a visitas em bibliotecas proporciona o encontro com a fantasia através do mundo mágico da escrita. Agendar programas para um bom desempenho da psicomotricidade; respeito pelo espaço relacional e o espírito crítico do aluno, proporcionará um bom aproveitamento para desenvolvimento cognitivo da criança. O aluno trabalhado para produzir seu conhecimento interior através do exterior; elaborar tarefas que desenvolvam a coordenação motora fina e grossa, grafismos, desenhos, gravuras, partindo do concreto para fixar o abstrato, e principalmente o desenvolvimento do raciocínio lógico, essa criança desenvolverá sem dificuldades as habilidades e competências inatas e estimuladas pelo ensino, absorverá os conhecimentos para formação integral, será um privilegiado se receber esses cuidados do professor. A Psicomotricidade é a ciência que estuda a integração perfeita entre corpo e mente. Pode ser definida como a educação do movimento com a atuação sobre o intelecto, um resultado harmonioso da relação perfeita entre o comando mental e a ação corporal. As atividades lúdicas bem estruturadas para o desenvolvimento do raciocínio lógico e a motricidade têm como elementos básicos: o esquema corporal, que é o conhecimento do seu próprio corpo e a maneira de se expressar através dele; a lateralidade, que é a diferença da reação entre membros direito e esquerdo; a orientação espacial, saber localizar-se no espaço e situar as coisas umas em relação as outras; orientação temporal, o saber se situar no tempo e os desenhos e grafismos, que consiste em saber expressar no papel as idéias do pensamento e para se conseguir essas competências nos alunos, requer o empenho de um professor profissional competente.


5.3 A ADEQUAÇÃO, ENTRE O MATERIAL LÚDICO-DIDÁTICO COM A IDADE CRONOLÓGICA DO ALUNO.
Todos os teóricos se referem à necessidade da observação da utilização do material lúdico de acordo e apropriado para cada idade, para que nunca ultrapasse a capacidade da criança e nem fique defasada no nível correto de aprendizagem. No primeiro caso deixará a criança confusa e se sentindo incapacitada de não concluir as tarefas e no segundo caso, não dará muito valor, pois não conterá mistérios, tudo já lhe é conhecido, então ela dispersará o pensamento. Os protagonistas envolvidos com a educação da criança, sejam pais, professores, pedagogos, responsáveis pelo aprendizado etc, deverão respeitar esse aspecto muito importante para uma perfeita absorção de conhecimento para ser transformado em saber operatório. Para essa categoria tivemos algumas respostas muito interessantes e uma proposta de ensino de uma pessoa leiga, no caso uma mãe de criança do IV período, citou um forma muito própria de ensinar a sua filha, uma maneiram lúdica simples e que alcançou o objetivo de ensino. 5.3.1 Mãe de Aluno do IV período, cita: “No primeiro contato com as letras, usei uma brincadeira de unir as vogais e consoantes e percebi que isso fez com quê minha filha lesse mais rápido. Nós éramos as letras, por exemplo: B e A, quando nos juntávamos abraçadas dizíamos o som que as letrinhas formavam juntas: BA. Ela adora brincar e assim ficou motivada a aprender a ler. È interessante fazer isso com as leituras divertidas como a Mônica e Magali, é uma brincadeira que ela sempre quer repetir.” Inteligente e prático o método utilizado por essa mãe. Percebe-se que sua criatividade lúdica para iniciar a aprendizagem da criança na leitura não precisou de dinheiro, apenas de boa vontade e intencionalidade, de disponibilidade e do querer ensinar para compreender, despertou o interesse da criança pela leitura e essa aprendeu sem dificuldades as primeiras formações de sílabas que é o básico, para depois partir para a formação de palavras. Com certeza essa criança não terá dificuldades em ser alfabetizada. Como a atividade lúdica foi um dispositivo adequando a faixa etária, à aprendizagem ocorreu com facilidade. É de grande importância que a escola tenha essa preocupação com a utilização do material ludo-didático pedagógico de acordo com a idade cronológica da criança porque todo o aparato como ludoteca e material baseados na teoria construtivista de Piaget do “aprender fazer fazendo”, do sócio-interacionista de Vygostsky e seus adeptos, que se referem que o meio é responsável pelo desenvolvimento do conhecimento no ser humano e a psicolingüística Emília Ferreiro, diagnostica que todos são capazes de aprender desde que sejam trabalhados a partir dos primeiros anos de vida, de forma adequada a sua capacidade de compreensão. Dessa forma a aprendizagem torna-se significativa, ou seja, baseada na construção clara e orientada para partilhar significados e dar sentido ao conhecimento. A educação exige processos amplamente dinâmicos para gerar maneiras de abstrair a cognição do pensamento do aluno. Essa aprendizagem escolar adquire uma nova dimensão quando se preocupa em elaborar nas estruturas mentais da criança a forma adequada para abstração dos signos, seus valores e conceitos. Conhecer tudo que pertence ao meio em que convive e mais o conhecimento de mundo através da aprendizagem gerativa do qual o professor é responsável como mediador e interventor, favorece um aprendizado de forma rápida, natural e de utilidade, porque a apropriação das várias linguagens da humanidade são de alta complexidade e que exigem amadurecimento psíquico. Deve ser aplicado passo a passo e que desenvolva a capacidade de aquisição do saber de forma internalizada e não uma “decoreba” que com o passar do tempo se esvai da memória. Jean Piaget classificou essa faixa etária, de 0 a 06 anos, como parte do estágio pré-operatório. Aos 07 anos a criança já passou da fase do corpo vivido e percebido para a fase de representação que consiste no início do pensamento abstrato e pelo qual o meio é o responsável pela produção desse conhecimento. É preciso que o professor tenha essa consciência da responsabilidade sobre essa ascensão sem dificuldades. Deve-se respeitar e observar cada momento propício para compreensão e assimilação da aprendizagem, nunca ultrapassar os limites como também nunca deixar a desejar, dando partida para o conhecimento científico, priorizando a brincadeira, “os jogos e outros recursos didáticos lúdicos como o meio mais rápido e eficaz forma de assimilação de conteúdos, na construção de uma nova estrutura mental para apreensão do saber elaborado” (Kamil, 1991, p. 33).


5.4 O LÚDICO COMO AUXÍLIO À PRÁTICA PEDAGÓGICA DOS PROFESSORES.
O currículo do Referencial Curricular para dirimir as questões pedagógicas referentes ao aprendizado das crianças de 03 a 06 anos é praticamente baseado em cima das atividades lúdicas e consta como recurso obrigatório para as práticas educativas, por ser um instrumento facilitador para a compreensão ou entendimento cognitivo como também gerador das capacidades, hoje conhecidas como “inteligências múltiplas” que são competências do indivíduo que bem trabalhadas vão gerar muitas fontes de dotes e condenar aquela frase do senso comum: “o dom é um dote divino”, ao total ostracismo. Existem muitas pessoas que tocam instrumentos variados tanto como de sopro, de cordas, teclado, isso é uma especialidade de um maestro que deve tocar vários instrumentos para ter essa denominação. No entanto têm pessoas que não são maestros e tocam vários instrumentos, cantam, dançam, pintam telas e têm infinitos “dons”, será que essa pessoa é um ser privilegiado? Não, apenas ele teve a oportunidade de apreender suas competências desde criança e essas habilidades foram se estendendo para outras áreas porque a sua inteligência foi bastante trabalhada e de diversas formas então ele terá competências para aprender qualquer coisa sem mistério, desde que ele se proponha a aprender e isso só vai depender da boa vontade dela. Isso não é o caso da maioria das crianças que são tolhidas desde que nascem dos seus “dons” e as competências vão se perdendo pelo meio do caminho e sua criatividade é desestimulada de tal forma que ela se torna incapaz de formular, uma só pergunta. Não socializa porque não sabe expressar nem sequer seus sentimentos, quanto mais lutar pelo seu direito de cidadão que é muito mais difícil e muito mais complexo. O professor que não dispõe de material lúdico, as sucatas podem surtir o mesmo efeito de um brinquedo adquirido na loja e quando as crianças participam dessa construção é muito mais significativo, pois além de construir o objeto lúdico estará desenvolvendo habilidades criativas e exercícios excepcionais para coordenação motora fina e grossa. O lúdico está presente dentro da criança que pode ser simbolizado por qualquer objeto e basta dar asas na imaginação que ela transforma um simples cabo de vassoura em um cavalo alado que pode cruzar os céus e derrubar a feiticeira no mar, na terra ou em algum outro planeta. As tampinhas e pedaços de madeiras se constroem caminhões fortes capazes de transportar toneladas de sonhos. Essa é a função do lúdico, criar! O que se precisa é a predisposição do professor querer, estar disposto a assumir seu lado criança e arregaçar as mangas para resgatar o que tem se perdido sem rumo pelo caminho, a inocência, que só a brincadeira pode resgatar no ser humano que se perdeu diante de tanta violência, pois sem o lúdico não se cria laços de afetividade e companheirismo e existem tantas atividades divertidas e educativas que podem ser executadas sem ser gastar um real, como a “amarelinha”, “boca-de-forno”, “tudo que o mestre mandar”, “terra e água” , danças, corridas de saco, corrida, músicas etc, que trabalham a atenção, lateralidade, coordenação motora, o intelecto, enfim o psicomotor da criança. Para esse pré-requisito, algumas respostas consideradas relevantes. 5.4.1 Corpo Técnico: “As atividades lúdicas são de fundamental importância para essa faixa-etária, porque através dos jogos e brincadeiras as crianças se desenvolvem de forma espontânea, por fazerem parte do seu dia-a-dia. A brincadeira é uma coisa natural dentro da criança e aprendendo brincando não poderia nada ser mais prazeroso”. 5.4.2 Professores: Para o professor que não tem o mínimo de habilidade para aplicar atividades lúdicas, a professora do IV período orienta que, “Além de ter que ler muito sobre o assunto é preciso fazer um curso de aperfeiçoamento e daria a esse professor uma nota três, já que não gosta de dar zero e diz que se não contasse com o apoio da escola referente ao material lúdico, construiria o material à maneira dela, mas jamais seria omissa com relação ao brinquedo por acreditar que esse desperta a criatividade e monopoliza a atenção do aluno, acelerando a aprendizagem”; “ As atividades lúdicas podem ser inseridas em todas as disciplinas, é à base da aprendizagem nessa faixa etária, fala a professora do II período”. A Educação Infantil exercida através das atividades lúdicas atendem as todas as necessidades das crianças, seja com o trabalho de exercícios para o desenvolvimento das habilidades motoras como: dança, encenação, bandinhas de música, movimento, brincadeiras, jogos de encaixe, quebra-cabeça, dobraduras, utilização de diferentes materiais de percepção de mais fino ou mais grosso, áspero ou liso e de preensão etc, como para a abstração do pensamento através da representação do desenho e do grafismo, ou a oralidade trabalhada através da música, teatro, fantoches, historinhas etc. A aprendizagem da linguagem escrita vinculada a desenhos e imagens, brincadeiras com as famílias (ba, ca, se etc) no ritmo de palmas, isso trabalhado no cotidiano, com correção adequada, pois quem fala errado tende a escrever errado e nenhum professor deveria deixar a criança fixar, a palavra escrita errada, sempre levar o aluno a grafar corretamente porque sendo mal alfabetizada, a criança, carregará para sempre, na bagagem lingüística, a escrita do significante errado para toda vida a não ser que ela no futuro leia muito, poderá ocorrer à correção na linguagem escrita, mas a fala, só se fizer aulas de dicção ou correção através de um fonoaudiólogo. Explorar os exercícios de força e velocidade, resistência e flexibilidade, esquema corporal e temporal, noção espaço-corporal para o equilíbrio na formação do seu eu corporal e na percepção do seu corpo globalizado, a aprendizagem do ritmo, dominando os movimentos, é essencial. O trabalho psicomotor é necessário que seja elaborado da cabeça aos pés, harmonicamente para que a criança saiba logo cedo administrar sua vida, como tomar banho sozinha, vestir a roupa, calçar os sapatos etc, só o equilíbrio mental e corporal pode proporcionar rapidamente essa destreza. O material lúdico também é de extrema importância para desenvolver o aprendizado de forma espontânea. As brincadeiras fazem parte do dia-a-dia da criança porque essa é a fase dos movimentos fundamentais, isso quer dizer que as crianças têm a preocupação com a forma de execução, mas não com o resultado da tarefa. São cooperativas e responsáveis quando as atividades lhes despertam interesse. Também estão na fase de transição entre o estágio elementar e o estágio maduro de execução dos movimentos, portanto, lhes devem ser propiciado à possibilidade de atingir o estágio de maturação oportunizando a execução de habilidades cada vez mais complexas, jogos pré-esportivos, danças populares e folclóricas, jogos e brincadeiras de seu meio social, pois os procedimentos que o professor adota, “devem conduzir à vivência dos valores mais caros para o ser humano, a Formação Humana (VAYER, 2002, p. 34).
6- CONCLUSÃO
Este trabalho de observação e intervenção analisou a importância lúdica nas atividades pedagógicas em sala de aula das crianças da Educação Infantil de 03 a 06 anos, como elemento de interação, socialização, aprendizagem e melhor aproveitamento no rendimento escolar do aluno, promovendo meios com eficácia para o desenvolvimento cognitivo, emocional e afetivo. Conclui-se nessa amostragem que os alunos gostam de estudar, brincar etc. Cada um tem personalidade própria e conceitos próprios em definir suas preferências e habilidades, desenvolvidas através da educação escolar e familiar, pois apesar de algumas crianças parecerem inibidas diante das perguntas da entrevista, foram bastante contundentes em suas escolhas, opiniões e respostas personalizadas, sinalizando que a orientação pedagógica e familiar estão formando dentro da criança o senso de responsabilidade sobre si mesma e através do lúdico complementando sua formação social e cultural. Todos os professores foram a favor do lúdico para o desenvolvimento psicomotor, socialização, integração escolar e um deles relata que nenhuma atividade lúdica sofre rejeição por parte dos alunos e que pouquíssimas vezes acontece de uma criança ter dificuldade de entender a finalidade da brincadeira, mas depois que desperta a curiosidade, caminha para a evolução do conhecimento, facilita na concentração, não há mais dispersão entre os alunos e tudo gira em torno da atividade, surgindo as mais variedades de perguntas curiosas e sugestivas em busca da solução da questão em estudo e quando são ditos os disparates, todos sorriem e o clima de afetividade e confiança se estabelece. Quando a atividade é bem elaborada e voltada para a realidade do aluno a professora percebe quando acontece a aprendizagem pois espontaneamente o aluno repete a brincadeira através da fala ou do movimento, por isso o professor deve ser ativo, principalmente nas atividades que desenvolve o raciocínio lógico pois se essa ultrapassa aos 30 minutos, torna-se cansativa e a sala vira um caos, devido a diferença de ritmos. O importante é manter o aluno sempre ocupado e envolvido plenamente com o trabalho. As atividades lúdicas que os alunos do Colégio entre 03 a 06 anos no geral, mais gostam, são: cantar, brincar de casinha, contar histórias, blocos lógicos, movimento e outros. A professora do IV período utiliza o lúdico em todas a as aulas, principalmente em Português e Matemática. O movimento, a música, a dança são ótimos para serem utilizados na hora da recreação ou mesmo em sala de aula quando se percebe que as crianças começam a se agitarem por conta da contenção motora. Uma das professoras diz que procura logo atividades que consumam energias como cantar ou contar histórias para que haja interação entre as crianças e depois do exercício motor ou intelectual, as crianças ficam mais atenciosas em sala de aula. Essas alternativas ela sempre deixa para o final da aula porque as crianças já estão em clima de saturação e é uma forma de prender atenção e ensinar através do lúdico. Também ela se refere, que se a escola não tivesse material lúdico disponível para os alunos, ela mesmo construiria seu material para as brincadeiras, apesar de achar que a falta do lúdico para essa idade não cause danos permanentes mas podem causar um impasse, uma barreira para a aprendizagem, demorando muito mais tempo para a que a criança obtenha a fixação e assimilação do conhecimento sistematizado. A coordenadora pedagógica é bem explícita quando se refere que no planejamento escolar da educação infantil, todas as atividades das escolas para essa faixa de idade de 03 a 06 anos de idade, devem ser baseadas no lúdico por ser de fundamental importância, pois são através de jogos e brincadeiras que as crianças se desenvolvem de forma espontânea porque a brincadeira faz parte do seu dia-a-dia e através dela tudo é mais fácil de ser aprendido, por ser uma forma interessante de assimilar os conteúdos. É muito importante o professor manter-se sempre atualizado, ser competente, dinâmico, comprometido com a educação e ter como obrigação de conhecer e saber como utilizar o lúdico, como jogos, dramatizações, brinquedos pedagógicos, brincadeiras espontâneas e direcionadas. O docente tem que ser detentor de uma fonte inesgotável de alegria, prazer e bom senso, não só os professores mas também os pais, ou qualquer sujeito que tenha sob sua responsabilidade a educação de uma criança, pois as mães entrevistadas, conhecem a expressão “Atividades Lúdicas” e o que ela representa e o porquê dela ser utilizada, pois através dela seu filho vai aprender com mais prazer e interesse e desenvolver melhor a sua capacidade de expressão. Conclui-se que a teoria e a prática são interdependentes e devem fazer parte de um projeto de pesquisa que tiver a finalidade de obter sucesso, assim como estão presentes em nossas vidas, mesmo porque quando participamos de determinadas atividades, estamos inconscientemente conceituando uma teoria. O projeto de pesquisa também foi executado formalmente e com critérios estabelecidos pela disciplina: ESTÀGIO PROFISSIONAL I, com a carga horária de 120 horas, com o estágio de observação durante 10 dias úteis (40 horas aulas), supervisionado pelo professor-orientador, no segundo semestre de 2004, nas séries da Educação Infantil, I, II, III e IV períodos, quando desenvolvido o projeto já citado, sendo respeitado as metas pré-estabelecidas e que nos propiciou a finalização e amostra do mesmo, sendo socializado no primeiro semestre de 2004, na Escola Normal Superior, com a impressão da síntese do projeto em painel padronizado 1,20cm x 90cm, de acordo com as regras da ABNT, com apresentação oral e individual (no mínimo 10 minutos) através de títulos e Sub-Títulos, em programa PowerPoint, com abertura para perguntas, formalizando um debate. Foram convidados: todos os outros alunos dos outros períodos da UEA, do Curso Normal Superior, os alunos do PROFORMAR, universitários de outras faculdades de Pedagogia, Letras etc, alunos do ensino médio e todas as escolas em que os alunos estagiaram para elaborarem seu tema de projeto. A avaliação foi realizada por professor especializado no assunto que comandou a dialética, nas diversas salas da Escola Normal Superior, tendo sido a apresentação feita por grupos com temas similares e nosso projeto conquistou a nota máxima na apresentação e o consenso no debate e apoiado pela mestra docente, chegou a conclusão de que realmente há necessidade de introduzir-se novos tipos de metodologia para o ensino, e a pratica das atividades lúdicas é uma forma que conquista o interesse pela participação, principalmente porque o aprender associado as brincadeiras educativas proporcionam a aquisição de conhecimentos de forma alegre e divertida, sendo esta responsável por maneiras mais acessíveis para explorar a aprendizagem. Infelizmente o fracasso escolar é visível em todas as regiões do país, sem exceção, o que torna evidente a necessidade de estímulo à criatividade do aluno, através de uma didática dinâmica, criativa, tendo na atividade lúdica como um dos fatores importantes na elaboração das ações pedagógicas, na prática de atividades livres e dirigidas, agendando programas para um bom desenvolvimento psicomotor, respeitando o espaço relacional e espírito crítico. A utilização dessas atividades permite aulas mais diversificadas e com certeza incorrerá para o bom aproveitamento do conhecimento cognitivo da criança. São de responsabilidade familiar e escolar, a prática de atividades envolvendo as atividades lúdicas, visando proporcionar a interação do conhecimento intelectual com o desenvolvimento motor da criança, além de torná-las mais social e alegre, comunicativa e expressiva, mais competente e muito mais criativa. Toda ação humana vem carregada de expressão. Podemos perceber a expressão em tudo aquilo que o ser humano faz. O mundo encantado do brinquedo é um meio de expressão autêntico da criança, levando-a ao desenvolvimento de sua educação integral. A “Atividade Lúdica”, não é uma disciplina, mas sim um requisito curricular complementar. Um espaço com características diferenciadas, um recurso metodológico para o ensino que oportuniza ao aluno, pensar, sentir, agir, numa atividade alegre, desportiva, pacífica, um lazer educativo e construtivo que vai conduzir o aluno para o registro e a fixação do conhecimento abstrato. Também se mostra como um forte antídoto para a indisciplina. A brincadeira dirigida ao fortalecimento do conhecimento cognitivo da criança é elemento fundamental para o enriquecimento da prática pedagógica construtivista e interacionista porque proporciona o desenvolvimento da criatividade e sem esta habilidade definida o homem será apenas um mero reprodutor de idéias alheias. O projeto de pesquisa está baseado em pressupostos que o pesquisador procurou montar para encontrar respostas para o objeto de pesquisa através da investigação que precisa teve o propósito em ser aceito pela comunidade científica a qual tecerá comentários que ajudará na investigação para evitar imprevistos que inviabilizem sua realização. O pesquisador preocupou-se com estudos preliminares e um anteprojeto sobre o tema para alcançar a forma de projeto, para responder: o que, por quê, para quê e como, quando e que recursos foram utilizados para o estudo do tema em questão. Para a sua realização utilizou-se uma metodologia de múltiplas escolhas para abordar a realidade e a sua construção através das dimensões de pesquisa qualitativa que permitiu definir o projeto, como abordá-lo e investigá-lo, pela dimensão ideológica, que define o que e como pesquisar, podendo ser utilizados três tipos de abordagem, como: positivismo, fenomenologia e o histórico dialético e este foi o escolhido pela sua dimensão científica, que permite a reconstrução do conhecimento, envolvendo teoria e prática, com estudo amplo bibliográfico, desde o início de sua historicidade até a atualidade. Também foi utilizado o estágio de observação, que comprovou a veracidade da necessidade da utilização da atividade lúdica, principalmente para a Educação Infantil de 03 a 06 anos e que a cada dia surgem muitos teóricos que trabalham com a finalidade que o lúdico seja muito mais explorado em prol do desenvolvimento cognitivo da criança, de suas habilidades e competências. Com relação aos dados coletados através de alunos de outras escolas, fica evidente o interesse, a necessidade e mais do que comprovado que apesar de toda a teoria e estudos feitos sobre a atividade lúdica, ela ainda é pouquíssima utilizada nas escolas por não constarem em seus projetos políticos pedagógicos, fato este investigado junto ao corpo administrativo e pedagógico de outras escolas que relataram não possuir nenhum projeto neste sentido. Verificando como é positivo o resultado da aprendizagem das crianças com atividades através do brinquedo educativo, maneiras atrativas que desenvolvem a criatividade e auxiliam no desenvolvimento do conhecimento cognitivo, promovendo a interação social do aluno, indagamos então qual seria o real motivo para as escolas não frisarem no seu projeto político pedagógico, a importância da atividade lúdica como meio metodológico de ensino? Ficamos sem a resposta na maioria das escolas, mas questionamos também quê, embora conste escrito no papel e não passe da página de planejamento para execução efetiva, de nada adiantará que tenha sido elaborado com capricho e ou de acordo com os Parâmetros Curriculares e/ou Referencial Curricular Nacional. O que o ocorre, para que um professor não ponha em prática, o que aprendeu, em estimular os seu aluno como ser participativo, integrado e interessado em assimilar conhecimento, utilizando como meio alternativo a prática pedagógica do brincar? Será que o professor não está qualificado através de um curso de nível superior, onde aprende a importância da atividade lúdica como instrumento importante para o desenvolvimento físico e mental, ou será que por motivos de idade avançada à espera da aposentadoria há um desgaste físico do professor que não sente mais motivação para promover essa interação tão importante entre professor e aluno e estes entre si. Será que os baixos salários não os motivam planejarem suas aulas bem significantes e atrativas através do lúdico? Alguns dizem, que não ocorre apoio por parte do departamento de coordenação pedagógica da escola que atuam, que não buscam melhores alternativas para melhoria do ensino. Outros dizem, que com um número muito grande de alunos, fica inviável o emprego das atividades lúdicas por ser impossível ter domínio total sobre a turma. Após nossas observações e pesquisas constatou-se que realmente o que falta é disposição, boa vontade, intenção na ação pedagógica do professor em se prontificar e desejar mediar o real processo do ensino-aprendizagem de maneira que haja rendimento escolar na produção do conhecimento e na construção da formação global do educando e não ficar alheio as suas necessidades, porque só um bom professor sabe percebê-las. Não se faz talentos da noite para o dia e o que pode favorecer na aprendizagem do conhecimento sistematizado que viabilize uma vida futura equilibrada, caminhos que busquem qualidade e utilidade para o crescimento interior através do exterior na qual a aprendizagem dê margens para ser absorvida e interpretada na sua totalidade tem no lúdico a base para desenvolver as estruturas mentais cognitiva. Determinante para preparar o aluno com espírito crítico, questionador, averiguador e especulador, com soluções de problemas através de idéias provenientes de uma educação interativa. Não há como solucionar os problemas biológicos dos alunos? Pelo menos pode se dar respaldos para suplantar os problemas sociais e psicológicos através da afetividade, solidariedade, integração e humanização do indivíduo e principalmente o conhecimento dos seus direitos e deveres de cidadão, não permitindo a alienação do indivíduo pelo sistema educacional e governamental. Cabem aos pais, professores, pedagogos e mestres, saber conduzir passo a passo o educando na conquista do seu espaço físico, por rotas e maneiras adequadas, porque as portas do mundo estão escancaradas para os criativos, aqueles que criam com segurança, competência, serenidade e dignidade amparada pelo trabalho lúdico que lhes deu competências e desenvolveu suas habilidades, garantindo um futuro com a liberdade da cidadania. Considerando a aprovação e valorização da atividade lúdica por todos os entrevistados e mais o embasamento teórico dado pela pesquisa bibliográfica, fica evidenciado que adotar e investir no lúdico para a educação entre 03 a 06 anos e na capacitação dos professores só trará benefícios para as crianças, tanto para o aspecto cognitivo, social e afetivo do discente, como facilita e recompensa o trabalho do professor. O que será criatividade? Essa habilidade cognitiva de saber fazer as coisas, criar através do pensamento abstrato, saber discernir etc. Para qualificar um homem de criativo, seria a correspondência às exigências de uma bateria de solicitações que situe o homem no papel de um executivo: inteligência bem elaborada, consistente, equilibrada, iniciativa própria, conhecimento cognitivo despojado e ágil, capaz de ultrapassar as barreiras dos imprevistos, produzir maneiras viáveis de empreendimentos para solucionar problemas. A criatividade e a capacitação intelectual não são adquiridas apenas por informações dos conteúdos impostos pelo currículo escolar, está ligada também a recreação, aulas de canto, trabalhos manuais, pinturas, esportes interagidos pela ludicidade, Dar asas à imaginação, a fantasia, buscando através da abstração talentos inatos e criados à medida que forem explorados e orientados pela prática pedagógica docente que busca por em evidência todas as habilidades do educando. Produzir criatividade, nada mais é que buscar o aprimoramento das idéias novas e concretizá-las. Levar a transcender sobre a essência do pensamento, a descobrir sua maneira de ‘aprender a aprender’ , será a tarefa de grande maestria realizada por esse professor, o facilitador que vai dar a partida para edificar o saber da criança.

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ANEXOS UEA- UNIVERSIDADE ESTADUAL DO AMAZONAS
Anexo A.1 Prezado professor, Solicito sua colaboração respondendo este questionário para esclarecimento de algumas dúvidas no meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que tem como tema: A importância da atividade lúdica para a Educação Infantil de 03 a 06 anos. Desde já, agradeço por sua contribuição.

Questionário para os professores do I e II períodos:
1- Qual o seu grau de escolaridade? 2- Para planejar uma boa aula, é necessário ter como elemento básico o material lúdico? Por quê? 3- Nessa fase, que material lúdico você indicaria para aprendizagem dos numerais? 4- Acredita que o material lúdico facilita a aprendizagem em todas as disciplinas. Por quê? 5- Qual atividade lúdica você percebe que não é bem aceita pelas crianças? 6- As crianças sentem dificuldades para entender os procedimentos e a finalidade da atividade lúdica? 7- Qual tipo de atividade lúdica as crianças mais gostam? 8- Acredita que a atividade lúdica desenvolve o raciocínio lógico e a motricidade da criança? Como você percebe isso? 9- A atividade lúdica favorece a concentração da criança? Como? 10- Em que momentos você mais utiliza as atividades lúdicas e por quantos minutos você pode explorá-la sem haver saturação por parte das crianças?

UEA- UNIVERSIDADE ESTADUAL DO AMAZONAS Anexo A.2 Prezado professor Solicito sua colaboração respondendo este questionário para esclarecimento de algumas dúvidas no meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que tem como tema: A importância da atividade lúdica para a Educação Infantil de 03 a 06 anos. Desde já, agradeço por sua contribuição.
Questionário para os professores do III E IV períodos:
1 - Qual o seu grau de escolaridade? 2 - Você considera a atividade lúdica uma maneira atrativa para promover a interação social do aluno? 3 - A criatividade da criança pode ser desenvolvida através das atividades lúdicas? 4 - Que nota de 0 a 10 ,você daria a um professor qualificado por nível superior que ignora as atividades lúdicas como ferramenta trabalho? 5 - Se você não tivesse apoio da escola referente ao material lúdico que alternativas utilizaria para aplicá-lo? 6 - Acha que a atividade lúdica pode ser inserida em todas as disciplinas? 7 - Considera grave a omissão por parte do professor em não aplicar as atividades lúdicas como uma prática pedagógica de ensino? 8 - O que você considera que provoca mais perda de estímulo no professor: os baixos salários ou a idade avançada? 9 - Em que momentos você mais utiliza as atividades lúdicas?

UEA – UNIVERSIDADE ESTADUAL DO AMAZONAS Anexo B Caro Aluno, Solicito sua colaboração respondendo algumas perguntas sobre as atividades lúdicas ou seja, a brincadeira utilizada como forma mais atraente de aprendizagem. Agradeço a ajuda e contribuição de vocês. Questionário para os alunos:
1- Você gosta de estudar brincando? Por quê? 2- Qual a disciplina que você mais gosta. Por quê? 3- Você gosta de música? Você gosta de fazer essas atividades: PINTAR, COLAR, FAZER DESENHOS, COLAR GRAVURAS, JOGOS RECREATIVOS? Grife os que você mais gosta e indique outro tipo de atividade de sua preferência. 4 – Qual o tipo de brincadeira que você mais gosta? Por quê? 5 – Você gosta de fazer trabalho em grupo quando envolve brincadeira? Por 6– Você acha que aprende com maior facilidade quando o professor utiliza a brincadeira em sala de aula, ou você não gosta? Explique por quê?
UEA – UNIVERSIDADE ESTADUAL DO AMAZONAS Anexo C Prezada Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil, de 03 a 06 anos, Solicito sua colaboração respondendo algumas perguntas sobre as atividades lúdicas, ou seja, a brincadeira utilizada como forma mais atraente de aprendizagem. Agradeço a sua colaboração que, com certeza ajudará na realização e conclusão do Projeto. Questionário para Coordenadora Pedagógica 1 - Entre, 0% a 100%, como está presente no currículo da escola a atividade lúdica para esta faixa etária. 2 - Acredita no potencial da atividade lúdica para o desenvolvimento do raciocínio lógico e coordenação motora fina e grossa da criança? 3 - A escola que não utiliza o lúdico pode prejudicar o desenvolvimento da criatividade, habilidades e competências das crianças? Por quê? 4 - Se o professor não pratica atividades lúdicas com os alunos ele faz parte do perfil profissional desejado por esta escola? Por quê? 5 - Poderia citar algumas atividades lúdicas mais exploradas pelo Colégio e consideradas relevantes para a aprendizagem e constantes no Projeto Político da Escola? UEA- UNIVERSIDADE ESTADUAL DO AMAZONAS Anexo D Prezados pais Solicito sua colaboração respondendo este questionário para esclarecimento de algumas dúvidas no meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que tem como tema: A importância da atividade lúdica para a Educação Infantil de 03 a 06 anos. Desde já, agradeço por sua contribuição. Questionário para os pais do IV período 1 -Você conhece o Projeto Político Pedagógico da Escola? 2 -Como define a expressão: ATIVIDADE LÙDICA? 3 -Acredita que a atividade lúdica pode realmente promover uma melhor educação para o seu filho? 4 -O que utiliza para orientar seu filho nas tarefas de casa? O retorno é positivo? 5 -Acredita que a atividade lúdica pode socializar, integrar, desenvolver o raciocínio lógico e a coordenação motora do seu filho? 6 -O conhecimento sobre a utilização do material lúdico pela Escola, influenciou na opção pela matrícula do seu filho? UEA- UNIVERSIDADE ESTADUAL DO AMAZONAS Anexo E Prezados professores Solicito sua colaboração respondendo este questionário para esclarecimento de algumas dúvidas no meu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) que tem como tema: A importância da atividade lúdica para a Educação Infantil de 03 a 06 anos. Desde já, agradeço por sua contribuição. Questionário para os professores de outras escolas 1 -Você conhece o Projeto Político Pedagógico da Escola? Trabalha em torno do mesmo? 2 -Como define a expressão: ATIVIDADE LÙDICA? Ele consta no PPP da Escola? 3 Como trabalha a atividade lúdica no seu dia-a-dia? Ela está presente? 4 –Acredita que a atividade lúdica é o caminho certo para o aprendizado? Por quê? 5 -Acredita que a atividade lúdica pode socializar, integrar, desenvolver o raciocínio lógico e a coordenação motora das crianças? Baseado em quê? 6 –No seu currículo escolar você teve algum aprendizado sobre as atividades lúdicas.
O ANEXO É ORIGINAL - RESPEITE OS DIRETOS AUTORAIS
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